“O perdão é uma decisão, não um sentimento. Por que quando perdoamos não sentimos mais a ofensa, não sentimos mais rancor.” (Beata Madre Tereza de Calcutá)
(Por Géssica
Casimiro)
Boa tarde, irmãos e irmãs!
Durante a semana
passada estudando sobre alguns assuntos, veio a necessidade em meu coração de
escrever um texto falando sobre o perdão. Sei que esse tema já é bastante
conhecido por nós, mas Deus nos ensina diariamente como devemos perdoar, como
devemos amar o nosso próximo. E lendo alguns textos sobre o perdão senti a
necessidade de partilhar com vocês um pouco sobre a minha história.
Eu me chamo Géssica, tenho 22 anos, moro em
Brasília e atualmente sou postulante da Comunidade
Católica Fidelidade da Cruz. Para que eu chegasse aqui hoje, tive uma história
que foi marcada pelo amor de Deus, assim como todos nós somos. Foi o amor de
Deus que me ensinou a perdoar e a compreender as vontades Dele na minha vida.
Minha mãe biológica me
abandonou na maternidade onde eu nasci. Quando eu tinha apenas seis dias de
vida, a enfermeira que conhecia minha atual família me deu para minha mãe. Nos
meus sete anos de idade, meus pais resolveram me contar com a ajuda de uma
psicóloga que eu era adotada, por que eu iria viajar para a cidade onde eu
nasci para morar com minha avó.
Descobrir que era
adotada não foi nada fácil pra mim, durante muitos anos da minha vida não
conseguia compreender o porquê de ter sido abandonada, me sentia como um objeto
que foi descartado pela própria mãe, não conseguia enxergar o amor de Deus na
minha história. Foi um processo muito doloroso no qual eu não dividi com
ninguém e acredito que com isso, fui dando espaço para que vários sentimentos
ruins fossem crescendo dentro de mim.
Mesmo com todos os
sentimentos negativos que eu trazia em meu coração, o amor da minha família por
mim foi fazendo com que esses sentimentos fossem desaparecendo com o passar dos
anos. E foi com esse amor que pude compreender que Deus sempre tem o melhor
guardado para nós, e o melhor de Deus naquele momento para mim, foi minha família.
Quando eu compreendi o
amor de Deus, pude perdoar meus pais biológicos. O amor nos liberta das prisões
que nós criamos, o amor restaura nossos corações, o amor nos cura, o amor nos
traz à vida novamente.
O perdão começa sempre
em nosso coração. Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois
de concebido no coração e gestado no pensamento, ele (perdão) ganha vida por
uma decisão irreversível e explícita. O perdão afeta o presente e o futuro, mas
não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com um passado melhor
ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos
e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso
é impossível. O perdão nos ensina a nos relacionar, de modo maduro, com o
passado. Perdoar é ser realista o suficiente para começar a ver o passado com
os olhos do presente, voltados para o futuro.
Finalizo esse texto com
uma frase de São João Paulo II que diz o seguinte:
“O amor é maior que o pecado, que é fraqueza e
vaidade. Ele é maior que a morte; está sempre disposto a aliviar e a perdoar;
sempre disposto a ir ao encontro do filho pródigo. Tal revelação do amor e da
misericórdia tem na história do homem uma forma e um nome: Jesus Cristo!”
Tenham uma ótima semana a todos, Deus nos abençoe!

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