Mártires da Igreja



“Melhor para mim é morrer (para me unir) a Cristo Jesus do que reinar até as extremidades da terra. É a Ele, que morreu por nós, que eu procuro; é a Ele, que ressuscitou por nós, que eu quero. Aproxima-se o momento em que serei gerado” (CIC §2474)

Quando crianças, nos inspiramos em muitos heróis, Batman, Super Homem, Mulher Maravilha... Personagens que considerávamos importantes, pois defendiam as pessoas do mal. Depois começamos a chamar os nossos pais de heróis, porque são eles que nos defendem dos perigos da vida. Mas existiram pessoas, pessoas de fé, pessoas cheias de amor, pessoas que viveram segundo a vontade de Deus, e que deram suas vidas em prol da causa de Jesus, por amor a nossa igreja. Essas pessoas são chamadas de Mártires. “O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Enfrenta a morte num ato de fortaleza” (CIC §2473). Mártir, para a Igreja, oficialmente, é só aquela pessoa que foi beatificada pelo Papa e declarada por ele mártir, após um longo e rigoroso processo.
Para que a Igreja declare oficialmente que alguém é mártir da fé, são efetuadas pesquisas a respeito: é preciso saber a verdadeira causa da morte: pode ser que um cristão seja condenado à morte não por ser cristão, mas por estar envolvido em alguma campanha política ou de outra ordem; perceber que houve a livre aceitação da morte por parte da vítima; é preciso que graças ou milagres tenham sido obtidos por intercessão do(a) servo(a) de Deus. O processo é iniciado na diocese à qual pertencia a vítima ou na qual ela foi levada à morte. Continua e termina em Roma, na Congregação para as Causas dos Santos.
Os primeiros mártires de Roma, foram vitimados entre os anos de 64 a 67. O imperador Nero, acusou os cristãos do incêndio que destruiu Roma, fazendo com que nos pagãos brotasse um ódio contra os seguidores de Cristo, ordenando assim o massacre de todos eles. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos. Os apóstolos São Pedro e São Paulo foram duas das mais famosas vítimas deste imperador. Que grande coragem podemos dizer que essas pessoas tiveram, pois enfrentaram tantas coisas defendendo a igreja, quanta perseguição, flagelação, torturas, e se mantiveram firmes, não desistiram de mostrar a sua cara, e assumir o seu amor a Deus.
“O dever dos cristãos de tomar parte da vida da igreja leva-os a agir como testemunhas do Evangelho e das obrigações dele decorrentes. Esse testemunho é a transmissão da fé em palavras e atos” (CIC §2472). E muitas vezes, essa semente que foi lançada pelos cristãos do mundo inteiro, em todos os tempos, foi regada com o sangue dos mártires. São João Paulo II, em seu papado, disse que hoje nossa fé também é posta à prova pelo mundo, que nos pede “negar a nossa fé”, “diluir as exigências radicais do Evangelho e conformar-nos com o espírito do tempo”. Mas, ele lembrou que os mártires chamam-nos a “colocar Cristo acima de tudo”. “Os mártires levam-nos a perguntar se há algo pelo qual estamos dispostos a morrer”. Os mártires de todos os tempos chegaram à sublime liberdade e alegria de ir ao encontro da morte porque acreditaram na palavra do Senhor, e o colocaram em primeiro lugar.
Quantos testemunhos fortes temos dos nossos mártires. Santa Cecília foi presa por ter sepultado os corpos de seu marido e seu cunhado, que foram perseguidos e instados a renunciarem à religião cristã, e por isso foram decapitados, e, por esse "crime", Cecília teve que escolher entre sacrificar aos deuses pagãos e enfrentar a morte. Ela prontamente afirmou a sua fé e preferiu o caminho do martírio. Os 21 jovens cristãos na Líbia, por não renegarem a Cristo sofreram o martírio, e que antes de serem degolados pelo ISIS, – segundo a leitura labial que foi feita, – pronunciaram continuamente o nome de Jesus. O Brasil também é berço de muitos mártires, que morreram para defender a fé católica em solo brasileiro, nem todos nascidos aqui, mas evangelizavam aqui e por isso morreram pela fé católica. 
O mártir é uma testemunha qualificada que chega ao derramamento do próprio sangue. O martírio é uma graça que tem sua iniciativa em Deus. Não cabe ao cristão induzir o seu martírio, perturbar as pessoas que são adversários de sua fé, a igreja condena esse comportamento, isso seria um ato de presunção, além de provocar o pecado do próximo ou dos algozes. É esta a glória dos cristãos: seguir um Deus que salvou o mundo fazendo-se matar e não matando os outros.

Pensemos nisso! E não deixemos de rezar por todos os que são perseguidos hoje por causa do amor a nossa igreja, o amor a Jesus Cristo.
Graça, Redenção e Paz!

(M. N - Minions Católicos)



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