“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”
Olá,
amadinhos!
A Boa Nova de hoje foi extraída do
Evangelho segundo São João. Nele, o evangelista relata a fala de São João
Batista a respeito de Jesus. De acordo com o evangelho, São João Batista, ao
ver seu primo, nosso Amado Jesus, proclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que
tira o pecado do mundo”
(João 1, 29). Depois disso, continuou a dizer outras coisas, mas gostaria de me
ater somente a esta, uma vez que foi a parte que fez o meu coração bater mais
forte, ao ler essa passagem.
Todos
nós sabemos que esta é uma frase que o Padre diz enquanto celebra a Santa
Missa, no momento em que levanta o Corpo do Nosso Senhor afim de que Ele seja
visto e exaltado por todos nós. Nós respondemos, portanto: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada,
mas dizei uma palavra e serei salvo” (semelhantemente
à Mateus 8, 8), porque sabemos que ali não está mais um pedaço de pão, mas sim
o Corpo e o Sangue do Nosso Salvador, do Filho de Deus, aquele que veio refazer
a Aliança entre a humanidade e o Pai.
Também rezamos
na Santa Missa a oração que se chama “Agnus Dei”, que vem do latim e significa
“Cordeiro de Deus”:
“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende
piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!”
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!”
Mas o que
significa chamar Jesus de “Cordeiro de Deus”? A resposta é muito simples. Antes
da vinda de Jesus, o povo costumava sacrificar animais a Deus, como uma forma
de serem redimidos de suas faltas e pecados ao Senhor. Os livros do Pentateuco
(os primeiros cinco livros da Sagrada Escritura: Gênesis, Êxodo, Levítico,
Números e Deuteronômio) relatam várias vezes o sacrifício (em especial de
cordeiros) como um rito do povo na tentativa de reconciliar-se com Deus.
Mas “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”
(João 1, 14). Encarnando-se e aceitando morrer por cada um de nós, o próprio
Deus feito homem refez, de uma vez por todas, sua Aliança com a humanidade
(1Coríntios 11, 23-26): entregou-se na cruz, como Sacrifício Perfeito, para que
seu Preciosíssimo Sangue, nos lavasse de toda a impureza do pecado e cumprisse a
profecia que diz: “Se vossos pecados
forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a
púrpura, ficarão brancos como a lã” (Isaías 1, 18).
O Catecismo
Jovem da Igreja Católica afirma que “por
Jesus, que é levado ao matadouro como um cordeiro, somos libertados do pecado e
encontramos a paz em Deus” (YOUCAT, p. 130).
Com isso, o Senhor nos mostra que já não
são necessários, muito menos válidos, os sacrifícios anteriormente realizados
para que tiremos de nós as nossas culpas. O próprio Deus, por amor e
misericórdia, quis se ofertar como um cordeiro que é imolado! O Sacrifício
realizado na Cruz repete-se a cada vez que Ele vem a nós no Sacrifício da Santa
Missa e se faz presente na Sagrada Eucaristia.
Queridos, o Senhor que acabou de chegar
nesse Natal, espera por nós nos confessionários e na Eucaristia, deixemo-nos
apaixonar por Ele (Jeremias 20, 7) e vamos ao seu encontro para que Ele faça
morada em nós e nos redima de nossos pecados.
(A.P.V
– Minions Católicos)

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