Irmãos e irmãs em Cristo,
boa noite! No texto de hoje encerramentos o tema Sacramentos. Nas ultimas
semanas falamos sobre os sacramentos de iniciação da vida Cristã, os
sacramentos de Cura e hoje falaremos dos Sacramentos ao serviço da comunhão que
são o: Sacramento da Ordem e o matrimonio.
A Ordem e o Matrimônio
são ordenados para a salvação de outrem. Contribuem-se também para a salvação
pessoal, é através do serviço aos outros que o fazem. Conferem uma missão
particular na Igreja, e servem a edificação do povo de Deus.
Nestes sacramentos, aqueles que já foram
consagrados pelo Batismo e pela Confirmação para o sacerdócio comum de todos os
fiéis, podem receber consagrações particulares. Os que recebem o sacramento da
Ordem são consagrados para serem, em nome de Cristo, com a palavra e a graça de
Deus, os pastores da igreja. Por seu lado, os esposos cristãos são fortalecidos
e como que consagrados por meio de um sacramento especial em ordem ao digno
cumprimento dos deveres do seu estado.
A Ordem é o sacramento do
qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na
Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério
apostólico. O ministério conferido pelo sacramento da Ordem consiste num outro
tipo de participação na missão de Cristo, ou seja, no serviço em nome e na
pessoa de Cristo no meio da comunidade. Além disso, o sacerdócio ministerial
confere um poder sagrado para esse serviço dos fiéis. Esse serviço consiste no
ensino, no culto divino e no governo pastoral. No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio
Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de
seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja
expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age
"In persona Christi Capitis", ou seja, na pessoa de Cristo-Cabeça.
A celebração da ordenação
dum bispo, de presbíteros ou de diáconos, dada a sua importância na vida duma
Igreja particular, requer o concurso do maior número possível de fiéis. Terá
lugar, de preferência, ao domingo e na Sé catedral, com solenidade adequada à
circunstância. As três ordenações – do bispo, do presbítero e do diácono –
seguem o mesmo esquema. O lugar próprio de sua celebração é dentro da liturgia
eucarística. O rito essencial do sacramento da Ordem é constituído, para os
três graus, pela imposição das mãos, por parte do bispo, sobre a cabeça do
ordinando, bem como pela oração consecratória específica, que pede a Deus a
efusão do Espírito Santo e dos seus dons apropriados ao ministério para que é
ordenado o candidato.
Este sacramento configura
o ordinando com Cristo por uma graça especial do Espírito Santo, a fim de
servir de instrumento de Cristo em favor da sua Igreja. Pela ordenação,
recebe-se a capacidade de agir como representante de Cristo, cabeça da Igreja.
Na sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei. A graça do Espírito Santo própria
deste sacramento consiste numa configuração com Cristo, Sacerdote, Mestre e
Pastor, de quem o ordenado é constituído ministro.
O Sacramento do
Matrimonio é o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre
si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos
cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os batizados foi elevado por
Cristo Senhor à dignidade de sacramento.
A Sagrada Escritura
começa pela criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus, e
termina com a visão das “núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 9). Do princípio ao fim,
a Escritura fala do matrimônio e do seu “mistério”, da sua instituição e do
sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas
realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do
pecado e da sua renovação “no Senhor” (1 Cor 7, 39), na Nova Aliança de Cristo
e da Igreja.
A vocação para o
matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como
saíram das mãos do Criador. O matrimônio não é uma instituição puramente
humana, apesar das numerosas variações a que esteve sujeito no decorrer dos
séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais.
Tais diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes.
Muito embora a dignidade desta instituição nem sempre e nem por toda a parte
transpareça com a mesma clareza, existe, no entanto, em todas as culturas,
certo sentido da grandeza da união matrimonial. Porque a saúde da pessoa e da
sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal
e familiar.
Deus, que criou o homem
por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser
humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus que é amor (1
Jo 4, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se
imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito
bom, aos olhos do Criador. E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser
fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: “Deus abençoou-os
e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e
submetei-a"” (Gn 1, 28).
Segundo a tradição
latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se
conferem o sacramento do Matrimônio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento.
Nas tradições das Igrejas orientais, os sacerdotes que oficiam – Bispos ou
presbíteros – são testemunhas do mútuo consentimento manifestado pelos esposos,
mas a sua bênção também é necessária para a validade do sacramento. O vínculo matrimonial é, portanto,
estabelecido pelo próprio Deus, de maneira que o matrimônio ratificado e
consumado entre batizados não pode jamais ser dissolvido. Este vínculo,
resultante do ato humano livre dos esposos e da consumação do matrimônio, é, a
partir de então, uma realidade irrevogável e dá origem a uma aliança garantida
pela fidelidade de Deus. A Igreja não tem poder para se pronunciar contra esta
disposição da sabedoria divina.
Nos nossos dias, num
mundo muitas vezes estranho e até hostil à fé, as famílias são de primordial
importância, como focos de fé viva e irradiante. É por isso que o II Concílio
do Vaticano chama à família, segundo uma antiga expressão, “Ecclesia domestica
– Igreja doméstica”. É no seio da família que os pais são pela palavra e pelo
exemplo [...], os primeiros arautos da fé para os seus filhos, ao serviço da
vocação própria de cada um e muito especialmente da vocação consagrada.
Deus nos abençoe.
(G. C. G – Minions Católicos)

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