(Por Renata
Cruz)
Olá Tops! Que Deus
abençoe nossa vida! Mais uma vez, Jesus usa de parábola para ensinar seu povo.
Ele responde ao homem que julgava que os bens materiais eram o que o ser humano
teria e mais valioso na terra e que pediu ao Mestre para ser "juiz" na divisão de uma herança.
Naquele tempo, haviam
dois tipos de sociedade: a do campo e a da cidade. A do campo era aquela que
prezava pelas trocas, pela igualdade de posses, pela partilha. A sociedade
urbana, ao contrário, é baseada no acúmulo, na cobiça, era sinônimo de status, de posição social, aquele que
mais possuía. Por consequência gerava desigualdades, marginalidade, violência,
roubos, etc. Estou falando do tempo de Jesus, hein?
Ainda hoje, dois mil e
dezesseis anos depois de Cristo, a divisão da herança entre os familiares é
sempre uma questão difícil, muitas vezes ocasiona desavenças, revoltas, brigas
e até violência.
Jesus ouve um pedido do
meio da multidão: “Mestre, dize ao meu
irmão que reparta a herança comigo.”
Jesus prontamente responde: “Homem, quem foi que me encarregou de julgar
ou dividir os bens entre vocês?” A resposta de Jesus deixa claro que Ele
não viria para ser um com aqueles homens materialistas.
Jesus é Deus. E sabe
muito bem de sua missão. Jesus não foi enviado à terra para ser juiz como
aquele homem pedia. Mas esse pedido ajudou
na Evangelização, quando “ele falou a
todos: Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância. Porque, mesmo que
alguém tenha muitas coisas, a sua vida não depende de seus bens”, praticava
ali parte de sua missão, mostrar àqueles que não conseguem ver o real sentido
da vida.
Bens materiais são necessários,
mas não são fundamentais, o verdadeiro cristão deve se preocupar em ser rico
para Deus (Lc 12,21). Lembremos sempre que quando a ganância toma conta do nosso
coração, não há como repartir a herança com justiça e tranquilidade.
Agora vem a
parábola: “A terra de um homem rico
deu uma grande colheita. E o homem pensou: O que vou fazer? Não tenho onde
guardar minha colheita.” O homem rico volta toda a sua preocupação em seus
bens e como acumular para garantir um "resto" de vida abundante e
tranquila. “Já sei o que fazer! Vou
derrubar meus celeiros e construir outros maiores; e neles vou guardar todo o
meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: meu caro,
você possui um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma e
beba, alegre-se!”
“Mas Deus lhe disse: Louco!", mas poderia ter dito: Tolo! De
que adianta juntar tesouros na terra? O nosso lugar, meus irmãos, é o céu! A
morte é um meio eficaz para repensarmos no verdadeiro significado que a nossa
vida tem. Ela nos mostra o que tem verdadeiramente valor e o que é passageiro.
Quem só busca o material, esquece o espiritual, e perde tudo na hora da morte.
"Também se tornou odioso para mim todo o trabalho que
produzi debaixo do sol, porque devo deixá-lo àquele que virá depois de mim. E
quem sabe se ele será sábio ou insensato? Contudo, é ele que disporá de todo o
fruto dos meus trabalhos que debaixo do sol em custaram trabalho e sabedoria.
Também isso é vaidade. E eu senti o coração cheio de desgosto por todo o labor
que suportei debaixo do sol. Que um homem trabalhe com sabedoria, ciência e bom
êxito para deixar o fruto de seu labor a outro que em nada colaborou, note-se
bem, é uma vaidade e uma grande desgraça. Não há nada melhor para o homem que
comer, beber e gozar o bem-estar no seu trabalho. Mas eu notei que também isso
vem da mão de Deus; pois, quem come e bebe, senão graças a ele? Àquele que lhe
é agradável Deus dá sabedoria, ciência e alegria; mas ao pecador ele dá a
tarefa de recolher e acumular bens, que depois passará a quem lhe agradar. Isto
é ainda vaidade e vento que passa."
(Ecl 2, 18; 19-21; 24-25)
O que nos eterniza não
são nossas posses, nossos bens, mas aquilo que ja de mais simples e
fundamental: a fé, a caridade, o amor, a bondade. Saímos desse mundo sem levar
nada, apenas os sentimentos que acabei de citar.
“Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico
para Deus.” Como ser rico, em Deus? Jesus nos orienta: quem quer ser o primeiro, seja o último; é melhor dar que receber (At
20,35); o maior é o menor; preserva
vida quem perde a vida.
“Dê esmola daquilo que você tem nos celeiros, e ela o livrará
de qualquer desgraça.” (Eclo 29,12)
“... pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na
abundância de bens” (v. 15). Eu acredito que possuo pelos bens e riquezas
que tenho, mas, de fato, eu sou possuído! O importante é à nossa maneira de
possuir, isto é, a prioridade que atribuímos ao que nós possuímos.
Agora, eu lhe questiono:
Você é de Deus? É esta a reflexão dirigida ao rico: “E para quem ficará o que acumulaste?” (v. 20). Cabe a nós
respondermos também: Aonde está minha verdadeira riqueza? Em bens materiais ou
na busca incessante pela minha salvação?
Pai, livra-me do apego
excessivo às coisas terrenas, as quais me tornam indiferente à necessidade do
meu próximo. Que eu descubra na partilha e na doação um caminho para a
salvação. Louvado seja Deus para sempre!

Comentários
Postar um comentário
Fale conosco através do email: minionscatolicos@gmail.com