“Agostinho derramava toda a sua sabedoria nas pregações, nos
livros, na caridade para com os pobres e na profunda espiritualidade, combateu
heresias, foi considerado um dos mais importantes filósofos e teólogos da
Igreja, sendo que sua inspiração influência pensadores até os dias de hoje.”
Também
conhecido como Santo Agostinho de Hipona. Filho de Patricio (pagão) e Mônica
profundamente cristã. Ainda na adolescência foi estudar na Escola de Madaura,
tendo contato com a literatura Latina e praticas e crenças pagãs. Após alguns
anos torna-se professor chegando a Milão, ganhando a cátedra de retórica da
casa imperial. Mesmo com todas as conquistas, Agostinho sentia seu coração
vazio, inquieto, considerando ainda não estar feliz. Várias foram suas buscas pela
verdade e a paz, mas estas não foram encontradas.
Em
uma de suas visitas a Milão, Mônica, sua mãe, anima-o a frequentar as pregações de Santo Ambrósio, foi então que se deu conta
de que encontrou em Jesus o que não encontrara em nenhuma outra filosofia, em
nenhum outro mestre. Foi uma longa caminhada de transformação de seu coração, e
foi em uma de suas meditações que uma voz de criança disse-lhe: “Tolle et lege”
(toma e lê), tomou as cartas de São Paulo, das quais o revelou: "Não é nos
prazeres da vida, mas em seguir a Cristo que se encontra a felicidade", é
exatamente nesse momento que o processo de conversão se intensifica. Ao
encontrar Deus em seu coração, encontrou a felicidade que perseguia. No ano
posterior, na Vigília Pascal, Agostinho e seu filho são batizados por Santo
Ambrósio.
Santo Agostinho preocupava-se com a formação de seu filho, dedicava-se
a ensina-lo com base nas ciências humanas e aprofundava-se na fé, junto com
ele. Algum tempo mais tarde Agostinho sofre um grande choque, que foi a perda
de seu filho. Ocorre que, no mesmo período sua mãe, Santa Mônica, veio a
falecer, foi então que decidiu entregar-se a serviço do Reino, por meio da
oração e estudos. Em “conversas” Agostinho chega a mencionar que o diálogo que
ele mantinha com a sua mãe servia de alimento espiritual, pois era sobre a
pessoa de Jesus Cristo e da fé cristã, tais diálogos foram peça chave para sua
formação.
Após tais acontecimentos, Agostinho decide enveredar-se pela
vida religiosa, retornou a sua cidade natal, onde iniciou uma comunidade
monástica, cujas regras foram criadas por ele mesmo, logo surgiram outras
ordens e congregações, femininas e masculinas, todas baseadas na inspiração
“Agostinianas”.
No decorrer de suas atividades, Agostinho despertou olhares para
si, assim, o bispo de Hipona percebeu a inspiração que Deus colocara no coração
daquele servo, logo, o bispo convidou-o para ir junto às missões e pregações.
Não demorou muito para que o bispo tivesse em seu coração a confirmação da
sabedoria de Agostinho, logo lhe ordenou como sacerdote, sendo aceito com
grande alegria pela comunidade. Foi após a morte do bispo que o povo passou a
clamar por Santo Agostinho, para que esse se tornasse o novo bispo de Hipona, o
que não houve objeção. Agostinho era dono de vários bens patrimoniais, mas
decide desfazer-se deles, para seguir o ideal das primeiras comunidades
cristãs, baseadas na pobreza e principalmente da partilha, porta voz dos pobres
que compunham a comunidade eclesial de Hipona, ia às autoridades interceder
pelos desfavorecidos de sua comunidade, os ajudando em tudo o que podia.
Agostinho era protetor dos pobres, órfãos e viúvas, acolhendo com muito carinho
os peregrinos. Todas as atividades que ele desenvolvia erma como um serviço aos
pobres e à Igreja, inclusive a de juiz eclesial.
Durante os 34 anos de bispo, Agostinho derramava toda a sua
sabedoria nas pregações, nos livros, na caridade para com os pobres e na
profunda espiritualidade, combateu heresias, foi considerado um dos mais
importantes filósofos e teólogos da Igreja, sendo que sua inspiração influência
pensadores até os dias de hoje. Foi aclamado doutor da igreja, foi por meio de
seu ministério iluminado que ele foi considerado um dos “Padres da Igreja”.
Dentre vários escritos, os que tiveram maiores destaques
foram: Confissões e Cidade de Deus, onde Agostinho manifesta sua fraqueza que
gera o mal, e a Deus fonte de todo bem e verdade absoluta. Registra-se o total
de 113 obras por ele escritas, sem contar as cartas, das quais se conservam
mais de 200 e os sermões. Muitas de suas obras surgiram com base nos problemas
ou preocupações que atormentavam a igreja na sua época, pois isso que em muitos
escritos estão presentes polêmicas que o próprio Santo Agostinho esteve
envolvido.
Mesmo com todas as suas dificuldades e conflitos, Santo Agostinho
faleceu feliz pela força da igreja, no dia 28 de agosto do ano 430. Anos
depois, seu corpo foi exumado e levado para a Cidade de Pávia, na Itália, onde
ocorreu sua conversão.
E assim, até hoje Santo Agostinho continua convertendo
aqueles que encontram em suas obras e relatos o encanto que tocou o coração
daquele que viveu por muito tempo na doutrina pagã, mas após as súplicas de
amor de sua mãe, Santa Mônica, pode encontrar em Cristo a beleza de carregar no
peito a cruz do cristão.
Oração de Santo Agostinho
“Gloriosíssimo Pai Santo
Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade
e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos retíssimos
caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predileção
divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre
as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o
sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça
da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e
gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.”

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