“E aos que predestinou, também os chamou; e aos que chamou, também
os justificou, e aos que justificou, também os glorificou” (Rm 8, 30)
Olá, irmãos e irmãs em
Cristo. Nesse Ano da fé temos uma excelente oportunidade para nos deixarmos
iluminar pelo exemplo da Virgem Maria, e para que passamos ser iluminados por
nossa Mãe, hoje vamos refletir sobre a predestinação da Virgem Maria. Antes de
nos aprofundarmos no assunto devemos entender o que é a predestinação.
Predestinação quer dizer que Deus escolhe as pessoas para uma função e se Ele
faz isto, ele também dá para esta pessoa o necessário para realizar e cumprir
esta missão, porém a pessoa tem a liberdade de aceitar ou não esta função
confiada por Deus.
O catecismo da igreja no
§488, diz o seguinte: “Deus enviou o seu Filho” (GI 4, 4). Mas, para Lhe formar
um corpo, quis a livre cooperação duma criatura. Para isso, desde toda a
eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel,
uma jovem judia de Nazaré, na Galileia, “virgem que era noiva de um homem da
casa de David, chamado José. O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 26-27). É
evidente, portanto, que Nossa Senhora foi predestinada para gerar o Cristo e
que esse desígnio da Vontade de Deus existe desde a origem dos tempos, “desde toda
a eternidade”. Contudo, essa predestinação não rompeu o livre arbítrio de
Maria. Pouco mais à frente, o Catecismo nos fala o seguinte:” O Pai das
misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para Mãe,
precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a
morte, também outra mulher contribuísse para a vida.” (CIC §488). Da mesma
forma que há a predestinação, foi necessário o “sim” para que a obediência de
Maria rompesse com a desobediência de Adão e Eva.
Ao longo da Antiga
Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. Logo
no princípio, temos Eva; apesar da sua desobediência, ela recebe a promessa
duma descendência que sairá vitoriosa do Maligno e de vir a ser a mãe de todos
os vivos. Em virtude desta promessa, Sara concebe um filho, apesar da sua idade
avançada. Contra toda a esperança humana, Deus escolheu o que era tido por
incapaz e fraco para mostrar a sua fidelidade à promessa feita: Ana, a mãe de
Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester e muitas outras mulheres. Maria é a
primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e
recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa filha de Sião, passada a
longa espera da promessa, cumprem-se os tempos e inaugura-se a nova economia da
salvação (CIC §489). Maria foi preparada quando Ela foi concebida, mas,
anteriormente todo um povo foi preparado para que ela pudesse assumir esta
missão, ou seja, esta longa gestação da vinda de Maria começou já no Antigo
Testamento.
“E
aos que predestinou, também os chamou; e aos que chamou, também os justificou,
e aos que justificou, também os glorificou” - (Rm 8, 30).
Foi isso o que Deus fez na vida de Maria Santíssima. Ele a predestinou para ser
a Mãe de seu Filho, depois a justificou, isto é, a fez a Imaculada Conceição, e
por fim a glorificou (Assunção ao Céu em Corpo de alma).
Para vir a ser Mãe do
Salvador, Maria foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão.
O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como cheia de graça.
Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua
vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.
Este esplendor de uma
santidade de todo singular, com que foi enriquecida desde o primeiro instante
da sua conceição, vem-lhe totalmente de Cristo: foi remida dum modo mais
sublime, em atenção aos méritos de seu Filho. Mais que toda e qualquer outra
pessoa criada, o Pai a “encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos
céus, em Cristo” (Ef 1, 3). “N'Ele a escolheu antes da criação do mundo, para
ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença “(Ef 1, 4).
Maria é modelo de uma
vida unificada na fé que anuncia com todo o seu ser que Jesus é o Salvador do
mundo, Ela nos precede na fé e nos dá o exemplo de ter construído sua existência
sobre a rocha firme da fé, da esperança e no amor. Maria é o nosso auxilio
permanente. Que nesse ano da fé dedicado a Ela, possamos seguir seu exemplo de
fidelidade, paciência, fé, e todos os vários exemplos que Ela nos deixou.
Deus nos abençoe.
A Minh ‘alma engrandece o Senhor, exulta meu espírito em Deus, meu
Salvador!
Porque olhou para a humildade de sua serva,
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita!
O Poderoso fez em mim maravilhas, e Santo é seu nome!
Seu amor para sempre se estende, sobre aqueles que O temem!
Manifesta o poder de seu braço, dispersa os soberbos;
derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes;
sacia de bens os famintos, despede os ricos sem nada.
Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido
a nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos para sempre!
Glória ao Pai, ao Filho e ao
Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!
(MAGNIFICAT)
(G.
C. G – Minions Católicos)

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