De repente, Jesus foi ao encontro deles, e disse: “Alegrai-vos”!”As
mulheres aproximaram-se, e prostaram diante de Jesus, abraçando seus pés.” (Mt
28,9)
Cristo Ressuscitou!
Adentramos durante toda a semana no mistério da oitava de Páscoa (oito dias
para ressuscitarmos junto com Jesus, saindo da cegueira espiritual), aonde
Jesus vai aparecendo aos discípulos para que eles acreditem na ressurreição e
para explicar que a sua paixão e morte aconteceu para que se cumprissem as
Escrituras. Diante das passagens apresentadas pela Igreja na liturgia, somos
apresentados aos discípulos de Emaús que após a ressurreição de Jesus ainda
estavam enxergando a situação de maneira negativa e sem se posicionarem em
relação à dor que estavam sentindo da ausência do Mestre.
Para darmos uma essência
nova as nossas dores físicas e espirituais é necessário que voltemos as nossas origens,
mergulhando em tudo o que já vivemos para encontrarmos a situação em que
paralisamos diante de determinado acontecimento; o tempo passou, mas ainda
continuamos lembrando e conversando sobre determinada temática, pessoa e
circunstância, sem ao menos parar para perdoar o outro e nos perdoarmos, porque
quando conseguimos perdoar as nossas feridas vão sendo curadas, mas para isso
precisamos verificar a fundo as raízes que nos impedem de prosseguir e dar um
sentido novo a nossa vida.
Retornar onde fomos criados consiste em um
desejo despertado em nosso coração, a vivermos de maneira autêntica, livre e
plena, buscando experimentar tudo aquilo que é crucial e mergulhando
inteiramente na vontade de Deus. Pensemos na seguinte situação: uma árvore
frutífera para crescer e dá bons frutos necessita de água e adubo, mas quando
não alimentamos as suas raízes, ela vai mergulhando na terra para buscar água.
O mesmo precisamos fazer; às vezes as nossas folhas e frutos (aparência física)
estão belas, mas as raízes estão murchas e secas (origem). Qual a sua atitude a
mergulhar em suas raízes? E nas raízes do irmão?
A nossa vida pode ser
comparada com um iceberg, porque apenas parte dele fica fora da água, o
restante está dentro da água. O que fica fora da água são as nossas emoções,
ressentimentos, mágoas e ambições e representa apenas uma ponta do iceberg, mas
ainda tem as raízes que estão cada vez mais fundas. Deus quer nos curar, quer
ir até as nossas raízes para cortar/arrancar tudo aquilo que nos afasta d’Ele e
impede-nos de estarmos em completa intimidade com Ele.
Para onde a estrada que
estamos percorrendo está nos levando? Para uma vida nova ou retornando a vida
velha? O que podemos fazer para curarmos a base da nossa existência? Antes de
qualquer coisa precisamos mergulhar nas nossas raízes para descobrirmos onde
estão às feridas do passado que ainda nos machucam no presente, buscar tentar
freá-las com o auxílio do Espírito Santo por meio da oração para ir sendo
curado (a) aos poucos.
Na passagem do Evangelho,
narrado por São Mateus, relata que as mulheres foram ao sepulcro, encontraram
com Jesus e prostraram-se diante d’Ele abraçando os seus pés. Ao realizar esse
gesto, as mulheres estão adentrando nas raízes da história de Jesus. Temos
mergulhado nas raízes da história de Jesus? O dia de mergulhar nas raízes de
Jesus é hoje por meio da leitura orante da Palavra de Deus e da oração pessoal;
não deixe para amanhã para adentrar em suas raízes e iniciar um processo de
cura e mudança de vida.
(Monique
Evangelista – Minions Católicos)

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