“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus
amigos” (Jo 15, 13)
Olá, meus queridos!
Espero que o texto de semana passada tenha levado tanto as mulheres quanto os
homens a refletirem sobre a sacralidade do corpo da mulher e como ela deve
estar escondida em Cristo, afim de que somente aquele que realmente a valoriza
adentre esse jardim secreto.
Resolvi fazer uma mudança
nos planos para o texto dessa semana. Ao invés de continuar falando sobre a
mulher, achei que seria interessante intercalar entre “Teologia do corpo dela”
e “Teologia do corpo dele” de Jason Evert. Pois então, hoje, vamos falar sobre
como o corpo do homem diz sobre a sua masculinidade e sobre quem ele foi criado
para ser.
Quando observamos o
desenho dos corpos feminino e masculino, compreendemos que eles foram feitos um
para o outro, um não faz sentido sem o outro. O corpo do homem foi feito para
ser um doador de vida para a mulher. “ O corpo dela revela o chamado dele”.
Mas, esse chamado a fazer doação de si mesmo foi distorcido pela concupiscência
e sabotado pelo pecado pessoal. O homem deveria enxergar a mulher como irmã na humanidade,
mas ao invés disso, ele a reduz para um objeto de luxúria. O pecado original e
o pecado pessoal trazem efeitos para as nossas vidas, mas Deus nos oferece uma
esperança de redenção. Então vamos descobrir o caminho?
O corpo do homem fala
muito sobre o significado da sua masculinidade e sobre quem ele foi criado para
ser. Quando pensamos no corpo feminino, associamos a delicadeza. No caso do
homem, a força é associada à sua masculinidade. Essa força não é só para abrir potes
de azeitonas para moças indefesas, mas a força do corpo masculino revela a
força interior que o homem possui. Ou seja, a verdadeira masculinidade exige
força interior. O que vai definir o homem é a sua convicção, perseverança,
caráter e coragem. Não serão as qualidades físicas, mas é a sua força interior
que que dirá se ele está sendo homem de verdade.
Adivinhem onde os homens
podem encontrar um exemplo do que Deus tem como plano para a masculinidade? Em
Jesus Cristo, é claro! Ele é um modelo para todos os homens. O homem, em si, é
chamado a fazer sacrifícios para o bem dos outros, e não para sacrificar os
outros para o seu próprio bem. É como diz na passagem que serve como base para
o texto de hoje: “Ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13). É na cruz que
o homem encontra o modelo de como deve amar a mulher. Porém, nem sempre os
homens amam as mulheres como elas deveriam ser amadas. E como é a forma
correta?
“Ouvistes
que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Ora, eu vos digo: todo aquele que
olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela
em seu coração” (Mt 5, 27-28) – Muitos poderão achar que
purificar a imaginação pode ser algo impossível, principalmente por causa da
forma sensual que muitas mulheres se vestem e por causa de todo bombardeio de
imagens sexuais que todo homem recebe pela mídia, mas Jesus nunca mandaria
viver de certa forma sem dar a graça a graça necessária para cumprir o chamado.
Achar que o desejo sexual
é algo ruim é um dos maiores obstáculos para a pureza no mundo moderno. Muitos
devem achar que tendo esses desejos impuros, eles só têm duas opções: ou
suprimir esse desejo e fazer Deus feliz, ou alimentar a luxúria e se fazer
feliz. Porém, nenhuma das opções é correta. O que a Teologia do Corpo vem nos
ensinar é que é necessário redescobrir o sentido original do nosso corpo.
Vamos voltar lá no início
de tudo: Adão experimenta um desejo sexual puro. Ele não enxergava Eva como
algo a ser usado ou conquistado a seu prazer. O corpo de Eva era um convite
para amá-la de um jeito que ficaria visível o amor de Deus – “um amor livre,
total, fiel e vivificante”. Mas, por conta do pecado original, a habilidade de
ver esse convite para amar foi estragada.
Uma pergunta para vocês,
rapazes: ao olhar para uma mulher, você vê um convite para amá-la ou é tentado
a usá-la? Você enxerga nela um reflexo do céu ou uma mera distração? O problema
não está somente na beleza do corpo da mulher. O problema está na forma que o
homem olha para ela. Não é só olhar, mas enxergar nela como Deus a criou para
ser. “Cristo atribui a dignidade de toda
mulher como tarefa de cada homem” (São João Paulo II).
“Por
si só, nesse mundo caído, o simples desejo sexual não reconheceria a mulher
como ‘irmã’. E a falta de tal reconhecimento, não pode reconhece-la como ‘noiva’.
Ela seria para ele um objeto de apropriação – objeto para ser apreendido,
possuído, usado” (Christopher West). Quando o homem olha
para a mulher como irmã, isso faz com que ele examine sua própria identidade e
missão. Para que um homem ame uma mulher como Deus quer que ela seja amada, ele
deve entender que os termos “irmã” e “noiva” não podem ser separados. Seja você
que ainda não tem perspectiva de casamento, ou você que é chamado ao
sacerdócio, é importante saber como amar as mulheres corretamente. Ou seja, é
hora de amar as mulheres como irmãs.
Aí você deve estar
pensando aí: “mas como eu, que tive uma vida totalmente desregrada, posso fazer
diferente?”. Meu irmão, a pureza é uma questão de permitir que Deus transforme
o seu coração para que você possa desejar o bem às mulheres. Você deve pedir
com toda sinceridade para que você possa ver o verdadeiro mistério e dignidade
da mulher revelados através do corpo dela. Além de se ter uma decisão para
repreender a forma que se olha para uma mulher, você tem que entender que isso
é um processo. É quando você morre para você mesmo que você se torna homem de
fato. É através da purificação e da disciplina que o homem vai experimentar a
plenitude do que o amor erótico (eros
no Grego) realmente é. “A pureza não
anula o desejo erótico, ela o aperfeiçoa” (Christopher West).
O aperfeiçoamento do
desejo sexual de vocês, rapazes, vai precisar que usem sua força interior para
servir e sacrificar! Quando você se sentir tentado a olhar o corpo da mulher
como um objeto de luxúria, lembre-se que o corpo dela revela o seu chamado a
amá-la. Lembre-se que deve amá-la como irmã e isso vai permitir amá-la como uma
noiva.
Fiquem com Deus!
(M. N. S - Minions Católicos)

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