“Quando decidir firmemente a viver uma vida pura, a castidade não será um peso para você. Será uma coroa de triunfo.” São Josemaria Escrivá
Amados, boa tarde! A
paz de Jesus e o amor de Maria! Que o Espírito Santo envie o seu fogo abrasador
sobre cada um de nós reavivando os seus dons e carismas e conduzindo-nos ao Pai
e que Nossa Senhora das Graças acolha cada necessidade do coração de cada
brasileiro (a) e interceda a Jesus as nossas súplicas.
Na semana do Dia dos
Namorados abordei com vocês sobre o namoro santo, como vivê-lo e sua relação
com a castidade. Nessa semana falarei sobre a importância da vivência da
castidade para os católicos, numa sociedade onde o sexo tornou-se algo que é
feito sem compromisso com o outro e “ser diferente” tornou-se motivo de discriminação.
Mas o que vem a ser a
castidade? O que a Igreja Católica diz sobre a castidade? Por que preciso viver
a castidade?
A palavra castidade vem do latim castus que significa puro. Trata-se de
abstinência completa dos prazeres carnais e consiste em uma virtude que
valoriza e purifica o ser humano, onde a castidade contribui com a purificação
do ser humano ajudando-o a preservar o amor, livrando-o do egoísmo de pensar
apenas nas suas satisfações da carne articuladas ao desejo.
Quando se fala em
castidade ocorrem alguns equívocos, porque acreditamos que viver a castidade
resume-se a não ter relações sexuais antes do casamento ou a preservar a
virgindade, mas é algo muito mais amplo e complexo do que muitos imaginam e
está articulada à oração e vigilância diária, lutando para não cair em pecado.
Na vivência da
castidade devemos pensar nas palavras sim e não, onde se dá um sim
à castidade e ao amor e vários nãos a masturbação, pornografia e sexo antes
do casamento, porque essas contribuem para a escravidão do pecado e Deus quer
que sejamos livres não de situações, mas livres do pecado que nos aprisiona e
nos afasta do amor e misericórdia divina.
Ser casto refere-se à
pureza de coração, intenções e o desejo sincero de fazer a vontade de Deus
através da oração e vigilância, para não pecar não apenas em relação ao sexo,
mas em todas as áreas de sua vida articulada a uma compreensão madura do que
seja a vida e a decisão de viver e cumprir a vontade de Deus.
Para a Igreja Católica,
a não vivência da castidade é um pecado mortal e está contida no 6º mandamento
da lei de Deus que diz: Não pecar contra
a castidade. Segundo o CIC no nº 2345, a castidade é uma virtude moral, um
dom de Deus, uma graça, um fruto espiritual. O Espírito Santo concede o dom de
imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. Já o
nº 2348 afirma que todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de
Cristo”, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a
levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do
Batismo, o cristão se compromete a viver sua afetividade na castidade.
Se a Igreja Católica
fala tudo isso sobre a castidade, porque as pessoas não colocam em prática? O
que nos impede de viver a castidade? O que devemos fazer para nos livrar das
correntes que nos fazem pecar contra a nossa castidade? São alguns
questionamentos que precisamos refletir. Estamos buscando diariamente a
conversão, aprendendo a viver a radicalidade do Evangelho pautada na doutrina
da Igreja, que nos auxilia na nossa caminhada pelo Reino dos Céus.
Mas como posso viver a
castidade? Para começar, necessito tomar a decisão e não enxergá-la como um
peso, mas como algo que me ajudará a crescer como pessoa e como cristão na luta
contra o pecado da carne. Depois busco o autoconhecimento, analisando os meus
pontos fracos e as partes mais sensíveis do meu corpo, porque ao nos
conhecermos melhor vamos aprendendo a controlar os nossos impulsos carnais.
Logo após, aprendo a ter autocontrole para não me entregar aos impulsos
sexuais, porque quem é livre para amar, também consegue se controlar não se
entregando aos desejos da carne.
A vivência da castidade
necessita estar articulada a uma vida de oração, porque o diálogo com Deus dará
a graça sobrenatural e a força necessária para lutar contra o impulso natural,
onde a Sagrada Escritura diz: “vigiai e
orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é
fraca.” (Mt 26,41). Quando a castidade necessita ser vivida por um casal é
preciso que ocorra o diálogo buscando, um conhecer o outro, verbalizando sobre
a sua sexualidade, porque o relacionamento consiste em conhecer e dar-se a
conhecer. A castidade também precisa está articulada a mortificação, onde se propõe
mortificar-se para alcançar autocontrole e domínio de si, por isso, ofereça
algo que goste muito e que lhe custe muito desapegar pela sua castidade, porque
a castidade requer sacrifícios.
Para quem já segue
esses passos citados acima, não devemos esquecer a perseverança em colocar em
prática a castidade. Dessa forma, não desista na primeira queda; se você cair,
levante-se, confesse e recomece. Os santos sempre intercedem pela nossa vida e
com uma vida casta não é diferente. Conte com a intercessão dos santos de sua
devoção pedindo para viver uma vida pura e casta. Nada disso seria possível sem
a luta constante, pois vive a castidade quem é lutador e luta contra si mesmo.
Santo Agostinho nos exorta “Enquanto vivemos, lutamos; se continuarmos a lutar, é
sinal de que não nos renderemos e de que o Espírito bom habitará em nós. E se a
morte não o encontrar como vencedor deve encontrá-lo como lutador.”
Por
fim precisamos pedir ao Espírito Santo de Deus, o Paráclito, que nos ajude a
viver todas as dicas anteriores. Por isso, peça a ajuda d’Ele nessa luta pela
pureza, castidade e santidade.
A castidade me torna irmã dos anjos
Estes espíritos puros, vitoriosos a valer
Espero um dia voar em suas falanges
Mas no exílio como eles devo combater
Sem repouso, sem trégua devo lutar
Por meu Esposo, o Senhor das nações
A castidade é minha espada singular
Que pode conquistar os corações
Estes espíritos puros, vitoriosos a valer
Espero um dia voar em suas falanges
Mas no exílio como eles devo combater
Sem repouso, sem trégua devo lutar
Por meu Esposo, o Senhor das nações
A castidade é minha espada singular
Que pode conquistar os corações
A castidade é minha arma invencível
Por ela meus inimigos abaterei
Por ela eu me torno, ó felicidade, invencível
Esposa de Jesus, meu Rei
Meu rei, meu rei
Por ela meus inimigos abaterei
Por ela eu me torno, ó felicidade, invencível
Esposa de Jesus, meu Rei
Meu rei, meu rei
(A castidade - Irmã Kelly
Patrícia)

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