Evangelho - Mt 18, 12-14



O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.” (Mt 18, 14)

Bom dia, amados. A Paz de Jesus e o Amor de Maria estejam em vossos corações.
No evangelho de hoje, vemos mais uma prova do amor de Deus para com seus filhos. Todos os dias no evangelho, vemos o quão grande é o amor d’Ele por nós. Você se cansa de ouvir isto? Que Deus te ama? Que você é tudo para Ele? Todos os dias Ele vem nos lembrar a preciosidade que é a nossa vida para seus olhos. Porém, a correria do nosso dia a dia, as tarefas que realizamos ao decorrer de nossa vida, nos fazem ter uma nova visão das coisas, visões que nem sempre são as melhores. Trabalhamos o dia todo e muitas vezes não somos reconhecidos; damos o nosso melhor e ninguém nos dá valor; amamos ao próximo, mas ninguém consegue nos amar; tribulações, tristezas, muralhas são erguidas em nossa face e nos impedem de enxergar a divindade de nosso Pai Celestial. Perdemos o sentido de estar servindo a Ele, pois parece que Ele não nos escuta, não nos ama, não sabe de nossa existência. Quem é Deus? “Não é nada para mim, Ele me abandonou quando eu mais precisava”. Esta é a frase que se encontra em muitos corações que deixaram de acreditar em Deus.
Deus nunca nos abandonou, nós que desviamos o nosso olhar de sua face. A culpa de não enxergarmos a Deus, não é porque Ele não está face a face conosco, mas sim porque estamos face a face com o mundo. Deus não tem culpa de nossos erros, nós somos os verdadeiros e únicos culpados de nossos erros e tropeços pelo caminho. A chave do nosso coração não pertence a Deus, pertence a nós, e cabe a nós, a escolha de abrir o nosso coração para deixar Deus entrar, e nele se fazer morada.
No evangelho de hoje, Jesus começa perguntando aos seus apóstolos primeiramente o que acham de um pastor que possui cem ovelhas, e ao perder uma, deixa as outras noventa e nove para trás, para ir ao encontro daquela ovelha perdida. Logo já respondeu que se a encontrar, se alegrará mais com aquela ovelha perdida que encontrou do que com as outras que permaneceram onde estavam. Jesus pergunta aos seus discípulos a que isso parecia a eles. Seria loucura deixar noventa e nove para trás por causa de uma mísera ovelha? E aqui eu vos pergunto também. O que vos parece? Em outras palavras, o que pensamos nós sobre o nosso Senhor?
“Eu sou um servo fiel a Deus, permaneço junto d’Ele a todos os instantes, estou minha vida toda prostrado aos seus pés. E Ele quer me deixar para trás por causa de um pecador inútil, que não soube seguir o caminho correto ao encontro de Deus”?
Repito, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos. (Mt 18, 14). Em momento algum Deus nos deixará para trás para salvar aqueles que estão perdidos, até porque o nosso Deus é Onipresente, porém, a sua alma engrandece por saber daquele filho, que desviou seu olhar da face de Deus para ver o mundo, voltar a olhá-lo com amor, temor e carinho.
Por engrandecer ao Senhor, esta ovelha se torna mais importante que as outras? Não. Não que a ovelha perdida seja mais importante ou querida que as demais, mas por um instante é esta pobre e solitária ovelha, que está em terras não conhecidas, sendo vista por outros olhos e se afastando cada vez mais de seu rebanho, e ao ser encontrada ela tem a chance de voltar a sua vida. Chance de voltar para o caminho da felicidade eterna, que é o caminho de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus Pai, nos ama de maneira única e singular, Ele é capaz de deixar todas as ovelhas para ir atrás daquela que se perdera no caminho, que está perdida, longe e distante.
Deus nos fez sua imagem e semelhança, e por isso, Ele não é o único que deve ir atrás de seu rebanho, Ele nos deixou aqui, para que assumindo o nosso papel de comunidade, possamos ver e acolher aqueles que estão entrando em nossas igrejas, em nossos grupos de oração. Deus quer que tenhamos um coração misericordioso como o Seu, que se preocupam realmente com aqueles que estão distantes.
Não é olhá-los como um perdido, mas olhar como alguém que está no caminho de se perder. Precisamos buscar, ir atrás, dar o melhor de nós. Não são nossas palavras, nossa moral dentro de algum cargo nas igrejas que vão converter ou convencer alguém, mas é o amor misericordioso de Deus que refletimos em nosso olhar, que sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está afastado, está longe e parece perdido, sem saber por onde andar.
Que sejamos então ovelhas obedientes, que não se desgarram em momento algum de seu pastor, para que possamos ajudar outras ovelhas a não se perderem também no caminho. Você pode dizer: “Eu tenho muitas coisas para me preocupar! Eu já tenho família, filhos e marido!”. Deus vai lhe dar a graça para cuidar também desses, mas que tal usar seu dom, a graça que recebestes de Deus para ir ao encontro daqueles que parecem estar distantes da face do Senhor?

Lá vai o Pastor, à procura da ovelha que se perdeu
À procura do olhar que se desviou do seu.
Lá vai o Pastor, à procura da ovelha que se perdeu
À procura do olhar que de desviou do seu.
A encontrou em campos que não são seus,
E viu que em suas feridas a dor está
Em seus olhos há somente a solidão
E agora só deseja ao redil voltar.
A ovelha sou eu, e não conheço outra voz

Por isso quando eu fugi, me cansei, me perdi
Eu procurava outra voz, mas não pude encontrar.
Hoje posso ouvir de novo a voz do Pastor a me chamar
E assim eu compreendi se de Ti eu fugir noventa 
E nove ou mais deixarás para trás, e irás me buscar...
A encontrou em campos que não são seus,
E viu que em suas feridas a dor está
Em seus olhos há somente a solidão
E agora só deseja ao redil voltar.
A ovelha sou eu, e não conheço outra voz
Por isso quando eu fugi, me cansei, me perdi
Eu procurava outra voz, mas não pude encontrar.
Hoje posso ouvir de novo a voz do Pastor a me chamar
E assim eu compreendi se de Ti eu fugir noventa 
E nove ou mais deixarás para trás, e irás me buscar...
(Fraternidade Toca de Assis – A ovelha sou eu)

(B. F - Minions Católicos)

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