Evangelho – Jo 11, 1- 45

“Então Jesus disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês nisto?’” (Jo 11, 25)

Bom dia, tops! A liturgia do Tempo Litúrgico da Quaresma convida-nos a aprofundarmos o nosso conhecimento nos ensinamentos e milagres realizados por Jesus durante o período em que esteve em missão na terra. Hoje, a Sagrada Escritura traz para nós o sétimo sinal de Jesus presente no Evangelho de São João: a ressurreição de Lázaro. Tu crês na ressurreição? Crês em Jesus e nos milagres realizados por Ele?
Crer na ressurreição dos mortos foi, desde os inícios, um elemento essencial da fé cristã. “Fiducia christianorum resurrectio mortuorum; illam credentes, sumus – A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos.” (CIC 991). Precisamos crer na ressurreição não apenas de Jesus, mas dos nossos irmãos que morreram. De que adianta trilhar um caminho de santidade sem acreditar na ressurreição após a morte? Crer na ressurreição é uma excelente prova de fé e, de que experimentamos do amor pleno de Deus, principalmente, quando vivemos um luto pautado na dor da perda física de uma pessoa que amamos.
O texto da primeira leitura extraída da Profecia de Ezequiel consiste em uma continuação da passagem dos ossos secos e túmulos. O que Deus fala por meio do profeta é que o povo está vivendo em um profundo deserto espiritual, descrevendo a condição de um povo morto com ossos espalhados em um campo de batalha, mas que será restaurado por Deus quando não lhes resta mais esperança de vida, por meio do Espírito de Deus que traz a sua brisa leve e suave, restaurando a força do povo que estava abatido devido à guerra e o exílio em Israel. “Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor.” (Ez 37, 12-13).
No Salmo 129 temos o seguinte refrão: No Senhor, toda graça e redenção!” O salmista faz um grande clamor ao Pai, porque o povo da época viveu um período de muitas provações, devido a doenças graves que estavam associadas ao pecado. Por isso, pedir a cura era o mesmo que pedir o perdão dos pecados, porque o enfermo estava mergulhado nas trevas e queria experimentar da luz divina que cura e perdoa por meio do Pai celeste.
Na segunda leitura, retirada da Carta de São Paulo aos Romanos, somos exortados por Paulo a vivermos segundo a vontade do Espírito Santo e não de acordo com a carne, ou seja, instintos humanos que levam o corpo a ser ferido em situações de pecado. No entanto, o nosso ser está preenchido pelo Espírito de Deus, que dá-nos a vida, nos libertando do pecado e da morte e provocando a renovação radical no nosso coração. “E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.” (Rm 8,11).
O Evangelho deste dia, narrado por São João, vai adentrar mais uma vez no ministério de Jesus, pautado pela realização de mais um milagre, com o objetivo de preparar o povo para esperar a ressurreição do Filho de Deus. Desta vez, o milagre acontece na Judéia, onde viviam os amigos de Jesus, Lázaro e suas irmãs Marta e Maria. Lázaro estava muito doente e suas irmãs mandaram avisar a Jesus, mas Ele ainda continuou dois dias no local em que estava em missão, porque sabia que a morte de Lázaro seria mais um sinal da glória de Deus para a glorificação do seu Filho.
O tema central da liturgia está voltado para a vida, trazida por Cristo com face humana e divina. A restituição da vida de Lázaro nos convida a crermos na ressurreição, assim como aconteceu com Marta, irmã de Lázaro, mostrando que só caminhando com Cristo podemos ter uma vida em plenitude. Para isso, é necessário que vivamos o nosso Batismo com intensidade, buscando uma vida nova, inflamada pelo Espírito Santo e restaurada em uma fé alicerçada em boas atitudes para com Deus e os irmãos.
 A ressurreição não é apenas física, mas espiritual. Quantas vezes estamos mortos espiritualmente? Mortos no comodismo, na vida de pecado, na falta de intimidade com Deus, na cegueira espiritual, na falta de fé e sem se reconciliar com Deus por falta do sacramento da Confissão, mas Deus na sua infinita misericórdia no momento que darmos o primeiro passo para mudarmos de vida, Ele nos convida a mergulharmos em águas profundas, fazendo-nos sair de nós mesmos e adentrarmos na plenitude do seu amor.

Monique Evangelista – Minions Católicos
     




Comentários