“Então Jesus disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em
mim, mesmo que morra viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá
jamais. Crês nisto?’” (Jo 11, 25)
Bom dia, tops! A
liturgia do Tempo Litúrgico da Quaresma convida-nos a aprofundarmos o nosso
conhecimento nos ensinamentos e milagres realizados por Jesus durante o período
em que esteve em missão na terra. Hoje, a Sagrada Escritura traz para nós o
sétimo sinal de Jesus presente no Evangelho de São João: a ressurreição de
Lázaro. Tu crês na ressurreição? Crês em Jesus e nos milagres realizados por
Ele?
Crer
na ressurreição dos mortos foi, desde os inícios, um elemento essencial da fé
cristã. “Fiducia christianorum resurrectio mortuorum; illam credentes, sumus –
A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos
cristãos.” (CIC 991). Precisamos crer na ressurreição não
apenas de Jesus, mas dos nossos irmãos que morreram. De que adianta trilhar um
caminho de santidade sem acreditar na ressurreição após a morte? Crer na
ressurreição é uma excelente prova de fé e, de que experimentamos do amor pleno
de Deus, principalmente, quando vivemos um luto pautado na dor da perda física
de uma pessoa que amamos.
O texto da primeira
leitura extraída da Profecia de Ezequiel consiste em uma continuação da
passagem dos ossos secos e túmulos. O que Deus fala por meio do profeta é que o
povo está vivendo em um profundo deserto espiritual, descrevendo a condição de
um povo morto com ossos espalhados em um campo de batalha, mas que será
restaurado por Deus quando não lhes resta mais esperança de vida, por meio do
Espírito de Deus que traz a sua brisa leve e suave, restaurando a força do povo
que estava abatido devido à guerra e o exílio em Israel. “Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo,
vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; e quando eu
abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o
Senhor.” (Ez 37, 12-13).
No
Salmo 129 temos o seguinte refrão: “No
Senhor, toda graça e redenção!” O salmista faz um grande clamor ao Pai,
porque o povo da época viveu um período de muitas provações, devido a doenças
graves que estavam associadas ao pecado. Por isso, pedir a cura era o mesmo que
pedir o perdão dos pecados, porque o enfermo estava mergulhado nas trevas e
queria experimentar da luz divina que cura e perdoa por meio do Pai celeste.
Na
segunda leitura, retirada da Carta de São Paulo aos Romanos, somos exortados
por Paulo a vivermos segundo a vontade do Espírito Santo e não de acordo com a
carne, ou seja, instintos humanos que levam o corpo a ser ferido em situações
de pecado. No entanto, o nosso ser está preenchido pelo Espírito de Deus, que
dá-nos a vida, nos libertando do pecado e da morte e provocando a renovação
radical no nosso coração. “E, se o
Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então
aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos
corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.” (Rm 8,11).
O Evangelho
deste dia, narrado por São João, vai adentrar mais uma vez no ministério de
Jesus, pautado pela realização de mais um milagre, com o objetivo de preparar o
povo para esperar a ressurreição do Filho de Deus. Desta vez, o milagre
acontece na Judéia, onde viviam os amigos de Jesus, Lázaro e suas irmãs Marta e
Maria. Lázaro estava muito doente e suas irmãs mandaram avisar a Jesus, mas Ele
ainda continuou dois dias no local em que estava em missão, porque sabia que a
morte de Lázaro seria mais um sinal da glória de Deus para a glorificação do
seu Filho.
O tema
central da liturgia está voltado para a vida, trazida por Cristo com face
humana e divina. A restituição da vida de Lázaro nos convida a crermos na
ressurreição, assim como aconteceu com Marta, irmã de Lázaro, mostrando que só
caminhando com Cristo podemos ter uma vida em plenitude. Para isso, é
necessário que vivamos o nosso Batismo com intensidade, buscando uma vida nova,
inflamada pelo Espírito Santo e restaurada em uma fé alicerçada em boas
atitudes para com Deus e os irmãos.
A ressurreição
não é apenas física, mas espiritual. Quantas vezes estamos mortos espiritualmente?
Mortos no comodismo, na vida de pecado, na falta de intimidade com Deus, na
cegueira espiritual, na falta de fé e sem se reconciliar com Deus por falta do
sacramento da Confissão, mas Deus na sua infinita misericórdia no momento que
darmos o primeiro passo para mudarmos de vida, Ele nos convida a mergulharmos
em águas profundas, fazendo-nos sair de nós mesmos e adentrarmos na plenitude
do seu amor.
Monique Evangelista – Minions Católicos

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