“Por isso, eu te digo: tu
és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do Inferno
não poderão vencê-la” (Mt 16,18)
Olá, meus irmãos em Cristo! Uma santa noite a
todos! Em nosso último texto, explicamos o porquê a Igreja é una e santa, e
hoje abordaremos o fato dela ser católica e apostólica. Pois bem! Então, vamos começar.
A palavra “católico” significa “universal”
no sentido de “segundo a totalidade”
ou “segundo a integralidade”. A
Igreja é católica em duplo sentido. “Ela
é católica porque nela Cristo está presente. Onde está Cristo Jesus, está a
Igreja Católica. Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua
Cabeça, o que implica que ela recebe dele ‘a plenitude dos meios de salvação’
que ele quis: confissão de fé correta e
completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão
apostólica. Nesse sentido, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e o será
sempre, até o dia da Parusia”(CIC §830).
Ela é católica porque é enviada em missão por
Cristo à universalidade do gênero humano. Santo Inácio de Antioquia dizia que “este caráter de universalidade que marca o
Povo de Deus é um dom do próprio Senhor, pelo qual a Igreja Católica, de maneira
eficaz e perpétua, tende a recapitular toda a humanidade com todos os seus bens
sob Cristo Cabeça, na unidade do seu Espírito”.
Existem Igrejas particulares, como a diocese (ou
a eparquia), uma comunidade de fiéis cristãos em comunhão na fé e nos
sacramentos, com seu Bispo, ordenado na sucessão apostólica. “Essas Igrejas particulares são formadas à
imagem da Igreja universal; é nelas e a partir delas que existe a Igreja
católica una e única” (Lumen Gentium 23).
As Igrejas particulares são plenamente
católicas pela comunhão com uma delas: a Igreja de Roma. “Com efeito, desde a descida a nós do Verbo Encarnado, todas as Igrejas
cristãs de toda parte consideraram e continuam considerando a grande Igreja que
está aqui [em Roma] como única base e fundamento, visto que, segundo as
próprias promessas do Salvador, as portas do inferno nunca prevaleceram sobre
ela” (São Máximo Confessor).
“(...) No pensamento do Senhor, é a Igreja, universal por vocação e por missão,
que, ao lançar suas raízes na variedade dos terrenos culturais, sociais e
humanos, se reveste em cada parte do mundo de aspectos e expressões diversas. A
rica variedade de disciplinas eclesiásticas, de ritos litúrgicos, de patrimônio
teológicos e espirituais próprios das Igrejas locais mostra mais luminosamente
a catolicidade da Igreja indivisa, por sua convergência na unidade” (CIC §835).
Todos os homens são chamados a esta católica
unidade do Povo de Deus. Sob muitos títulos a Igreja está ligada aos batizados
que são ornados como cristãos, porém, não guardam uma unidade de comunhão com
Cristo, ou não professam na íntegra a fé. No decreto “Unitatis redintegratio” está previsto que todos aqueles que creem
em Cristo e foram devidamente batizados estão em certa comunhão, embora não
perfeita com a Igreja Católica. Paulo VI em seu discurso, disse que com as
Igrejas ortodoxas, esta comunhão é tão profunda que falta bem pouco para que
ela atinja a plenitude que autoriza uma celebração comum da Eucaristia do
Senhor.
O Catecismo explana que a Igreja é apostólica
por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido:
- ela foi e continua sendo construída sobre “o fundamento dos apóstolos” (Ef 2,20),
testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;
- ela conserva e transmite, com a ajuda do
espírito que nela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares
palavras ouvidas da boca dos apóstolos;
- ela continua a ser ensinada, santificada e
dirigida pelos apóstolos, até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem
na missão pastoral: o colégio dos bispos, assistido pelos presbíteros, em união
com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja.
Os apóstolos de Cristo foram “enviados” (é o que significa a palavra
grega “apóstolo”), a eles foi
confiada a missão de transmitir o Evangelho. Nos discípulos, Jesus continua a
sua própria missão. “Esta missão divina
confiada por Cristo aos Apóstolos deverá durar até o fim dos séculos, em todos
os tempos, a fonte de toda vida. Por esta razão os Apóstolos cuidaram de instituir
sucessores” (LG 20).
“Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a
Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitida a seus sucessores, da mesma
forma permanece o múnus dos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser
exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispo”. Eis a razão, pela qual, a Igreja ensina que
os bispos, por instituição divina, são sucessores dos apóstolos como pastores
de Cristo. De modo que quem os ouve, ouve a Cristo e quem os despreza despreza
a Cristo e aquele por quem foi enviado.
Então, a Igreja é apostólica na medida que,
por meio dos sucessores de S. Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de
fé e de vida com sua origem. A Igreja é apostólica na medida em que é “enviada” ao mundo inteiro. A vocação
cristã é por natureza uma vocação ao apostolado, o qual significa toda a
atividade do Corpo Místico, que tende a estender o Reino de Cristo a toda a
terra. Irmãos! Cristo vive em nós e por nós, continua seu apostolado. Vamos
proclamar a Boa-Nova, somos chamados a anunciar.
“A Igreja é una, santa, católica e apostólica em sua identidade profunda
e última, porque é nela que já existe e será consumado no fim dos tempos “o Reino
dos céus”,o Reino de Deus”, que veio na Pessoa de Cristo e cresce
misteriosamente no coração dos que lhe são incorporados, até sua plena
manifestação escatológica. Então todos os homens remidos por ele, tornados nele
“santos e imaculados na presença de Deus no Amor, serão reunidos como o único
Povo de Deus, a Esposa do Cordeiro, a Cidade Santa descida do Céu, de junto de
Deus, coa glória de Deus nela, e a “muralha da cidade tem doze alicerces, sobre
os quais estão os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14) (CIC §865).
A Igreja tem um único Senhor, confessa uma só
fé, é santificada pelo seu Autor, anuncia a totalidade da fé e está construída
sobre os fundamentos duradouros: Os doze Apóstolos do Cordeiro.
Fora da
Igreja não há salvação. Como entender essa afirmação, com frequência repetida
pelos Padres da Igreja? Formulada de
maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio
da Igreja, que é seu Corpo.“Apoiado na Sagrada
Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária
para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos
torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com
palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a
necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma
porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica
foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apear
disso não quiseram nela entrar ou nela perseverar” (LG 14).
No entanto,
esta afirmação não visam àqueles que, sem culpa,desconhecem a Cristo e sua
Igreja. Mesmo assim, cabe à Igreja o dever e também o direito sagrado de
evangelizar.
Sendo assim, vamos deixar que as pessoas
conheçam a Cristo e sua Igreja através de nós, de nossas vidas. Pois, o fim
último da missão não é outro, senão fazer os homens participarem da comunhão
que existe entre o Pai e o Filho em seu Espírito de Amor.
(S. A - Minions Católicos)

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