Olá
meu amigo, você já ouviu falar em virtudes teologais? De acordo com o Catecismo
Católico, as virtudes teologais referem-se diretamente a Deus e dispõem os
cristãos para viverem em relação com a Santíssima Trindade e têm a Deus Uno e trino
por origem, motivo e objeto. As virtudes teologais fundamentam,
animam e caracterizam o agir moral do cristão, informam e vivificam todas as
virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para os tornar
capazes de proceder como filhos seus e assim merecerem a vida eterna. São o
penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano.
São três as virtudes teologais: fé, esperança e caridade (CIC §1812-1813).
Essas
três virtudes teologais estão interligadas e estão dentro de nós, mas para que
consigamos desenvolvê-las precisamos pedir essa graça a Deus. Quem aqui não tem o desejo de se tornar uma
pessoa melhor? Nós lutamos a vida toda para sermos melhores e uma das coisas
que nos move a ir à luta é a esperança da nossa vitória. Calma aí, falei
esperança? SIM...
Hoje em especial, falarei sobre a virtude da
esperança, essa virtude que é essencial a cada um de nós. Preciso te perguntar
algo muito importante: o que é ter esperança para você? Será que é fácil ter
esperança diante de tantas desilusões que encontramos em nosso caminho?
Estava
eu pesquisando sobre o tema e encontrei algo bem interessante, descobri que
existia há muito tempo atrás, na idade média, filósofos que criaram dinâmicas
dizendo que o ser humano deveria almejar sempre ser mais elevado e que, se ele se encontra em um estado ruim hoje,
deveria ser mais e desejar ser mais, este ser humano seria um homem virtuoso,
ou seja, aquilo que nós desejamos e almejamos, o ser humano deveria lutar para conseguir, para ser melhor e essa crença
dos filósofos era semelhante as dos cristãos, mas, com o fim da idade média,
surgiu um tal filósofo italiano chamado Nicolau Maquiavel, reconhecido naquela
época como fundador do pensamento e da ciência moderna, através de suas teorias
revolucionárias, ele acabou com a esperança existente no coração de muitas
pessoas dizendo que não adiantava o homem almejar ser virtuoso, idealista, pois
o homem era egoísta, mal, traiçoeiro, falso, buscava o poder . Essa era a
natureza e verdade a respeito do homem e, por esse motivo, Maquiavel escreveu
uma filosofia falando tudo isso, que o homem é malvado, mentiroso, desonesto,
usurpador e que se fosse preciso ter todas essas características para crescer na vida, então que fosse feito
dessa forma.
A
revolução que acabou acontecendo diante desse penamento apresentado por Maquiavel
foi que, nós todos paramos de sonhar com um coração melhor, ou seja, perdemos a
esperança.
Os
pagãos naquela época não acreditavam na esperança como uma virtude, mas como um
vício, algo passageiro. Para que se ter esperança se vamos todos acabar de
baixo de uma cova?
Essa
atitude de Maquiavel demorou muito para frutificar, mas, acreditem, frutificou
e acabou com a humanidade toda, todos
nós até hoje estamos contaminados com Maquiavel, desde os políticos (quando
dizem que a política funciona assim mesmo, tem que roubar para se sobressair),
até os jovens de hoje que relatam através de testemunhos que tentam não pecar
na pornografia, por exemplo, e acabam pecando; se masturbam e, mesmo
confessando, acabam se masturbando novamente porque acham normal cair nesses
pecados. Você, cristão e que busca a
santidade, acredita que isso seja normal? Podemos até cair, mas sempre com a
esperança de que Deus irá no levantar, nos perdoar e nos fazer forte diante da
situação de pecado, para assim, não cedermos novamente à tentação.
Perdemos
a esperança em nós mesmos, na nossa grandeza, na nossa vocação, na grandeza
vinda dela. Acreditamos que a humanidade é assim mesmo, mas te digo que a
humanidade não é o que estamos, e sim o que somos. Estamos miseráveis e
egoístas, mas nós não somos miseráveis e egoístas. O nosso ser é chamado a
grandeza do amor, por isso o primeiro passo para ter esperança é crer no amor
de Deus e que Ele não criaria algo que fosse ruim. Não nascemos ruins, nos
tornamos ruins, então nós estamos e não somos, deu para entender? Vamos
acreditar que Deus, ao nos planejar, pensou em algo maravilhoso, algo
extraordinário, pensou em nós da melhor forma possível e que deseja o melhor
até hoje, mesmo depois de nascidos e quer o nosso bem sempre, nunca devemos
perder essa esperança dentro de nós, precisamos manter a esperança viva e não
morta.
A
esperança viva é saber que existe um Deus maravilhoso que cuida de nós a todo
instante, que sabe das nossas dores, preocupações, aflições e que não quer que
desistamos nunca de sermos melhores. É saber esperar em Deus, pois, no momento
certo tudo acontecerá e se resolverá, é ter a certeza que existe um céu que é
muito melhor que a terra. A esperança é aquela em que nos mostra que a morte não
é a última palavra, é aquela em que mostra a glória vinda de Deus Pai.
Na
Primeira carta de São Pedro (1,3-9) podemos sentir um pouquinho do que é se ter
esperança viva :
“Bendito
seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia Ele
nos fez renascer pela Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma
viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível
reservada para vós nos céus; para vós que sois guardados pelo poder de Deus,
por causa de vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos
últimos tempos. É isso que constitui a vossa alegria, apesar das aflições
passageiras a vos serem causadas ainda por diversas provocações, para que a
prova a que é submetida a vossa fé (mais preciosa que o ouro perecível, o qual,
entretanto, não deixamos de provar ao fogo) redunde para vosso louvor, para
vossa honra e para vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar. Esse Jesus,
vós o amais, sem terdes visto; credes nele, sem o verdes ainda, e isso é para
vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque vós estais certos de
obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas.”
São
Pedro vem nos alertar como é importante termos esperança viva, é importante
estarmos esperançosos, pois, mesmo diante das dificuldades que nos encontramos,
das tristezas de nossos corações, das desilusões que sofremos, das críticas e
desgostos que enfrentamos, Jesus está e sempre estará conosco até o dia de sua
volta. Pede para vivermos a santidade e termos esperança, pede para aprendermos
a ver na memória de Deus a fonte de salvação. A santidade da minha vida hoje
apressa a vinda de Jesus. Quanto mais santidade buscarmos, mais e mais
provações passaremos e ficaremos mais e mais desgostosos com o mundo, isso sim
é normal, Jesus passou por tudo isso e venceu, porque nós não venceremos?
Quando
lutamos nos unimos a Jesus e se Ele que é filho unigênito ressuscitou, porque
nós não ressuscitaremos? Se nossas vidas estiverem escondidas com Cristo em
Deus teremos dentro de nós a esperança viva e verdadeira.
Cuidado
apenas com as falsas esperanças, as da teologia da libertação. Quando Bento XVI
era papa, dizia que deveríamos lutar contra o mal até nos últimos dias, pois a
maldade desse mundo irá existir sempre.
A
Encíclica, Spé Salvi, escrita pelo próprio Bento XVI, nos ensina um pouco mais
a fundo sobre a esperança e eu aconselho, do fundo do meu coração, a você, que
perdeu a esperança em Deus, a lê-la, pois ela tem muito a acrescentar em nossas
vidas e em nossos corações. Vai ai então, apenas um pedacinho dela para nos
deliciarmos:
...”Antes de nos debruçarmos sobre estas
questões, hoje particularmente sentidas, devemos escutar com um pouco mais de
atenção o testemunho da Bíblia sobre a esperança. Esta é, de facto, uma palavra
central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível
intercambiar os termos « fé » e « esperança ». Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a « plenitude da fé
» (10,22) com a « imutável profissão da esperança » (10,23). De igual modo,
quando a Primeira
Carta de Pedro exorta os
cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos –
o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), « esperança » equivale a « fé ».
Quão determinante se revelasse para a consciência dos primeiros cristãos o
facto de terem recebido o dom de uma esperança fidedigna, manifesta-se também
nos textos onde se compara a existência cristã com a vida anterior à fé ou com
a situação dos adeptos de outras religiões. Paulo lembra aos Efésios que, antes
do seu encontro com Cristo, estavam « sem esperança e sem Deus no mundo » (Ef 2,12).
Naturalmente, ele sabe que eles tinham seguido deuses, que tiveram uma
religião, mas os seus deuses revelaram-se discutíveis e, dos seus mitos
contraditórios, não emanava qualquer esperança. Apesar de terem deuses, estavam
« sem Deus » e, consequentemente, achavam-se num mundo tenebroso, perante um
futuro obscuro. « In nihil ab nihilo quam cito recidimus » (No nada, do nada, quão cedo
recaímos) [1] diz um epitáfio daquela época;
palavras nas quais aparece, sem rodeios, aquilo a que Paulo alude. Ao mesmo
tempo, diz aos Tessalonicenses: não deveis « entristecer-vos como os outros que
não têm esperança » (1 Ts 4,13). Aparece aqui também como
elemento distintivo dos cristãos o facto de estes terem um futuro: não é que
conheçam em detalhe o que os espera, mas sabem em termos gerais que a sua vida
não acaba no vazio. Somente quando o futuro é certo como realidade positiva, é
que se torna vivível também o presente. Sendo assim, podemos agora dizer: o
cristianismo não era apenas uma « boa nova », ou seja, uma comunicação de
conteúdos até então ignorados. Em linguagem actual, dir-se-ia: a mensagem
cristã não era só « informativa », mas « performativa ». Significa isto que o
Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas
uma comunicação que gera factos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do
futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente;
foi-lhe dada uma vida nova.Porém, agora coloca-se a questão: em que consiste
esta esperança que, enquanto esperança, é « redenção »? Pois bem, o núcleo da
resposta encontra-se no trecho da Carta aos Efésios já
citado: os Efésios, antes do encontro com Cristo, estavam sem esperança, porque
estavam « sem Deus no mundo ». Chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus: isto
significa receber esperança...
Diante
de tanta riqueza que Deus nos proporciona, nunca esqueça que Deus te deu uma
virtude maravilhosa que é a ESPERANÇA e que caberá a você deixá-la viva dentro
do seu coração e que você saiba também
que o dia ruim que você talvez esteja vivendo vai passar e amanhã será melhor,
não culpe Deus por não ter dado certo tal situação em sua vida, apenas acredite
n’Ele e em seu tempo!
Que
Deus abençoe você!
(C.T –Minions Católicos)

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