Evangelho de Mt 7,15-20.


(Por Géssica Cassimiro)

“... pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7,20)

Olá irmãos e irmãs! Bom dia.           
No Evangelho de hoje, Jesus vem nos alertar sobre os falsos profetas. Certamente, no início da Igreja, como em nossos dias, havia vozes que confundiam os discípulos e induziam a uma falsa doutrina e criavam divisões no seio da comunidade.
Existem profetas que falam o que as pessoas gostam de ouvir e existem profetas que falam o que deve ser dito. O falso profeta é aquele que fala o que a pessoa gosta de ouvir, de modo que ela não muda de vida e não produz fruto algum, vive uma espiritualidade estéril; vive de acordo com a situação porque lhe é favorável e satisfaz seus interesses. O verdadeiro profeta fala o que a pessoa precisa ouvir para converter-se, mudar de vida e gerar frutos que permaneçam.
Meditando sobre esse Evangelho lhes faço o seguinte questionamento: estou produzindo os frutos do Reino dos Céus ou estou sendo apenas uma árvore que parece bonita, cheia de ramos floridos, mas sem os frutos da conversão?“Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus” (Mt 7,17).
Às vezes, ficamos admirados com a árvore por seu esplendor. Como ela parece grande, como ela parece bonita! Porém o mais importante, na árvore, não é o seu tamanho, seu esplendor nem a forma como ela cresceu; o mais importante são os frutos que ela produziu. Uma árvore que só produz frutos estragados serve para quê? Qual utilidade ela tem em nossa vida? O fruto estragado faz mal para nós, causa-nos mal-estar e tantas outras coisas, por isso é muito importante olhar para os frutos.
No Evangelho de hoje é a mesma coisa. Não basta ter apenas o entusiasmo, palavras bonitas, proclamar curas, milagres e tantas outras coisas. É importante os frutos de uma vida nova, de uma vida convertida em fazer as vontades de Deus e ser obedientes aos seus ensinamentos, os frutos de uma vida semelhantes com a vida de Jesus.
Meus irmãos que nós possamos estar atentos aquilo que vem de nós, e ao mesmo tempo, atentos à nossa vida. Podemos distinguir que uma coisa é de Deus quando ela produz frutos para o Reino dos Céus.
Não poderia deixar de citar os santos do dia de hoje, que se chamam João Fischer e Tomás More. João Fischer foi um homem de grande influência intelectual, cultural e religiosa a partir do seu testemunho, ele não se vendia. Em meio as confusões religiosas e políticas, o testemunho de Fischer indicou a verdade, que nem sempre é acolhida. Henrique VIII queria que a igreja declarasse seu casamento nulo, e após Fischer ter negado seu pedido, o condenou à morte e ao ser apresentado para o martírio, São João Fischer deixou claro que era pela fé da Igreja Católica e de Cristo que ele estava ali. Seu sangue foi derramado em 1535. No mesmo ano, Tomás More, pai de família e de grande influência no meio universitário, era chanceler do rei, mas não se vendeu diante do ato de supremacia de Henrique VIII. Também foi martirizado. Era leal ao rei, mas acima de tudo a Deus. Em 1535 Tomás More foi decapitado. Em meio às confusões, o testemunho faz a diferença.
Irmãos que a exemplo de São João Fischer e São Tomás More, possamos levar nosso testemunho de fé e de esperança a todos, sempre defendendo a verdade de Cristo, sem medo das perseguições, e do julgamento dos outros. Que possamos ser uma árvore que produz muitos frutos!
Senhor Jesus, que eu não seja enganado pelos falsos profetas que, mascarados de cordeiros, afastam os discípulos de Ti.
Santo dia a todos. Deus nos abençoe!

Que a paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o amor que lhe foi dado.
Que você seja feliz sabendo que é um filho de Deus.
Que você deixe a presença de Deus entrar em teu corpo e permita à tua alma a liberdade de cantar, dançar, orgulhar-se e amar.
Ele está lá, para cada um de nós.

(Beata Madre Tereza de Calcutá)

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