“Vou levantar-me e percorrer as cidades, as ruas e as praças, em
busca daquele que meu coração ama” (Cântico dos Cânticos 3,2)
“Existe um amor que sobrepuja todos os outros,
de beleza indescritível, forte e dominante, que o autor de Cântico dos Cânticos
louva: ‘Quão formosa e aprazível és, o amor em delícias’ (Cânticos 7,7). É este
amor que Jesus concede à alma esposa e é este o amor da alma sincera por Jesus. É
inacreditável e maravilhoso que haja tal amor, que Jesus possa nos amar tanto!” (Site da Comunidade Shalom). Como analisar o Livro de Cântico dos
Cânticos sem falar da visão do amor esponsal? Impossível! Caríssimos, vamos olhar
hoje para este livro e penetrar no universo da alma que se deixa apaixonar pelo
Amado Jesus.
Como podemos depreender ao olhar com atenção para este grande poema,
Cântico dos Cânticos é um livro fabuloso que nos permite visões lindas e
inspiradoras; também considerado o livro mais romântico e apaixonado da Sagrada
Escritura. O mais interessante é que tem-se neste livro toda uma denotação da
descoberta e da vivência da vida de um (a) religiosos (a), vejamos: “Durante a noite, no meu leito, busquei o
meu amado; procurei-o, sem encontrá-lo” (Cant 3, 1-2). Quem já esteve em
discernimento vocacional ou ainda está, poderá dizer até mesmo que estes
versículos (versos) são, praticamente, a crise vocacional de modo escrito.
A busca por Cristo, um certo desespero, a vontade de estar com o coração
junto ao coração do Amado Jesus, são características fortes quando o
vocacionado começa a sentir-se chamado à vida religiosa, sacerdotal ou
celibato.
“ – O meu bem-amado desceu ao seu jardim, aos
canteiros perfumados; para apascentar e meu jardim, e colher lírios. Eu sou do
meu amado e meu amado é meu”(Cânticos 6,2-3). Em uma interpretação mais livre dir-se-á que
estes versículos traduzem o chamado, bem como “Eis a voz do meu amado. Ele bate. Abre-me, minha irmã, minha amada,
minha pomba, minha perfeita” (Cânticos 5, 2b), é possível depreender destes
versículos, seguindo a lógica da vocação, o momento em que a alma sente em seu
coração o doce Jesus chamando-a a ser esposa.
“Encontrei aquele que meu coração ama.
Segurei-o, e não o largarei” (Cânticos 3,4). Todos somos chamados a
agarrar-nos em nossa vocação, e não só à religiosa, mas a vocação em
geral. O cristão deve estar disposto a ser como Maria, que dá o seu “sim” e
caminha pelos caminhos do Senhor; segurando o doce Cristo, sem O largar por um
minuto sequer. A vocação é assim, você sente o encanto e o amor, depois é hora
de correr e agarrar àquele amor, a fim
de que ele seja o guia do teu coração.
“Ah! Beija-me com os beijos de tua boca!
Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho, e suave é a fragrância dos
teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado: por isso, amam-te as
jovens. Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos,
exaltaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que
o vinho. Quanta razão há de te amar” (Cânticos
1, 1-4). Tem
uma frase que li em algum lugar que diz que a religiosa é jubilosa, pois
casou-se com o próprio Jesus. Estes versículos trazem o júbilo sentido por
estar em comunhão com o coração entregue e desposado ao Divino Jesus.
Irmãos, desejo de todo o coração que cada um de vocês busquem sempre ler e amar este fabuloso livro que é a
Bíblia. Que o Senhor derrame suas bençãos sobre vós e que desejem cada vez mais
o ardente amor de Deus e o céu angélico.
Permaneçam sob o amor de Cristo crucificado. Jesus doce, Jesus amor.
Paz e bem! Vos amo.
(K. S – Minions Católicos)

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