“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome,
dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’.” (Lc 21, 8)
Bom dia, amados! Espero
que estejam todos muito bem nesse dia lindo que se inicia!
A Liturgia do dia de hoje
nos traz a reflexão de um trecho do Evangelho de São Lucas no qual Jesus fala
aos discípulos e à multidão a respeito de fenômenos e sinais futuros. Jesus se
encontrava em Jerusalém, onde algumas pessoas ao seu redor comentavam,
admiradas, a respeito da construção do templo da cidade. O Senhor então os diz
que viriam dias em que, naquele lugar, tudo seria destruído e que não sobraria
pedra sobre pedra. Ao ser interrogado sobre como isso ocorreria, Jesus os
exorta: “Cuidado para não serdes
enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O
tempo está próximo’.” (Lucas 21, 8). Depois, o Senhor continua falando
sobre guerras, terremotos e outras calamidades que estariam por vir sobre a
Terra.
Nós poderíamos ler esse
Evangelho e nos desesperamos, seja pelo medo, seja pela suposta desesperança
que ele, a princípio, nos causa. Mas precisamos enxergar além! Todos nós
sabemos que o Brasil e o mundo vêm enfrentando crises econômicas e políticas
gravíssimas nos últimos tempos. Todos sabemos também o quanto somos afetados no
dia a dia por conta dessas crises. Milhões de pessoas passam fome, milhões vêm
a falecer vítimas da violência, da guerra, do descaso à vida e à saúde humana.
É impossível fecharmos os olhos perante essas situações que estão cada dia mais
perto de nós e que ferem, cada vez mais, a dignidade humana e a criação divina
como um todo. Todos nós já sentimos o efeito dessas calamidades.
Mas precisamos, como eu
disse, olhar além. Em tempos de crises, de desesperanças, de revoluções sem
sentido, de doenças e tristezas sem fim, somos nós, cristãos católicos, que
temos a esperança e a alegria de que o mundo precisa. Nós, a partir da missão
que nos foi confiada, somos os fiéis responsáveis em fazer com que a vontade de
Jesus se cumpra: que nesses tempos difíceis, o seu povo não se deixe enganar,
não se deixe abater, não se deixe vencer pelo mal e pela mentira que tanto nos
maltrata e prejudica. Vivemos tempos de dificuldades, sim e é por isso que,
mais do que nunca, precisamos ser firmes e perseverantes. A nossa perseverança
precisa começar nas nossas orações diárias, no nosso louvor e gratidão, nas
adorações ao Santíssimo e nas Santas Missas. Mas só isso não basta. É preciso
que enfrentemos, em todo lugar e em todo tempo, os males que nos assolam. É
necessário que combatamos o bom combate (2 Timóteo 4, 7) no trabalho, na
escola, na universidade, na rua.
Amados, com essas
palavras Jesus não quis nos apavorar, mas nos mostrar a realidade em que
seguiríamos a Ele. É fácil sermos católicos no grupo de oração; é fácil sermos
verdadeiros escravos de Cristo quando estamos num ambiente totalmente cristão.
O difícil é levar a nossa fé e o nosso discernimento para onde o mundo carece
de respeito, de dignidade, de carinho, de alimento, de paz, de saúde e,
principalmente, de entendimento. Amados, como é difícil para nós batermos de
frente com tantas ideologias que tentam nos implantar, como é árduo para nós
convivermos com as injustiças e violências que, seja física, seja
psicologicamente, abalam a nós e aos que nos cercam. Como é difícil!
É por isso que o Senhor
vem hoje nos alertar! Em outras palavras, Jesus vem nos dizer: eu não disse que
seria fácil! Ele vem nos exortar, nos abrir os olhos e nos falar novamente: ei,
filho, ei filha! Você se lembra quando eu disse que calamidades viriam sobre à
Terra? Pois bem! Aqui elas estão e eu conto com você, eu escolhi contar com a
sua ajuda, com a sua intercessão, com as suas pequenas atitudes.
Irmãos, o Senhor não nos
quer de braços cruzados diante desse caos. O Senhor espera que, mesmo em meio a
tantos percalços, sejamos fiéis ao compromisso que com Ele assumimos (2 Timóteo
2, 10-13). Quer que defendamos a vida, a família, os homens e as mulheres. Ele
quer que sejamos íntegros, honestos e corajosos. O Senhor espera que exalemos
seu odor por onde quer que passamos e que, portanto, não mais finjamos que nada
está acontecendo. Ele quer, nas palavras de São João Paulo II, que estejamos no
mundo sem sermos do mundo.
Lembremos, portanto, que
a Doutrina Social da Igreja nos orienta e nos ajuda a caminharmos na direção da
vontade do Pai nos dias de hoje. De acordo com a DSI, as nossas atitudes devem
sempre permear os valores da dignidade
da pessoa humana, do bem comum,
da subsidiariedade e da solidariedade.
Assim sendo, meus irmãos,
sejamos determinados, corajosos (Filipenses 3, 16)! Sejamos valentes e
enfrentemos no mundo tudo aquilo que desrespeita a vontade do Pai. Sejamos nós
a luz e o sal que de que a terra necessita (Mateus 5, 13-14). Sejamos a
esperança daqueles que já não creem que a vida pode ser melhor; demos pão
àqueles que tem fome, educação àqueles que estão desorientados e alegria a quem
se deprime em ver apenas o lado ruim de tudo isso que nos cerca. Vistamos a
armadura do cristão (Efésios 6, 10-20), alimentemo-nos, sempre que possível,
com o Pão do Céu, que é o próprio Cristo em nosso meio e com bravura vamos a
quem o Senhor nos mandar.
Que a Mãezinha interceda
por nós. Que a Santa Igreja seja abençoada e cuidada pelos anjos e santos do
Senhor e que seus fiéis sejam a luz de que o mundo tanto necessita. Paz e bem!
Coragem, Ele venceu o mundo (João 16, 33)!
(A . P. V - Minions Católicos)

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