Castidade: um amor que sabe esperar

                                                                                   
(Por Monique Evangelista)

“Quando decidir firmemente a viver uma vida pura, a castidade não será um peso para você. Será uma coroa de triunfo.” São Josemaria Escrivá

Amados, boa tarde! A paz de Jesus e o amor de Maria! Que o Espírito Santo envie o seu fogo abrasador sobre cada um de nós reavivando os seus dons e carismas e conduzindo-nos ao Pai e que Nossa Senhora das Graças acolha cada necessidade do coração de cada brasileiro (a) e interceda a Jesus as nossas súplicas.
Na semana do Dia dos Namorados abordei com vocês sobre o namoro santo, como vivê-lo e sua relação com a castidade. Nessa semana falarei sobre a importância da vivência da castidade para os católicos, numa sociedade onde o sexo tornou-se algo que é feito sem compromisso com o outro e “ser diferente” tornou-se motivo de discriminação.
Mas o que vem a ser a castidade? O que a Igreja Católica diz sobre a castidade? Por que preciso viver a castidade?
 A palavra castidade vem do latim castus que significa puro. Trata-se de abstinência completa dos prazeres carnais e consiste em uma virtude que valoriza e purifica o ser humano, onde a castidade contribui com a purificação do ser humano ajudando-o a preservar o amor, livrando-o do egoísmo de pensar apenas nas suas satisfações da carne articuladas ao desejo.
Quando se fala em castidade ocorrem alguns equívocos, porque acreditamos que viver a castidade resume-se a não ter relações sexuais antes do casamento ou a preservar a virgindade, mas é algo muito mais amplo e complexo do que muitos imaginam e está articulada à oração e vigilância diária, lutando para não cair em pecado.
Na vivência da castidade devemos pensar nas palavras sim e não, onde se dá um sim à castidade e ao amor e vários nãos a masturbação, pornografia e sexo antes do casamento, porque essas contribuem para a escravidão do pecado e Deus quer que sejamos livres não de situações, mas livres do pecado que nos aprisiona e nos afasta do amor e misericórdia divina.
Ser casto refere-se à pureza de coração, intenções e o desejo sincero de fazer a vontade de Deus através da oração e vigilância, para não pecar não apenas em relação ao sexo, mas em todas as áreas de sua vida articulada a uma compreensão madura do que seja a vida e a decisão de viver e cumprir a vontade de Deus.
Para a Igreja Católica, a não vivência da castidade é um pecado mortal e está contida no 6º mandamento da lei de Deus que diz: Não pecar contra a castidade. Segundo o CIC no nº 2345, a castidade é uma virtude moral, um dom de Deus, uma graça, um fruto espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. Já o nº 2348 afirma que todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se compromete a viver sua afetividade na castidade.
Se a Igreja Católica fala tudo isso sobre a castidade, porque as pessoas não colocam em prática? O que nos impede de viver a castidade? O que devemos fazer para nos livrar das correntes que nos fazem pecar contra a nossa castidade? São alguns questionamentos que precisamos refletir. Estamos buscando diariamente a conversão, aprendendo a viver a radicalidade do Evangelho pautada na doutrina da Igreja, que nos auxilia na nossa caminhada pelo Reino dos Céus.
Mas como posso viver a castidade? Para começar, necessito tomar a decisão e não enxergá-la como um peso, mas como algo que me ajudará a crescer como pessoa e como cristão na luta contra o pecado da carne. Depois busco o autoconhecimento, analisando os meus pontos fracos e as partes mais sensíveis do meu corpo, porque ao nos conhecermos melhor vamos aprendendo a controlar os nossos impulsos carnais. Logo após, aprendo a ter autocontrole para não me entregar aos impulsos sexuais, porque quem é livre para amar, também consegue se controlar não se entregando aos desejos da carne.
A vivência da castidade necessita estar articulada a uma vida de oração, porque o diálogo com Deus dará a graça sobrenatural e a força necessária para lutar contra o impulso natural, onde a Sagrada Escritura diz: “vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26,41). Quando a castidade necessita ser vivida por um casal é preciso que ocorra o diálogo buscando, um conhecer o outro, verbalizando sobre a sua sexualidade, porque o relacionamento consiste em conhecer e dar-se a conhecer. A castidade também precisa está articulada a mortificação, onde se propõe mortificar-se para alcançar autocontrole e domínio de si, por isso, ofereça algo que goste muito e que lhe custe muito desapegar pela sua castidade, porque a castidade requer sacrifícios.
Para quem já segue esses passos citados acima, não devemos esquecer a perseverança em colocar em prática a castidade. Dessa forma, não desista na primeira queda; se você cair, levante-se, confesse e recomece. Os santos sempre intercedem pela nossa vida e com uma vida casta não é diferente. Conte com a intercessão dos santos de sua devoção pedindo para viver uma vida pura e casta. Nada disso seria possível sem a luta constante, pois vive a castidade quem é lutador e luta contra si mesmo. Santo Agostinho nos exorta “Enquanto vivemos, lutamos; se continuarmos a lutar, é sinal de que não nos renderemos e de que o Espírito bom habitará em nós. E se a morte não o encontrar como vencedor deve encontrá-lo como lutador.”
Por fim precisamos pedir ao Espírito Santo de Deus, o Paráclito, que nos ajude a viver todas as dicas anteriores. Por isso, peça a ajuda d’Ele nessa luta pela pureza, castidade e santidade.
A castidade me torna irmã dos anjos
Estes espíritos puros, vitoriosos a valer
Espero um dia voar em suas falanges
Mas no exílio como eles devo combater

Sem repouso, sem trégua devo lutar
Por meu Esposo, o Senhor das nações
A castidade é minha espada singular
Que pode conquistar os corações

A castidade é minha arma invencível
Por ela meus inimigos abaterei
Por ela eu me torno, ó felicidade, invencível
Esposa de Jesus, meu Rei
Meu rei, meu rei
(A castidade - Irmã Kelly Patrícia)





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