“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que teus dias se
prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor teu Deus” (Êxodo
20, 12)
“Ó Virgem Maria, que no teu
Imaculado Coração te alegraste profundamente, com o chamado do Pai para que acolhesse
e gerasse o Verbo de Deus, o Cristo Jesus, que se fez Homem e habitou entre
nós, tornando-te, por graça do Espírito Santo, colaboradora alegre da obra da
Encarnação Redentora” (José Carlos Ferreira da Silva). Não há forma melhor de inicar um estudo
Mariano, sem que seja por meio da oração, como forma de gratidão a esta boa
Mãe. Dando continuidade à série Estrelas
de Maria – baseada em Apocalipse 12,1 que fala acerca das doze estrelas
(grandezas) da Virgem Maria – vamos nos aprofundar hoje na sexta estrela desta
amável Senhora, Submissão de Jesus à
Maria.
Jesus é Deus e com o Espírito Santo, temos a Santíssima Trindade. Esta é a
plenitude de graças, portanto, não há criatura maior e mais poderosa que a
Santíssima Trindade, contudo, o doce Jesus quis tornar-se submisso a uma mãe –
que era uma mulher simples, humilde, e cheia de fé – não poderia ser uma mulher
qualquer, tinha de ser A Mulher, uma que possuísse uma fé firme e inabalável
como a rocha, pois, esta é quem O iria ensinar desde as pequenas e mais simples
coisas até as maiores virtudes.
São Luís Maria Grignion de Montfort
afirma no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem que “Jesus deu mais glória a Deus submetendo-se
à Maria durante trinta anos [de sua vida], do que se tivesse convertido toda a
terra pela realização dos mais estupendos milagres”. Eu costumo dizer que
Maria é a personificação da antítese, pois ela engrandeceu-se ao se diminuir,
ela foi bendita, bem-aventurada, quando humilhou-se “Porque olhou para sua pobre serva. Doravante todas as gerações
chamar-me-ão de bem-aventurada [...]” (Lucas 1,48).
Esta mulher, cuja a nossa Santa e Madre Igreja a chama de Virgem e Pura,
não se resignou ou temeu ao anúnicio do Senhor, pois – como diz a canção “Os que confiam no Senhor revigoram suas forças” - esta boa mãe confiava na vontade do
Altíssimo, e ao saber que iria conceber o Filho de Deus, pela virtuda do
Espírito Santo e sem contato algum com nenhum homem, teve um fé perfeita,
obediente, colossal, a qual fez-a agir da forma mais firme e confiante ao
proclamar: “Eis aqui a escrava do Senhor.
Faça-se em mim segundo a vossa palavra!” (Lucas 1,38).
“Em seguida, desceu com eles
[José e Maria] a Nazaré, e lhes era submisso” (Lucas 2,51). De fato, como toda
criança, Jesus precisou ser submisso a seus pais e ouso afirmar que seu caráter
tem muito do caráter de São José e Santa Maria, visto que conviveu e aprendeu
muito do que sabia com os dois. Assim como meu modo de agir é bem parecido com
o de minha mãe, além de diversas outras caracteristicas, tambem era Jesus em
relação a seus pais.
Nas bodas de Caná – leitura esta que já fora aqui abordada por esta série, porém
em outro contexto como é possível conferir aqui neste link da quarta estrela de
Maria: https://blogminionscatolicos.blogspot.com.br/2016/11/rainha-despensadora-de-gracas-e.html?q=kayron
– podemos notar com perfeição a função de servo diante do pedido de sua
Mãe, que ao interceder pelo vinho que havia acabado, Jesus, mesmo sabendo que
aquele não era o ensejo para começar a realizar os seus milagres, decide
iniciá-lo, por pedido de sua prestimosa mãe. “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (João
2,4).
“Que possamos ter em nossos
corações a certeza que Nossa Senhora, Mãe de Deus e Nossa tem em Cristo seu
filho amado e obediente. Não por ser uma divindade ou por ser maior que o
Cristo, mas pelo motivo exatamente oposto. Cristo, Deus Onipotente humilha-se a
condição submissa, como filho e servo de Maria Santíssima, por amor a
humanidade e para nos ensinar a lição de que todo homem deve servir antes de
ser servido, e também tomamos Maria Santíssima como nossa Rainha e Protetora” (Professor Felipe Aquino – A Mulher do
Apocalipse).
Amados Irmãos, se o próprio Deus quis ter uma Mamãe e tornar-se submisso a
Ela, por que nós não haveríamos de ser submissos a Ela também? É preciso olhar
para as virtudes de Maria e buscar imitá-las. Que Nossa Senhora de Guadalupe
rogue por nós!!! Jesus dode, Jesus amor.
Paz e bem!
O Céu curvou-se e beijou o
Mar
Perguntaram-se os campos:
Ora, por que o fizestes?!
Contudo, não era preciso
esforço
Para aquilo compreender
É inteligível, nítido, claro
Apaixonado estava pelo
Mar...
Neste Mar, corriam todas as
virtudes
A água mais límpida e pura
Conquistara o Céu mais
sensível e amoroso
A água que corria neste Mar
Outrora fora jogado pelo Céu
É Ele quem derrama suas
glórias sobre Ela,
Contudo, não era preciso
esforço
Para aquilo compreender
É inteligível, nítido, claro
Apaixonado estava pelo
Mar...
(O Céu e o Mar – Kayron Kaic)
(K. S - Minions Católicos)

Comentários
Postar um comentário
Fale conosco através do email: minionscatolicos@gmail.com