“Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de
Deus habita em vós? Porque o templo de Deus, que sois vós é santo” (1 Cor 3,16)
Boa tarde, irmãos queridos !! Aproximamo-nos do dia de Pentecostes, dia
prometido por Jesus, com a vinda do Espírito Santo paráclito, nosso advogado,
aquele que iria nos acompanhar por toda a nossa vida, nos ajudando em nossas
decisões, nos guiando em nossos caminhos.
No batismo, iniciamos a nossa vida cristã. Ao recebermos o Espírito Santo,
recebemos a grande graça dos seus dons, os dons que nos ajudarão no caminho da
santificação, os chamados dons infusos: Ciência, Entendimento, Sabedoria,
Conselho, Piedade, Fortaleza e Temor de Deus. Na Crisma, esses dons crescem no
cristão, pois decididos por nossa caminhada com Cristo, somos fortalecidos em
nossa essência cristã. Prof. Felipe Aquino nos diz: “Os dons infusos produzem os frutos, perfeições que o Espírito Santo
forma em nós como primícias da glória eterna!”.
Uma vez preenchidos pelos dons do Espírito Santo, eles nos ajudam a
vencer o pecado e viver de acordo com as leis morais. Poderíamos dizer que eles
“são como que “auxiliares das graças”, os seus “lubrificantes”, são
predisposições para a santidade que o batismo infunde na nossa alma junto com a
graça santificante e as virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e morais
(justiça, fortaleza, prudência e temperança)”.
O dons do espírito santo geram frutos, uma
vez que você se permite viver a ação do Espírito Santo, ele faz brotar em você
os seus frutos, onde “o mundo poderá ver
em que se torna uma pessoa que se deixa totalmente assumir, guiar e formar por
Deus. Os frutos do Espírito Santo mostram que Deus desempenha um papel real na
vida dos cristãos” (You Cat 311). A Tradição da Igreja enumera doze:
“caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade,
mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade”.
Os setes dons pertencem a Cristo, e quem os
recebe torna-se completo e é levado a perfeição, tornando-se fieis dóceis
dispostos a obedecer prontamente às inspirações divinas. Pense que coisa linda,
deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, e lembrar a frase de Pedro, “já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive
em mim”. Sem medo, sem titubear, simplesmente permitir-se viver de acordo
com a vontade de Deus, sendo assim templos do Deus vivo.
Lendo um texto do Prof. Felipe Aquino, deparei-me com essa reflexão
dele, e percebi o quanto somos medrosos muitas vezes, que nos contentamos com
tão pouco, e Deus tem tanto a nos oferecer, percebam isso em sua fala “Muitas vezes,
pedimos um ou outro dom do Espírito Santo. Devemos ter a coragem de pedir todos
eles, para que Deus venha sempre em socorro de nossas fraquezas e nos ajude a
crescer na busca da santidade de vida e no engajamento à missão evangelizadora
de anunciar a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – ao mundo, para
que o mundo creia e a paz, a concórdia e a misericórdia reinem entre nós”.
Trago para vocês uma pequena reflexão feita pelo papa
Francisco em uma de suas catequeses sobre os sete dons, de forma tão simples e
tão sábia, ele nos mostra como podemos viver em comunhão com Deus, a partir da
vivência dos dons.
“O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo
sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como
caminho a Deus. Leva o homem a compreender o vestígio de Deus que há em cada
ser criado”.
“O dom do entendimento ou
inteligência nos ajuda a penetrar no íntimo das verdades
reveladas por Deus e entendê-las. Por ele o cristão contempla os mistérios da
fé. O dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e
ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus”.
“O dom da sabedoria nos dá um conhecimento da verdade
revelada por Deus. Abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe sob a luz
de Deus, mostra a grandeza do plano do Criador e a sua onipotência. Vem da
intimidade com o Senhor. “O dom da sabedoria faz-nos ver com os olhos do
Bem-amado”, dizia um grande místico”.
“O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões
oportunas nas horas difíceis da vida, para que se comporte como verdadeiro
filho de Deus. Isso, às vezes, exige coragem. Pelo dom do conselho o Espírito
Santo nos inspira a maneira correta de agir no momento oportuno”.
“O dom da piedade nos orienta em todas as relações que
temos com Deus e com o próximo. O Espírito Santo, mediante o dom da piedade,
nos faz, como filhos adotivos de Deus, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato
de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo”.
“O dom da fortaleza nos dá força para a fidelidade à vida
cristã, cheia de dificuldades. Pelo dom da Fortaleza o Espírito Santo nos dá a
coragem necessária para a luta diária contra nós mesmos, nossas paixões e
problemas, com paciência, perseverança, coragem e silencio. Nos dá forças além
das naturais”.
“O dom do temor de Deus nos leva a amá-Lo tão profundamente
que tenhamos receio de ofendê-Lo. Nada tem a ver com o temor do mercenário ou o
temor do castigo (do escravo); mas é o temor do amor do filho. É a rejeição que
o cristão experimenta diante da possibilidade de ofender a Deus; brota das
entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de
ofender o Amado”.
Que possamos nos abrir
a grande presença do Espírito Santo, que possamos viver o novo Pentecostes, e
assim continuar firmes nos caminhos da santificação e na esperança da vida
eterna.
Graça, Redenção
e Paz.
(Madalena
Nascimento – Minions Católicos)

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