"Não fostes vós que
me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais
fruto, e o vosso fruto permaneça (Jo 15:16).
Estamos encerrando o mês de agosto e,
com ele o mês no qual a Igreja dedica a celebrar as vocações. Nesta semana
discorremos sobre a vocação dos catequistas. Sim, ser catequista é uma vocação.
É aceitar o chamado de Deus. Corroborando com a epígrafe deste texto, reitero
que o catequista precisa reconhecer em seu serviço a graça de frutificar os
dons, através de um doar-se na/pela evangelização.
“Ser catequista é uma experiência fantástica de formar os
corações e as mentes para a autêntica vivência cristã da santidade” (Willian
Guimarães). E acrescento esta fala com um testemunho de Rosane
Horácio da Comunidade Canção Nova, quando esta afirma que ser catequista é
“contribuir com a Igreja na sua MISSÃO
pela Evangelização, na formação de Homens Novos para um mundo novo. É ajudar
àqueles que ainda não tiveram um Encontro Pessoal com Jesus, porque é urgente
que isso aconteça”.
Ouso, ainda, a acrescentar que ser catequista principia
pelo convite de Jesus que nos fala: “Ide,
pois, e ensinais a todas as nações” (Mt 28: 19). Portanto, o catequista
necessita, antes de tudo, ter uma experiência com o amor de Deus para,
posteriormente, espalhar esse amor a seus catequizandos. Como um agricultor
pode plantar se este não dispõe de uma semente e um solo propício para tal
cultivo? Assim também, como um catequista pode ser um semeador se este não
possui a semente da fé e da esperança? Em outras palavras, significa dizer que,
é a intimidade pessoal com Deus que possibilita ao
catequista formar esses homens e mulheres novos de que tanto o mundo necessita.
Sabemos que, a nossa vivência na fé é uma eterna colcha
de retalhos na qual a cada dia vamos somando um tecido diferente que dá um novo
colorido a nossa vida de oração e intimidade com Deus. Assim, o faz necessário
que seja o catequista. Para semear a esperança este precisa possuí-la. Pois
como bem nos exorta São Francisco de Assis: “Pregue
o Evangelho em todo tempo. Se necessário use palavras” Essa é a essência não somente do catequista,
mas de todo cristão: ser testemunho do Deus ao qual Ele serve.
“Ser catequista é ser uma pessoa de espiritualidade e
santidade. É colocar-se na escola do Mestre Jesus e fazer com Ele uma profunda
experiência de vida e de fé. Ser catequista é vocação e missão. É um dom de
Deus, mas que requer nossa resposta e nosso compromisso. É óbvio e nem se
discute, então, que é necessário preparar-se continuamente, formar-se, para ser
competente e dar testemunho” (Redação CN). Muitos se questionam o quão
é difícil dar testemunho em uma sociedade que tem perdido valores
essencialmente cristãos; no entanto, ser o diferencial no mundo, mesmo diante
das provações enfrentadas, semear esperança, como catequista, em crianças,
jovens e adultos que precisam ter esta primeira experiência com o amor e a
misericórdia de Deus é urgente.
“A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com
Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos
participar da vida da Santíssima Trindade” (Dom Orani Tempesta). Portanto,
você que é catequista, saiba semear a fé e a esperança que possuis a partir da
tua experiência com Deus, esta que deve ser renovada a cada dia pelo ardor do
Espírito Santo. Tenha sempre em mente que a sua missão não é somente direcionar
para os ensinamentos da Igreja, mas permitir que estes tenham sentido na vida
do cristão e seja grato por este dom de catequizar. A Igreja precisa de você: “Grato eu estou Senhor; Porque me confiaste;
A missão de proclamar o seu eterno amor; Mesmo sendo tão pequeno; Me deste
autoridade; De em seu nome anunciar; A paz e a liberdade”(Nossa missão –
Adriana Arydes).
Senhor,
chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja e na minha Paróquia.
Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho.
É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça.
Faz-me Teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça. Amém
Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho.
É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça.
Faz-me Teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça. Amém
Manuela Evangelista
– Minions Católicos

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