O Verbo Divino se fez carne


“E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem” (CIC §456)

Boa noite! Desejo a todos, uma semana repleta de paz. Que Cristo em sua humanidade nos ensine a caminhar e cumprir a vontade de Deus Pai. No texto de hoje, retrataremos um pouco sobre o aspecto humano de Jesus e o propósito que O fez vir até nós em sua divina humanidade.
“O Verbo se fez carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus: “Foi Ele que nos amou e enviou seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (Jo 4,10). “O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo” (1 Jo 4,14). “Este apareceu parar tirar os pecados” (1 Jo 3,5):
Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância?  Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visitá-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (S. Gregório de Nissa) (CIC § 457).
Conforme o Catecismo da Igreja Católica: “O Verbo se fez carne para que, assim conhecêssemos o amor de Deus: “Nisto manifestou o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele” (1Jo 4,9). “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna” (Jo 3,16).
Meus irmãos em Cristo, não há maior prova de amor! Cristo se rebaixou, veio até nós, foi humilhado, maltratado, ultrajado, só por amor. Santo Agostinho dizia: “Você quer saber o seu valor? Olhe para a cruz, você vale um Deus crucificado”. E por isso, não sintam-se desvalorizados, não se deixem enganar pelo desamor. Lembre-se:  (e agora digo, de forma particular), você vale cada gota de sangue derramada no madeiro, você vale o último suspiro que Jesus deu no calvário. Foi por você, por mim que Cristo se fez Cordeiro Imolado. Como diz o padre da paróquia, da qual participo: “Foi por você que Cristo entrou na história”.
Um outra razão para o verbo se fazer carne, foi para se tornar nosso modelo de santidade :“Tomai sobre vós meu jugo a aprendei de mim...” (Mt 11,29). O Catecismo nos esclarece que Jesus é o modelo das Bem-Aventurança e a norma da Nova Lei: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12). Que assim como São Paulo, possamos nos esvaziar de nós mesmos, a tal ponto de exclamar: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim. Minha vida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).
“O Verbo se fez carne para tornar-nos “participantes da natureza divina “ (2Pd 1,4): “Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo assim, a filiação divina, se torne filho de Deus” (CIC §460). É por meio de Jesus, que nos tornamos filhos de Deus. Ele nos dignifica a também clamar: “Aba, Pai”
Para entendermos o que a Igreja denomina “Encarnação”, recorremos mais uma vez ao Catecismo. Logo, “a Igreja entende ‘Encarnação’ o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar a nossa salvação. Em um hino atestado por S.Paulo, a Igreja canta o mistério da encarnação:
Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fl 2, 5 -8) (CIC §461)”.
Cristo assumiu nossa condição humana, menos no pecado. Ele sentiu fome quando por quarenta dias jejuou no deserto, chorou a morte de seu amigo Lázaro e sentiu o abandono no alto da cruz. Mas em nenhum momento esqueceu da sua condição de Filho muito Amado de Deus. E nós, também não devemos esquecer que pelo precioso sangue de Jesus, nos tornamos filhos Desse mesmo Pai.
A respeito da condição humana de Cristo, é de suma importância, sabermos que: “O acontecimento único e totalmente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que Ela seja o resultado da mescla confusa entre o divino e o humano. Ele se fez verdadeiramente homem permanecendo verdadeiramente Deus. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem” (CIC §464).
A Igreja teve que defender e esclarecer esta verdade de fé diante das heresias que a falsificavam. As primeiras heresias, mais do que a divindade de Cristo, negavam sua humanidade verdadeira (docetismo gnóstico).
“A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa do Filho de Deus, que a assumiu e a fez desde sua concepção. Por isso, o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do filho de Deus em seu seio: “Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne” (CIC §466).
Irmãos! Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, se fez carne para nos redimir dos nossos pecados. Em sua humanidade nos dignificou, nos deu livre acesso ao Pai. Como homem, tornou-se vítima expiatória, tornou-se a personificação da redenção e salvação divina. Acreditemos nessa verdade, e que Cristo feito homem nos ajude a vencer as batalhas diárias e que em nossas fraquezas humanas, Ele nos recorde que somos filhos do Céu e devemos vencer o pecado, o qual corrompe a nossa carne e nos afasta do Bom Pai. Mais uma vez, citarei o padre da paróquia, a qual frequento. Ele diz que: “devemos amar Cristo em sua humanidade, ou seja, amar a Cristo em sua dor, em seu “fracasso” na cruz”. Olhemos para a cruz de Cristo e recordamos que foi nela que o amor se deu. Foi naquele madeiro romano, que Cristo  homem deu a sua vida pela nossa e realizou o plano salvífico de Deus para nós. Uma santa noite a todos! Permaneçamos no amor de Jesus!

“Eis que nasce em Belém, um menino, Ele está em meio às palhas e aos animais, está envolto em faixas e seu pequenino corpo se ajeita em uma simples manjedoura. Eis que esse menino é a luz dos povos, é a salvação de Israel, é o Filho de Deus. É o próprio Deus que se fez homem! Eis que o verbo divino se fez carne e habitou entre nós!”


(S.A – Minions Católicos)

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