“Suba a minha oração como incenso em tua presença, minhas mãos
elevadas como oferenda da tarde. ” (Salmo 141, 2)
Tu acreditas no poder da
sua oração? Tens sido perseverante em suas orações? Já desistiu de rezar por
alguém por não alcançar a graça? Quando começamos a rezar clamando por algo
usamos as seguintes palavras: “Javé, eu
te chamo, vem depressa em meu socorro! Ouve a minha voz quando eu clamo a ti!”
(Salmo 141, 1). Temos a mesma atitude que a do salmista, pedindo a Deus que
venha depressa em nosso socorro, porque queremos que tudo se concretize no
nosso tempo e não no tempo determinado por Deus para que a graça aconteça.
“Para
tudo há um momento, e um tempo certo para cada coisa debaixo do céu:” (Ecl 3,1).
O que te impede de esperar que a graça chegue? Somos imediatistas, queremos
tudo para ontem. Sabe por quê? Vivemos em uma sociedade capitalista e
tecnológica e que em apenas um clique muitas coisas se resolvem. Atualmente já
podemos consultar o nosso saldo bancário através do aparelho celular, fazemos
compras dos mais variados produtos e tudo está sempre a nossa disposição. Com
Deus é diferente! Ele deixa a nossa disposição os bens verdadeiros que nos
conduz a vida eterna, para que possamos esperar que o propósito d’Ele para
nossa vida seja concluído.
Quando estamos em oração
temos necessidade de estar com a fé fortalecida e o coração preenchido de
perseverança, de que as nossas preces serão atendidas em algum momento, se for
da vontade de Deus, porque confundimos a nossa vontade e desejo com o que Deus
planejou para a nossa vida. “A oração
fervorosa do justo tem grande poder. Elias, que era homem fraco como nós, rezou
pedindo que não chovesse, e na terra não choveu por três anos e seis meses.
Rezou novamente, e o céu mandou a chuva e a terra deu seus frutos.” (Tg 5,
16-18)
O Salmista, em seu clamor
a Deus, pede que a sua oração suba ao céu como incenso e chegue a sua presença.
O incenso é um símbolo litúrgico, utilizado em celebrações eucarísticas e
solenes, que possui um aroma suave, produzindo uma fumaça que sobe aos céus,
simbolizando as nossas preces e orações a Deus. Segundo
o Padre Carlos Gustavo Haas, Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para
Liturgia da CNBB, atualmente se incensa na Missa quando se deseja ressaltar a
festividade do dia, o altar, as imagens da Cruz ou da Virgem, a Bíblia, as
oferendas sobre o altar, os ministros e o povo cristão no ofertório, o Santíssimo após
a consagração ou nas celebrações de culto eucarístico: “Com isso deseja-se
significar um gesto de honra (ao Santíssimo, ao corpo do falecido nas
exéquias), ou um símbolo de oferenda sacrifical (no ofertório, tanto o pão e o
vinho, como as pessoas)”
A oração tem o poder de
curar as feridas físicas e espirituais, libertar do pecado, mágoa, rancor e
tristeza, fortalecer a fé e a espera, perdoar os pecados cometidos e as mágoas
adquiridas de atitudes e palavras e fazer outros milagres em nossa vida e na
vida dos irmãos. O nosso clamor ao céu é eficiente, tanto para conosco como
para aqueles que amamos. “Confessem,
pois, uns aos outros mutuamente os próprios pecados, e rezem uns pelos outros,
para serem curados. ” (Tg 5, 16).
Por meio da oração,
podemos ser intercessores, ou seja, somos capazes de intervir na vida de quem
amamos e até mesmo de pessoas que não conhecemos por meio da oração. Esquecemos
o quando a nossa intercessão pode auxiliar no processo de conversão e mudança
de vida daquele que estamos pedindo um clamor do céu. Tens intercedido pelas
pessoas? O que te impede de interceder? Que a exemplo de Maria possamos ser
verdadeiros intercessores dos nossos irmãos.
(Monique
Evangelista – Minions Católicos)

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