Evangelho Lc 8, 4-15


    (Por Agenor Ferraz)

    Bom dia filhos amados de Jesus e Maria, como estão vocês? Espero que bem!! Estava com saudades já de escrever para vocês. Semana passada, participei do Jubileu das Novas Comunidades aqui em Recife, todas as comunidades da nossa arquidiocese reunidas com o nosso bispo auxiliar Dom Antônio, dentre uma das partilhas que fazíamos lá, ele falou também dessa importância de carismas jovens que vem nascendo no seio da Igreja Católica, e o quanto eles são importantes para, cada dia mais, renovar as forças desta aqui na terra. Mal sabia eu, que, ao abrir o evangelho de hoje, daria-me de cara com um grande pedido de Jesus, e como boca do Espírito Santo que todos nós somos, vim aqui partilhar com cada um de vocês.
    Antes de começar, quero reiterar aqui o que sempre digo em todos os nossos textos, a importância da Lectio Diária, para não dizer, a importância do nosso contato com a Palavra de Deus. Se nós não temos intimidade com a Palavra, isso diz que não temos uma intimidade profunda com Jesus. A Igreja tem passado por tempos de luta, em que precisamos cada vez mais nos fazermos mais fortes, e Ela, apesar de Santa precisa de cada um de nós para compor aqui na terra o seu corpo. Por isso Jovem, eu te peço encarecidamente, vem mais para perto da palavra de Deus, aumenta o contato com a tua bíblia, faz dela parte do teu dia-a-dia e você vai ver como irá notar a presença do Senhor com muito maior frequência na sua vida.
    A nossa liturgia de hoje tem um caráter muito teológico e eu irei tentar trabalhar ela aqui de uma maneira mais profunda, e simples, para que possa chegar ao entendimento de todos vocês. O apóstolo Paulo tem uma afinidade muito grande com o povo da cidade de Corinto, na bíblia tem duas cartas a esse povo, e há estudos que apontam a existência de uma terceira, mas que acabou por se perder no tempo. Na passagem que hoje é retratada, está lá na primeira carta, no capítulo 15, corre e confere. O apóstolo Paulo, fala diversas vezes na questão da ressurreição, de corpo corruptível e incorruptível e a gente vai lendo e vai ficando confuso, vai dando nó na cabeça, não é verdade? Mas tentarei ajudar-lhes na compreensão.
    O tema central dessa carta, é justamente o que tratamos e entendemos por ressurreição. Lá no catecismo, o artigo II da primeira parte está intitulado assim, “Creio na ressurreição da carne”, o acreditar nesse milagre, é princípio, ouso dizer pilar da fé cristã. O símbolo maior da confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos. É fundamental que todo aquele que se proclama Católico Apostólico Romano, tenha plena fé nisso, pois somos todos testemunhas da ressurreição de Jesus. E o fato de comungarmos de seu corpo e sangue faz de nós marcados a um encontro com Ele para a ressurreição.
    Desde os princípios da Igreja Católica, essa questão é muito combatida pela ciência e por vários outros campos que tentam divergir da fé. Por isso é importante também entendermos algumas coisas. O que danado é ressuscitar? Quando nós morremos, há uma separação entre corpo e alma. O corpo, vai para a corrupção pela terra, a alma vai ao encontro de Deus. E lá espera o encontro com seu corpo glorificado. O que é o corpo glorificado, ou glorioso, como melhor quiser chamar? Deus dentro de seu poder infindável, restituí vida aos nossos corpos, uni ele as nossas almas pela virtude concedida por Jesus que é a ressurreição. Da mesma maneira que Cristo ressuscitou, todos assim o farão, só que com uma diferença, agora é um corpo espiritual, longe e distante das corrupções que o pecado nos traz.
    Nós, católicos, batizados que praticamos e professamos a nossa fé, a partir do momento que nos alimentamos da eucaristia já somos uma parte do corpo de Cristo, no último dia, seremos manifestados junto a Ele cheios de sua glória. Através da instituição da Eucaristia Jesus nos deu um grande presente, de participar da grande honra de pertencer a Jesus aqui na terra, aguardando a sua vinda. É daí jovem, que surge a importância do respeito ao nosso corpo, uma vez que, participamos da Eucaristia estamos entregando nossa vida a Jesus, e quando entregamos a nossa vida, damos um sim por completo, tudo o que é nosso deixa de ser e passa a ser Dele, por isso o nosso corpo é Templo Sagrado do Espírito Santo.
    Falar de ressurreição é também falar de morte, e o que é a morte? Morte é apenas um termo de vida terrestre. Aquilo que aprendemos na escola, que os seres vivos, nascem, crescem, reproduzem, envelhecem e morrem. Logo conseguimos entender que a morte é consequência do pecado, ou como diz numa passagem bíblica, a morte ela é salário do pecado. A morte, ela entra no mundo junto com o pecado, ou seja, a morte ela passa a existir a partir do que entendemos por pecado original. A morte foi algo contrário aos desígnios de Deus, mas consequência do pecado. Está é o último inimigo a ser vencido pelo homem aqui na terra.
    Quando Jesus vem habitar entre nós, e, assumindo a condição humana menos no pecado, Ele tenta fugir da morte. Proclama no horto das oliveiras, “Pai, afasta de mim este cálice, mas que seja feita a tua vontade e não a minha.” Cristo entrega sua vida as vontades de Deus. Quando assume sua cruz e morre, Ele transforma. A morte deixa de ser maldição e se torna uma benção. Uma vez que, com sua morte ele reconcilia o homem com Deus. E ao vencer a morte no terceiro dia e ressuscitar, Ele vence o pecado. A morte é fim da peregrinação terrestre, do tempo que Deus nos deu aqui nessa vida terrestre. E terminado esse tempo único não se volta mais a outras vidas. E isso é importante, pessoal, não existe reencarnação, isso é pura heresia para não dizer pecado grave.
    Outro ponto a destacar, é a questão da morte de Jesus, como disse lá em cima, com sua morte prova a sua condição humana, mas com a ressurreição mostra a sua natureza divina, e ressuscitando dos mortos, nos convida a viver a santidade aqui na terra. E é isso que Jesus te chama hoje, e nos chama todos os dias de nossas vidas, a sermos santos por amor. Santos dentro das nossas condições, a sermos santos todo o tempo em qualquer lugar que estejamos. E o evangelho dessa segunda feira, da parábola do semeador, mostra a necessidade da igreja de uma juventude que se proponha ser santa, dentro de sua vida. Colégio, faculdade, trabalho, família, onde quer que estejamos. Nos convida primeiro a sermos boas sementes, que caem em solo bom, e assim dão frutos. E segundo a sermos o semeador, e espalhar essas sementes a todos os lugares. Também, e não menos importante, a darmos ouvido a que somos chamados, Deus nos deu a capacidade de compreender o seu ministério, tendo a capacidade da compreensão que possamos viver aquilo que o nosso coração é chamado.

    Que Deus possa abençoar vocês nessa semana, e que Maria santíssima, Mãe do Perpétuo Socorro, possa interceder em vossas dificuldades.

Comentários