Evangelho - Lc 7, 11-17


(Por Ana Paula do Valle)

“Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: ‘Não chores!’” (Lc 7, 13)

Bom dia, filhos amados do Senhor! Espero que todos estejam se sentindo muito bem nessa terça-feira maravilhosa que se inicia!
O Evangelho reservado para o dia de hoje nos traz um incrível e emocionante relato: Jesus estava se aproximando de uma cidade chamada Naim juntamente com seus discípulos e com uma multidão que O seguia. Foi então que viu um cortejo que trazia um jovem para ser sepultado. São Lucas nos afirma que este moço era o filho único de uma senhora viúva. Jesus olha-a e sente compaixão dela e, antes de fazer reviver seu filho, vai ao seu encontro e pede para que não chore.
Essa é uma das três pessoas que o Evangelho nos mostra que Jesus trouxe novamente à vida; as outras duas são seu amigo Lázaro (Jo 11, 17-27) e a filha de um chefe da sinagoga chamado Jairo (Lc 8, 40-42. 49-56). O que mais me impressiona nesses relatos é o fato de que Jesus, em todas essas situações, vai primeiramente ao encontro dos que choram, dos aflitos, dos entristecidos. Cristo se preocupa muito mais em ser o consolo daqueles que estão se sentindo atribulados do que em levantar os mortos. E por que Ele assim o fez?
Talvez seja para nos mostrar que, independentemente de ter feito reviver ou não aquele ente querido que veio a falecer, Ele se faz presente na vida daqueles que por isso choram. Mas também provavelmente Jesus tenha agido dessa maneira para revelar a nós que o seu verdadeiro milagre não estava em trazer o morto à vida, mas sim em curar os corações, porque Ele é a vida (Jo 14, 6)! Se Jesus chegasse, seja onde se encontra aquela pessoa que acabou de falecer (como é o caso da menina filha do chefe da sinagoga), seja no caminho até o sepulcro (como nos relata a liturgia de hoje), ou seja naquele que já há algum tempo foi sepultado (como ocorreu com Lázaro) e sua primeira atitude fosse levantá-la dentre os mortos, poderíamos vê-lo como um simples “milagreiro”, como um profeta, etc. Mas Jesus primeiramente socorre o que estão vivos, pra mostrar que Ele não chegou atrasado, Ele chegou no tempo certo e que o Seu maior milagre nisso tudo é ser Deus e não se prevalecer de sua condição divina (Fil 2, 6) para olhar para cada um de nós com um olhar de Misericórdia! O maior milagre de Jesus foi ter a sensibilidade de ver naquela senhora viúva que estava prestes a sepultar o único filho, quão frágil e sozinha ela se sentia. Perceber naquela mulher seus sentimentos, suas dores e preocupações e trazer a ela sua consolação é o maior milagre que São Lucas vem nos relatar no dia de hoje.
Esses textos bíblicos foram inspirados pelo Espírito Santo para que creiamos e entendamos, dentro dos limites de nossa razão, que, para Deus, fazer reviver um morto e curar um coração ferido, é fácil e importante da mesma forma! Porque Aquele que nos Criou, veio a nós, se fez carne por nós, se doou a nós e continua se doando a cada vez que celebramos o Sacrifício da Santa Missa. E que pouco importa quantos Ele fez voltar à vida terrena, importa que Ele quer que todos desfrutemos da Vida Eterna ao seu lado, a bendizer e cantar suas glórias pelos séculos sem fim! Isso é o que importa para o Senhor! Mas, para que isso ocorra, Ele realiza a cada dia milagres que nós não vemos, como o de nos olhar com ternura e misericórdia, querer que nos sintamos bem e que sejamos, na medida do possível, santos e felizes aqui na terra, enquanto não temos a alegria plena ao Seu lado no Céu!

Santa e Feliz terça-feira a todos nós! Que a Paz de Cristo e o Amor de Maria reinem em nossos corações e nos conduzam à Vida Eterna!

Comentários