Santa Faustina e a Divina Misericórdia

“Através de ti, como através dessa Hóstia, passarão os raios da misericórdia para o mundo” (Diário, 441)

Olá! A paz de Jesus e o amor de Maria estejam sempre com vocês. Ontem, durante a santa missa celebramos a festa da divina misericórdia. Misericórdia essa que se estende por amor a nós, e a podemos vivenciar diariamente em nossas vidas. Quanto da misericórdia de Deus já passou pela sua vida? Talvez você tenha percebido e agradecido, talvez você não tenha percebido.
Santa Maria Faustina Kowalska, foi uma dessas pessoas que experimentam da misericórdia de Deus. A misericórdia de Deus e sua experiência com ela, se dá quando em uma fase de diversões mundanas em que ela está vivendo, em uma tarde do ano de 1924, a santa tem uma visão de Jesus flagelado que a dizia: "Até quando te aguentarei? Até quando serás infiel?"
Após essa visão, Faustina ingressou ao convento, como já era de sua vontade, mas até então a família era contra. Passou a se chamar Maria Faustina do Santíssimo Sacramento, pois tinha muito amor a Jesus sacramentado.
Muitas foram as revelações que o Nosso Senhor Jesus Cristo, fez através de Santa Faustina, por essa irmã mística, Jesus foi revelando para nós os mistérios de sua misericórdia divina, para que nós pudéssemos contar com ela, pudéssemos espalhar para o mundo, para que assim as almas sejam salvas.
As revelações de Jesus à Santa foram relatadas em seu diário, conhecido mundialmente como, O diário de Santa Faustina.
Misericórdia, virtude essa que leva-nos a compadecer perante as misérias alheias, a agir com benevolência, perdão, compaixão, empatia. Uma virtude e vários termos podem ser aplicados a ela. Mas aqui falamos exatamente do maior autor de todos atos possíveis de misericórdia, o próprio Jesus, que revela a sua pobre serva, que por muitas vezes foi infiel, que Ele deseja que ela não peque mais, e ainda precisa que ela o ajude a salvar as outras almas que pecam, e continuam a flagelar Jesus por seus pecados.
" 206 – Minha filha, olha para o abismo de Minha misericórdia e dá a essa misericórdia louvor e glória. Faze-o da seguinte maneira: reúne todos os pecadores do mundo e mergulha-os no abismo da Minha misericórdia. Minha filha, quero entregar-Me às almas, desejo almas. Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte de Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei."
Olha para o abismo da misericórdia de Jesus, mergulha nele. Não olha para o seu pecado, mas para a misericórdia. O quanto temos olhado para a Misericórdia de Jesus? A exemplo de Santa Faustina que passou por uma fase mundana, possivelmente esquecendo de mergulhar nesse amor, mas quando teve a sua experiência com essa divina misericórdia se entregou, e se pôs a serviço de Cristo. Querido, a primeira visão de Faustina onde Jesus pergunta a ela: "Até quando te aguentarei? Até quando serás infiel? Essa visão serve para nós nas pequenas coisas. Jesus sentiu a necessidade achar uma alma pecadora para que pudesse converter outras almas pecadoras, sentiu a necessidade de mostrar a sua misericórdia para com ele para dizer: Filho (a), os mesmos raios de misericórdia que atingiram Santa Faustina, eu desejo que alcance você.
Santa Faustina também em uma de suas experiências esteve no abismo do inferno. Hoje, conduzida por um anjo, fui levada às profundezas do inferno, um lugar de grande castigo; e como é grande a sua extensão! Tipos de tormentos que vi: O primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso da consciência; o terceiro, o de que esse destino nunca mudará; o quarto tormento é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o deles mesmos. O sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.
São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.
Eu, irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem ali terrivelmente e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que vos ofender com o menor pecado que seja! (Diário de Santa Faustina, 741).
Deus quis que Santa Faustina tivesse essa experiência para que nós, que estamos cientes dessa verdade experimentada pela santa, tivéssemos a chance de nos salvar. Conseguem enxergar a misericórdia de Jesus para conosco? Ele nos deu a chance de conhecer através da sua serva, como seria a vida sem Ele.
Diante de todo amor e misericórdia de Cristo deixada, ela também pede a nós que sejamos misericordiosos uns com os outros, que tenhamos compaixão pelos nossos irmãos, ele pede para que cuidemos das almas, que rezemos por elas. Muito sofre Jesus pelas almas que compadecem e que pecam, os pecados dos homens ferem as chagas de Nosso Senhor. E ainda sim, ferido, ela não quer que nós saíamos feridos. Seja misericordioso como o Nosso Senhor é, confiemos em sua misericórdia como Santa Faustina confiou e a espalhemos para o mundo.
Às três horas, horário em que Jesus aparece em uma visão de Santa Faustina pedindo para que reze em expiação dos pecados do mundo inteiro. Rezemos uns pelos outros, e por todas as almas que sofrem, o terço da Misericórdia, pedido pelo Nosso Senhor em revelação a Santa Faustina.

Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados
e dos do mundo inteiro.
Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim, rezarás três vezes estas palavras:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”
(Diário, 476).
    


     (Adriana Valente - Minions Católicos)

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