(Por Ana Paula do Valle)
“Ao vê-la, o Senhor sentiu
compaixão para com ela e lhe disse: ‘Não chores!’” (Lc 7, 13)
Bom dia, filhos amados do
Senhor! Espero que todos estejam se sentindo muito bem nessa terça-feira
maravilhosa que se inicia!
O Evangelho reservado
para o dia de hoje nos traz um incrível e emocionante relato: Jesus estava se
aproximando de uma cidade chamada Naim juntamente com seus discípulos e com uma
multidão que O seguia. Foi então que viu um cortejo que trazia um jovem para
ser sepultado. São Lucas nos afirma que este moço era o filho único de uma
senhora viúva. Jesus olha-a e sente compaixão dela e, antes de fazer reviver
seu filho, vai ao seu encontro e pede para que não chore.
Essa é uma das três
pessoas que o Evangelho nos mostra que Jesus trouxe novamente à vida; as outras
duas são seu amigo Lázaro (Jo 11, 17-27) e a filha de um chefe da sinagoga
chamado Jairo (Lc 8, 40-42. 49-56). O que mais me impressiona nesses relatos é
o fato de que Jesus, em todas essas situações, vai primeiramente ao encontro
dos que choram, dos aflitos, dos entristecidos. Cristo se preocupa muito mais
em ser o consolo daqueles que estão se sentindo atribulados do que em levantar
os mortos. E por que Ele assim o fez?
Talvez seja para nos
mostrar que, independentemente de ter feito reviver ou não aquele ente querido
que veio a falecer, Ele se faz presente na vida daqueles que por isso choram.
Mas também provavelmente Jesus tenha agido dessa maneira para revelar a nós que
o seu verdadeiro milagre não estava em trazer o morto à vida, mas sim em curar
os corações, porque Ele é a vida (Jo
14, 6)! Se Jesus chegasse, seja onde se encontra aquela pessoa que acabou de
falecer (como é o caso da menina filha do chefe da sinagoga), seja no caminho
até o sepulcro (como nos relata a liturgia de hoje), ou seja naquele que já há
algum tempo foi sepultado (como ocorreu com Lázaro) e sua primeira atitude
fosse levantá-la dentre os mortos, poderíamos vê-lo como um simples “milagreiro”, como um profeta, etc. Mas
Jesus primeiramente socorre o que estão vivos, pra mostrar que Ele não chegou
atrasado, Ele chegou no tempo certo e que o Seu maior milagre nisso tudo é ser Deus e não se prevalecer de sua
condição divina (Fil 2, 6) para olhar para cada um de nós com um olhar de Misericórdia! O maior milagre de Jesus
foi ter a sensibilidade de ver naquela senhora viúva que estava prestes a
sepultar o único filho, quão frágil e sozinha ela se sentia. Perceber naquela
mulher seus sentimentos, suas dores e preocupações e trazer a ela sua
consolação é o maior milagre que São Lucas vem nos relatar no dia de hoje.
Esses textos bíblicos
foram inspirados pelo Espírito Santo para que creiamos e entendamos, dentro dos
limites de nossa razão, que, para Deus, fazer reviver um morto e curar um
coração ferido, é fácil e importante da mesma forma! Porque Aquele que nos Criou,
veio a nós, se fez carne por nós, se doou a nós e continua se doando a cada vez
que celebramos o Sacrifício da Santa Missa. E que pouco importa quantos Ele fez
voltar à vida terrena, importa que Ele quer que todos desfrutemos da Vida Eterna ao seu lado, a bendizer e
cantar suas glórias pelos séculos sem fim! Isso é o que importa para o Senhor!
Mas, para que isso ocorra, Ele realiza a cada dia milagres que nós não vemos,
como o de nos olhar com ternura e misericórdia, querer que nos sintamos bem e
que sejamos, na medida do possível, santos e felizes aqui na terra, enquanto
não temos a alegria plena ao Seu lado no Céu!
Santa e Feliz terça-feira
a todos nós! Que a Paz de Cristo e o Amor de Maria reinem em nossos corações e
nos conduzam à Vida Eterna!

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