“Toda vocação sacerdotal é um grande mistério, um
dom que supera infinitamente o homem. ”
(São João Paulo II)
Boa tarde,
tops! Que Jesus conduza a nossa semana, o Espírito Santo reavive os nossos dons
e carismas e Nossa Senhora ajude-nos a colocar o Amado como o centro da nossa
vida, missão e vocação.
Em Agosto a
Igreja celebra o mês das Vocações,
uma oportunidade de auxiliar os fiéis no discernimento para responder o chamado
de Deus. A cada semana, celebra-se uma vocação em especial, começando pelos
ministérios ordenados. Nosso blog, em sintonia com os acontecimentos da nossa
Igreja, vai procurar esclarecer as dúvidas dos nossos leitores sobre as
vocações com textos sobre os mais variados tipos de vocações, como segui-las e
discerni-las.
Para começar
falaremos sobre a vocação sacerdotal, englobando o papel do padre e falando
sobre a vida de um sacerdote que se tornou santo reconhecido pela Igreja.
Mas, o que é
vocação? Vocação é um chamado de Deus para viver a santidade de um modo
específico em nossa vida buscando estar em comunhão com Deus. Não é uma
carreira ou algo que você faz; vocação é aquilo que você é. A palavra vocação
vem do latim vocare e significa chamar. A conscientização deste chamado
virá em tempos diferentes da vida e de diversos modos.
“As vocações nascem na oração e da oração.
E só na oração podem perseverar e dar frutos. ”
(Papa Francisco)
O chamado de
Deus só pode ser ouvido quando estamos em sintonia com Deus através da oração,
adoração e escuta. Pode ocorrer de algo que leu de um acontecimento na vida,
por meio de uma pessoa que conheceu ou conhecia ou por alguém desconhecido que
é usado por Deus para nos conduzir a fazer a vontade do Pai.
A vocação sacerdotal
é um chamado de Deus assumido por homens que tem o desejo de testemunhar Cristo
e viver uma vida mais radical com total disponibilidade de servir a Igreja e
aos irmãos. A vida sacerdotal exige muitas renúncias para ser todo de Deus,
servir ao Reino, edificar a Igreja e salvar as almas. Ser sacerdote é crescer
com a comunidade “falando e agindo” em nome de Jesus; é conviver
comprometendo-se pelo serviço fraterno e amigo; é transformar o mundo assumindo
os clamores do povo até “dar a vida por ele”; é amar a Deus como Pai e pela
Eucaristia, celebrar a vida das pessoas e a salvação que Jesus dá.
“Não há maior graça para uma família do que um
filho sacerdote. ”
(Dom Bosco)
Na comunidade
paroquial cabe ao padre orientar o povo. A função do padre é ouvir, reunir e
orientar as famílias, atender os doentes, administrar os sacramentos,
transmitir a Palavra. As três grandes missões do padre são: pregar a Palavra,
celebrar os sacramentos e governar o povo de Deus. O sacerdote tem o dever de
ensinar o Evangelho ao povo, convidando o para a conversão e santidade.
O padre
administra os sacramentos, em especial a Eucaristia, que é o alimento
espiritual do cristão. Pelo Batismo, introduz o homem no rebanho que forma o
povo de Deus; pela penitência (Confissão dos pecados), reconcilia o pecador com
Deus; pela Unção dos Enfermos, procura levar alívio e consolo aos doentes; pela
celebração da Missa, oferece sacramentalmente o sacrifício de Cristo; pelo
Matrimônio, confere a união do casal em um lar cristão; pela confirmação
(Crisma) confirma o Batismo.
O padre
distribui a Palavra e a Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo que
fortifica o homem no amor e na paz alimenta-o espiritualmente e pelo seu
exemplo nos leva a tornar-nos mais fraternos e mais irmãos.
A vocação do
sacerdote é representar Cristo enquanto chefe, sacerdote e guia espiritual para
a valorização de todos os carismas, pastor para orientar o povo de Deus de modo
que ele se sinta participante de uma co-responsabilidade missionária.
Como saber se
a sua vocação é o sacerdócio? Para discernir se a sua vocação é sacerdotal é
necessário um bom orientador espiritual experiente que lhe auxilie no processo
de discernimento. Com isso, alguns sinais indicam que um jovem tem vocação ao
sacerdócio. São eles:
ü Ter vontade de entregar a vida totalmente nas mãos de Deus;
ü Abraçar o celibato;
ü Desejar trabalhar como Jesus pela salvação das almas;
ü Gostar de rezar, estar com Deus, meditar sua Palavra,
participar da Liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal
devido às investidas do demônio, porque o sacerdote arrebata as almas;
ü Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra; ser
submisso aos ensinamentos do Magistério da Igreja. Ser fiel a Igreja e os seus
pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado
Magistério da Igreja, dirigido pelo Papa. Viver o que diziam os santos Padres “sentire cum Eclesia”, ou seja, sentir
com a Igreja;
ü Amar o Papa, os Bispos, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos,
os Sacramentos, a Liturgia e tudo que faz parte da nossa fé católica. Desejar
estudar Teologia, Filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja
nos recomenda e ensina. Gostar de fazer meditações, retiros espirituais e uma
busca permanente de santidade;
ü Almejar viver como Cristo: ser “alter Christus”, um outro Cristo na Terra;
ü Desejar viver uma vida de penitência, simplicidade, pobreza
evangélica, obediência irrestrita aos superiores, aberto a todos por um diálogo
franco;
ü Estar disposto a obedecer sempre o Bispo ou seu Superior por
toda a vida;
ü Estar disposto a dar a vida pela Igreja, pelas almas e por
Jesus Cristo.
Dessa forma,
vamos aprender sobre a vida do Pe. Pio e sua trajetória para chegar à
santidade. O Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, nasceu
em Pietrelcina , num pequeno povo da Província de Benvento , em 25 de maio de
1887. Pertencia a uma família humilde tendo como pai Grazio Forgione e mãe
Maria Giuseppa Di Nuzio tinham outros filhos. Desde muito pequeno Francesco
experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o
distinguia dos outros meninos que tinham a sua idade. Durante o dia nunca saia
com seus companheiros.
“Não cometeu nenhuma falta, não tinha caprichos,
sempre obedeceu a mim e ao seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à Igreja
visitar Jesus e a Virgem. ”
(Mamãe Peppa)
Com o passar
do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente
a sua vida a Deus. Em 06 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como
clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedram de
Benvento, a 10 de agosto de 1910. Empenhou-se com todas as forças pela salvação
das almas.
Nesse longo
tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da
aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e
silêncio da noite. Visitava diariamente e por longas horas a Jesus
Sacramentado, preparando-se a Santa Missa e daí sempre tirou as forças
necessárias para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no
Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas
diárias e assim salvou muitas almas.
Um dos
acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou
na manhã de 20 de setembro de 1918, quando rezando diante do Crucifixo do coro
da velha e pequena Igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos
estigmas. Os estigmas ou as ferida ficaram abertas e visíveis, frescas e
sangrentas por meio século.
“O que posso dizer aos que me perguntam como é
que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu
tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura. ”
(Padre. Pio)
Durante anos,
de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado,
para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinquenta anos passados
na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício e na atuação amorosa; o
Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com
a fundação dos “Grupos de ruego”, hoje chamados “Grupos de Oração” e outra
horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: “Casa Alívio
do Sofrimento.”
Em setembro de
1968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um
Congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50º aniversário dos estigmas
e celebrar o 4º Congresso Internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou
que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968 seria o doloroso final
da vida de Padre Pio, escolhido para derramar a sua Divina Misericórdia de uma
maneira especial.
Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar
em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”! Derrama sobre
nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e a
generosidade para seguir a tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta
de operários. Desperta as nossas comunidades para a missão. Ensina a nossa vida
a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada
e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “sim”. Amém
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “sim”. Amém

Comentários
Postar um comentário
Fale conosco através do email: minionscatolicos@gmail.com