O servir como Catequista

           Boa tarde irmãos e irmãs, a paz de Jesus e o amor de Maria. Última semana de agosto, mês vocacional, vamos nos direcionar ao ser catequista; o chamado a evangelizar crianças e jovens.
            Bem antigamente as famílias ensinavam o básico para as crianças, no entanto, hoje em dia, muitos não sabem fazer sequer o sinal da cruz. Ser catequista é servir a Jesus, é cumprir aquilo que Ele nos pede quando no Evangelho de Mateus (29, 19) diz "fazei discípulos entre todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo que lhes tinha mandado, é viver a missão de evangelizar e instruir as crianças e jovens para Deus.
            A vocação da catequese, assim como as demais vocações é um chamado de Deus, é ser pescador de almas, é ajudar a construir o reino de Deus, é sair de si e se encontrar com o outro, refletir em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus e seu projeto. O Bispo Osório diz que "Os sacramentos são o ponto de chegada e a catequese é a alma da evangelização, pois é na catequese que se aprende as verdades da fé e a prática cristã. Daí a necessidade das pessoas serem evangelizadas antes de receberem os Sacramentos. Sem ter ouvido falar e ter conhecido não tem como acreditar", este é o sentido da evangelização semanal para nossas crianças, é antes de ser servido, é servir assim como Jesus fez. Essa missão é atrair pessoas para ter a experiência de experimentar o amor de Deus, é testemunhar o Deus vivo ao qual servimos e seguimos, e anunciar o evangelho com sua própria vida.
            É muito triste ver pais que não ajudam os catequistas, que não incentivam seus filhos a buscarem mais a Deus, a cumprir os mandamentos a entrar na comunhão da Igreja. Como diz no nosso Catecismo: “Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Eles têm o dever de prover, na medida do possível, as necessidades físicas e espirituais de seus filhos” (n.2252). É com bons exemplos em casa que os filhos poderão viver mais harmoniosamente os frutos de Deus, se no lar não se pratica a bondade, mansidão, amor, caridade, humildade, e etc., pouca coisa do que o filho aprender na catequese será concretizado em sua vida. O Catecismo da Igreja ainda diz que: “O papel dos pais na educação é tão importante, que é quase impossível substituí-los” (n. 2221); e isso vale de modo especial, para a formação espiritual. Com isso, pais que colocam seus filhos na catequese precisam, e devem acompanhá-los, tanto no que estão aprendendo quanto com exemplos e participação na vida de Igreja, especialmente com participação na Santa Missa.
            O Bispo Osório ressalta ainda: "Não tratemos a catequese com desdém, como algo supérfluo, mas sim com o devido respeito". E também: "A semente que o catequista planta pode não dar frutos amanhã, mas, se bem plantada, dará frutos algum dia. É com esse espírito e esperança que precisamos trabalhar. Ser catequista exige doação, amor, generosidade. É ser missionário, servir esperando só de Deus a recompensa. As vezes custa, é verdade, mas Ele vos sustenta e dá força".
            Ser catequista é amar o que faz, é ser simples e receber a todos assim como o próprio Cristo, ser atenciosa e sensível, ler seus catequizando com o olhar, estar disponível para o serviço, e acima de tudo ser uma pessoa de fé e dar bons exemplos, pois ninguém fala daquilo que não trás no coração, deve ser ponto de união e de comunhão; um animador que leve a comunidade a crescer no caminho de Jesus Cristo. Catequista é a voz da Igreja, Deus nos convoca para a missão, desafiando a lógica do mundo, desafiando a lógica daqueles que corrompem os valores humanos e cristãos.
            "Quem ajuda na Evangelização tem os merecimentos de Pregador" Padre Vitor Coelho de Almeida CSSR. Que São José Anchieta, patrono dos catequistas, vos abençoe e esteja intercedendo por todos aqueles que aceitaram esse chamado.
Ágata Sobral – Minions Católicos

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