A transformação missionária da Igreja

(Por Jaqueline Popolim)

Boa tarde, amigos! Paz e bem!
Jesus ressuscitado envia seus discípulos a missão evangelizadora: “E lhes disse: Vão pelo mundo todo, proclamem o Evangelho a toda criatura. Quem acreditar e for Batizado, será salvo.” (Mc 16, 15-16), assim como em Matheus 19-20: “Vão, portanto, e façam que todas as nações se tornem discípulas, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo o que lhes ordenei”. O Papa Francisco na Exortação Apostólicca sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, a Evangelli Gaudium, traz logo no seu primeiro capítulo a transformação Missionária da Igreja, mas o que será que o Papa que nos dizer ao trazer essa temática? Vamos primeiro compreender o título.
Transformação, esta palavra que significa alteração, mudança, o Papa vê uma necessidade de encontrar uma nova forma para a ação missionária, para evangelização. Missionária, a ação de levar o Evangelho ao próximo, assim como Jesus nos pediu e como vimos nas postagens principalmente deste mês de outubro, o mês dedicado às missões em todo o mundo.
O Papa Francisco nesta exortação apresenta cinco necessidades/condutas, são elas: Uma Igreja “em saída”; Pastoral em conversão; A partir do coração do Evangelho; A missão que se encarna nas limitações humanas; Uma mãe de coração aberto.
Uma Igreja “em saída”, desde o princípio no Evangelho vemos a terminologia que diz estar em saída empregada, bem como a exortação nos recorda: Moisés ouviu o chamado de Deus: “Vai, Eu te envio” (Ex 3,10), “e fez sair o povo para terra prometida” (cf. Ex 3,17), “Irás aonde eu te enviar” (Jr 1,7) ... são muitas as passagens em que Jesus envia “os seus” a missão e é por este sair em busca do próximo, ir àqueles locais mais remotos, encontrar os afastados e excluídos que o Papa clama. Que nós tenhamos coragem de sair do comodismo e avançar por águas mais profundas. Que com obras e gestos saibamos ser misericordiosos e levar a misericórdia ao próximo.
Pastoral em conversão é uma necessidade urgente da Igreja, necessidade de ser realmente missionária, não mais uma simples administração, esta renovação faz-se indispensável e também que seja uma conversão de todos, que deixe de ser uma pastoral de mera conservação. Para isto, faz-se necessário uma atitude de todos, pastores, agentes pastorais e comunidade.
A partir do coração do Evangelho, este, nos remete a essência do Evangelho que é o próprio Cristo humilde e simples. A forma como somos missionários corresponde ao que Jesus pregou? Será que excluímos? Será que centramos a missão em Jesus, aquele que é simplicidade, humildade e misericórdia? Será que sabemos reconhecer Deus no outro? Não temos preguiça de sair do nosso comodismo?
A missão que se encarna nas limitações humanas, nesta colocação, há necessidade de crescimento de toda a Igreja, é preciso estar atento as mudanças da sociedade, como o próprio Papa nos alerta: “a renovação das formas de expressão torna-se necessária para transmitir ao homem de hoje a mensagem evangélica no seu significado imutável”. Tenhamos coragem de rever certos costumes, normas e preceitos que não possuem mais a força educativa do Evangelho, como nos pede o Santo Padre.
Uma mãe de coração aberto, assim deve ser uma Igreja, a exemplo da própria virgem, a Igreja deve levar a misericórdia de Deus ao coração de cada um, superando os obstáculos pelo caminho, e estar de portas abertas para acolher.
Devemos buscar sempre praticar esses passos, para que sejamos a verdadeira transformação missionária de nossa Igreja, tenha coragem juventude em ser missionário!

Que guiados pelo Espírito Santo tenhamos uma semana abençoada!

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