Eis que o Senhor virá em Sua Glória


“Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24, 37-44)

Olá, meus irmãos! Uma abençoada noite a todos e que a força de Nosso Senhor nos revigore e nos auxilie na caminhada, que um dia nos conduzirá a Tua Santa Morada. O tema de hoje abordará a parusia (ou parúsia), ou seja, a segunda vinda de Cristo.
Bem sabemos que quando veio à terra pela primeira vez, Jesus veio em completa humildade e simplicidade. O Rei dos reis nasceu em um singelo estábulo. No entanto, a sua segunda vinda será marcada por seu poder e glória. Ele virá para resgatar os justos, para estabelecer a nova Jerusalém, a Jerusalém celeste.
Confesso que esse assunto é um tema que me causa um certo receio. Porém, se desejamos contemplar a face Sagrada de Nosso Senhor, entrar em Teu Santuário, não devemos ter medo, e sim, nos preparar, para que no dia vindouro alcancemos a graça de permanecermos  junto  aos anjos entoando hinos de louvor a Deus.
O tempo do Advento, que há pouco vivenciamos, nos recorda essa segunda vinda de Cristo. E segundo Padre Paulo Ricardo, esse tema gera reações que tendem ao exagero: para os céticos nada acontecerá, para os fundamentalistas tudo já está previsto em detalhes. Com isso, ele nos esclarece que diante desse assunto, o cristão deve se manter em equilíbrio espiritual  e fidelidade ao ensinamento constante do Magistério.
“A escatologia judaica ensina que o Dia do Senhor, em que a história humana acabará e todos seremos julgados, coincide com a própria vinda do Messias; daí a dificuldade que experimentam ainda hoje muitos judeus em aceitar a natureza messiânica de Jesus. E é precisamente nesse ponto que a escatologia cristã inova em relação às concepções veterotestamentárias. Com efeito, o Messias prometido já veio a nós;mas, ao contrário do que esperava o povo de Israel, “Antes Se despojou a Si próprio, tomando a condição de escravo, ficando semelhante aos homens. Tido pelo aspecto coo homem. Abaixou-Se a si mesmo, feito obediente até à morte , e morte de Cruz” (Fl 2,7). A este Advento na humildade sucederá uma segunda vinda gloriosa; o lapso de tempo entre essas duas vindas, inexplicável e estranho à religião judaica, é o tempo da Igreja, que , enquanto aguarda ansiosa a volta de Seu Esposo, com zelo materno administra a seus filhos os canais seguros e eficazes da garça de Deus que sãos os sacramentos” (Padre Paulo Ricardo).
Além dessa rico esclarecimento, Pe. Paulo Ricardo também no explica que de fato, os tempos em que vivemos são os últimos e que haverá sim, a segunda vinda de Jesus e o fim deste mundo tal como o conhecemos. O que não significa dizer que este mundo será aniquilado, mas antes renovado. Compactuando com a ideia de renovação, Pe, Paulo faz menção à São Tomás de Aquino que insistia: “Toda a natureza será renovada e o homem glorificado”.
Sabemos quem em relação à temática do fim dos tempos, sempre surgem as especulações sobre os sinais, como também sobre as aparições marianas que vem acompanhadas de mensagens de alerta. Quanto a isso, Pe.Paulo diz que devemos confiar mais em Deus, “a quem, enquanto homem, não foi dado saber nem a hora em que estas coisas se realizarão, mas que nos prometeu o Seu regresso e a consumação do mundo”. Ademais, deixa claro o seguinte: “Os castigos prenunciados nas aparições marianas,por sua vez, são condicionais e manifestam o infinito amor de Deus pelo homem; representam, pois, o apelo pedagógico do Pai a seus filhos para que se convertam e retornem à casa paterna o quanto antes. Nada nos granate, além disso, que tais castigos sejam os últimos;ora, na medida em que são revelações privadas, o fiel, sempre guiado pelo Magistério da Igreja e ponderando com prudência, tem liberdade de dar-lhes assentimento ou não”.
Irmãos! Nem mesmo Jesus sabe o dia em que retornará em sua glória e poder. Por isso, a nossa atitude deve ser de constante vigilância. É preciso estarmos preparados, de prontidão, para não ficarmos  fora do Banquete Celestial. Vigiar para que o Noivo não nos encontre cochilando, mas sim, nos surpreenda com a quantidade necessária de óleo que mantenha as lâmpadas acesas, aguardando assim, a sua vinda. “Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E a porta se fechou. Por fim,chegaram as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade vos digo: não vos conheço! Portanto,vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora” (Mt 25,10-13).
Que nossos passos trilhem o caminho da retidão, para que a porta do Paraíso se abra à nós, para assim, sermos reconhecidos diante de Deus.
Mais uma vez recorrendo ao Padre Paulo Ricardo, extraímos, que “a atitude espiritual  sadia de cada geração cristã é lidar com a ignorância, isto é, viver com fé o seu tempo como se fosse  o derradeiro na incerteza humilde de não sabê-lo, pois Deus não quis dar a conhecer ao homem os mistérios dos Seus desígnios, e trabalhar pelo bem e progresso de toda a humanidade”.
Diante de tudo o que foi explanado, sabemos que nossa posição como cristão consiste em nos prepararmos para o Grande Dia. Orar e vigiar, pois,  não sabemos o momento. O medo não é o sentimento adequado para vivenciarmos essa espera, e sim a alegria e a esperança de um dia contemplarmos a Face de Deus e sermos restaurado por Ele. Aguardemos com fé e vigilância o dia em que a Igreja se encontrará plenamente na glória celeste.
Paz e bem!

Onde estás também quero estar
Ao Teu lado quero ficar meu Deus
Eu descobri qual é o meu lugar
Eu espero o grande dia
Quando não haverão mais dias
Quando o eterno me alcançará

Prefiro o vale contigo
Do que até as mais altas montanhas
Pois eu sei que a visão lá de cima
Já nem se compara a Tua beleza

Eu tenho saudades de Ti
Saudades do meu lugar eu sei
Que eu não fui feito pra este mundo
Tenho esperado a muito tempo te encontrar
Vem me buscar meu Pai
Ansioso eu espero o dia
Da Tua vinda gloriosa eu sei que Tu virá
 
Maranatha, Maranatha

Ora vem, ora vem
Senhor Jesus
(Maranatha – Comunidade Católica Colo de Deus)


(S. A – Minions Católicos)

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