Evangelho - Mt 9,9-13

“Quero misericórdia e não sacrifício. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9, 13)

Bom dia, meus irmãos! Que bom ter você aqui de novo! Vamos para a nossa reflexão da liturgia de hoje? Ela está lindíssima!
Logo no início da primeira leitura de hoje, São Paulo vai dizer aos efésios que devem suportar uns aos outros com paciência, no amor (cf. Mt 9, 2). Guardem isso, pois vou voltar no assunto ao final do texto. Mas de uma forma resumida, São Paulo nos fala que, independente do nosso ministério, Deus chamou a cada um de nós, capacitou cada um para que juntos pudéssemos edificar o corpo de Cristo.
“Seu som ressoa e se espalha em toda a terra”, assim diz o salmo responsorial de hoje. Deus está em tudo! É como aquele vento impetuoso que se espalha por todos os cantos e que atinge a todos.
No evangelho de hoje, é narrado para nós o momento que São Mateus começou a seguir Jesus. Mateus era um cobrador de imposto, excluído da sociedade daquele tempo por ser visto como impuro, foi chamado por Jesus para largar tudo e segui-Lo. Ao ser questionado pelos fariseus pelo fato de comer com “os impuros”, Jesus é bem taxativo ao dizer: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9, 12).
O que podemos tirar da liturgia de hoje?
Não sei se vocês estão acompanhando as redes sociais nos últimos dias. Começou um grande alvoroço devido a uma liminar de um juiz onde se torna legalmente possível que psicólogos ofereçam tratamento de reversão sexual, ou cura gay como é chamado popularmente. Não vou entrar no mérito da decisão do juiz, mas eu vi muitas manifestações de pessoas falando que, por culpa da religião, muitas pessoas se tornaram intolerantes e preconceituosas.
Como podemos ver no evangelho de hoje, não é a intolerância e o preconceito que aprendemos na nossa fé Católica. A todo instante, Jesus nos mostra que devemos ter um coração misericordioso, assim como Ele é. Não temos o direito de olhar com julgamento para outra pessoa. É necessário que amemos ao próximo. Talvez seja nessa expressão de amor sincero que uma pessoa que se encontra longe da luz de Cristo volte a se sentir atraído para o coração de Deus.
Amar o próximo não quer dizer que eu estou de acordo com a forma que ele vive. Amar o próximo quer dizer que eu o respeito apesar de suas escolhas. O juízo só cabe a Deus. É necessário que saibamos nos respeitar! Lembram quando eu disse lá em cima para guardarem o ensinamento de São Paulo na primeira leitura? Pois é, precisamos suportar uns aos outros com paciência, no amor.
Que nesta quinta-feira de adoração nós possamos abrir o nosso coração ao Senhor e pedir um coração cada vez mais puro, um coração capaz de amar o próximo!
Deus nos abençoe!


Mariana Neves – Minions Católicos

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