Jesus, o Pão da vida!




“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6, 35)

(Por Mariana Neves)

Sabemos que o nosso corpo não consegue ficar sem nutrientes e que devemos consumir alimentos para saciar a nossa fome. Assim também acontece com a nossa alma. O Papa Francisco vai dizer que trata-se da fome de vida, da fome de eternidade que só Ele pode satisfazer (Angelus, 2 de agosto de 2015)
Jesus é o Pão da Vida, Aquele que alimenta a nossa fome e sacia a nossa sede. Sem a presença d’Ele, não somos completos. Somos desnutridos, nos sentimos vazios.
Tantas vezes na minha vida, eu fiz com que coisas ocupassem o lugar de Deus na minha história. Deixava com que as pessoas fossem os deuses ou que meus sonhos fossem o foco da minha vida. Queria saciar a ausência desse Pão da Vida de todas as formas, mas mesmo assim, não me sentia saciada. Por mais que eu tivesse tudo, eu não me sentia completa. Me faltava algo!
Aos poucos, tenho aprendido a dar a devida importância para Jesus na minha vida. Tenho aprendido a dar a Ele, o lugar que é d’Ele na minha história. Sei que ter a companhia das pessoas é importante, mas a amizade do Meu Senhor é a que mais importa. Meus sonhos não podem ser minha prioridade, mas o céu deve ser minha maior meta!
Esse trecho do Evangelho de hoje, nos remete a Sagrada Eucaristia, que é “o maior dom que sacia a alma e o corpo” (Papa Francisco). Nela podemos encontrar o Autor de toda graça – O próprio Jesus faz-se alimento para a nossa salvação. “Encontrar e acolher Jesus, em nós, confere significado e dá esperança ao caminho muitas vezes sinuoso da vida” (Papa Francisco).
Que neste dia, possamos deixar que a presença de Jesus na Eucaristia nos saciar e se por acaso, não pudermos comungar do pão, que nós possamos fazer nossa comunhão espiritual. E que de ambas as formas, possamos pedir a Jesus que Ele venha nos saciar da Sua presença, nos alimentar do Seu Amor!

“Quando eu irei contemplar a face do meu Deus?

Tenho sede de ti, minh’alma suspira por ti
Meu Deus e meu senhor, com ardor eu vos procuro

Tenho sede de ti minh’alma suspira por ti
Pois o que há em mim, é o meu nada e o pó

Quando eu te encontrar, a minha alma logo te contemplará

Saciará minha sede! Meu louvor será eterno, a alma enamorada
Quando eu te encontrar, a minha lágrima o senhor enxugará

Terá fim toda tristeza! Vou ver a tua gloria, ver como és belo
Quando eu te encontrar, o imperfeito enfim desaparecerá

Quando eu te encontrar minh’alma se alegrará”

(Quando eu te encontrar – Juninho Casimiro)

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