Boa
tarde irmãos e irmãs, a paz de Jesus e o amor de Maria, tudo bom com vocês?
Espero que sim. Falamos de alguns personagens da Bíblia durante essa semana,
para que possamos conhecê-los melhor, e o personagem do texto de hoje é Jó.
A Bíblia tem um livro no Antigo
Testamento com esse nome e é desse livro que iremos falar. Essa história causa
muitas curiosidades nas pessoas visto que não se sabe ao certo alguns ocorridos
nesse livro, como por exemplo, em que cidade habitava ou quem eram seus pais,
sobre esse último temos no livro de Gêneses capitulo 46, 13, porém não é
confirmado de que se trata do mesmo Jó.
Jó foi um homem rico que viveu na
terra de Hus, - não se sabe ao certo onde era essa terra, porém, estudiosos
dizem que essa cidade, possivelmente, ficaria no leste de Judá - era íntegro,
reto, que temia a Deus e fugia do mal,um homem casado com dez filhos, 7 meninos
e 3 meninas (Jó 1, 1-2), ele também criara seus filhos para que eles também temessem
a Deus,eram irmãos unidos, visitavam uns aos outros e faziam banquetes para
confraternizarem, o pai deles fazia sempre algum sacrifício por intenção de
seus filhos.
O livro, basicamente, tem como
protagonistas Jó, Deus e Satanás. Deus deixou que Satanás tirasse tudo que Jó
tinha, propriedades, gados, servos e até mesmo seus filhos, mas isso não abalou
sua fé ou o fez pecar contra Deus, Jó disse: "O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!" (Jó
1, 21). E aqui trago minha opinião, quantas vezes Deus tira coisas de nossas
vidas e a primeira coisa que fazemos é culpar a Ele, é pecar contra Ele, coisas
essas que não iria nos acrescentar, iria muitas vezes nos afastar d´Ele. Uma
vez li que o Senhor é egoísta, não no contexto ruim, mas no contexto em que Ele
nos ama e nos quer salvar, independente de nossos pecados ou nossas injurias,
Jó foi um exemplo de cristão, porque em meio a tanto sofrimento não se afastou
ou culpou a Deus.
Continuemos com a história de Jó, o
Satanás não satisfeito pediu permissão a Deus para que fosse jogado algo contra
a saúde de Jó, pois "O homem dá
tudo o que tens para salvar sua própria vida" (2, 4), e Deus assim o
fez, ordenando apenas que não tirasse sua vida. Satanás então jogou sobre Jó
uma lepra maligna, desde a planta de seus pés até o alto da cabeça; a esposa de
Jó, insatisfeita, pediu que ele condenasse a Deus para que ele pudesse assim
morrer com o intuito de cessar seu sofrimento, pois tudo aquilo que lhe ocorria
era vontade de Deus, e ele apenas disse: "Aceitamos
a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade?" (2,10),
e mais uma vez Jó não peca contra Deus. E aqui nos coloco na pessoa da esposa, quando
acontece algum mal com nossos familiares, com as pessoas que amamos e nos
importamos, julgamos Deus como culpado, em todas as formas e não paramos para
entender o que de fato aconteceu.
Após Jó cair doente, três amigos
seus foram ficar com ele, Elifaz de
Temã, Bildad de Chua e Sofar de Naama - onde mais tarde se juntaria um quarto
amigo, Eilú -, cada um saiu de sua cidade querendo cessar o sofrimento de seu
amigo, quando de longe o avistaram não conseguiram reconhecer Jó, choraram e
rasgaram suas roupas, ficaram com o amigo durante sete dias e sete noites,
sentados ao seu lado sem dizer palavra alguma diante de toda dor e sofrimento
(2, 11-13).
Jó
quebra o silêncio entre os amigos, amaldiçoando o dia em que nasceu, e assim
nos capítulos - do 3 até o 37 - seguintes desenrola todo o livro sobre Jó, com
discursos entre amigos, tentando entender de onde poderia ter saído essa
injustiça do Senhor para com Jó, e seus amigos culpavam a ele de esconder
pecado de Deus, o acusavam de adultério Jó esperava uma explicação de Deus,
queria entender porque tudo aquilo, e nos capítulos seguintes - do 38 ao 42 -,
Deus conversa com Jó, mostrando toda Sua sabedoria e poder, não disse o porque
que tudo aquilo teria acontecido, mas Jó poderia confiar n´Ele, então satisfeito
com o que Deus disse, ele não se colocou em questionar, e fazer tudo aquilo que
hoje fazemos, queremos saber o porque, o pra que, nunca estamos satisfeitos com
o que Deus nos responde, sempre queremos mais e mais explicações. Deus ainda
repreende os amigos de Jó, pois ao invés de conduzir para mais perto de Deus, eles estavam dispostos a
condenar Deus.
Logo depois,
enquanto Jó rezava por seus amigos, Deus devolve a sua saúde e lhe deu em dobro
tudo o que tinha possuído, abençoou todo o resto de sua vida, deu-lhe outros
dez filhos, onde eram sete homens e três mulheres e Jó deu à suas filhas os
nomes de Jêmina,
Quetsia e Queren-Hapuc, e em toda a terra não se teve mulheres mais belas que
suas filhas. Jó ainda viveu 140 anos, conheceu ainda a quarta geração
de seus filhos. Morreu como falamos hoje, de velhice.
Jó
foi exemplo de cristão, por sua paciência, por seu amor e
confiança com Deus, o que muito nos falta hoje. Esse livro nos ensina também, a
não questionar Deus ou Seus métodos, tudo que Ele faz é diferente daquilo que
esperamos, mas devemos ter em mente que tudo é perfeito para nós. Jó não tinha
motivo algum para viver, tinha perdido tudo e todos pediam para ele condenar a
Deus e isso ele não fez. Jó não seguia Deus pelos bens que Ele podia conceder a
Jó, Jó apenas queria segui-Lo, adorá-lo.
Quantas
e quantas vezes NÃO seguimos o exemplo de Jó? Nos nossos momentos de solidão,
de deserto desejamos sempre o mal. Na nossa caminhada sempre tem aquele que nos
empurra para baixo. Devemos reconhecer que o Senhor é grandioso, os justos
também sofrem, é um meio de nos fortalecer, ensinar e purificar. Em meio aos
sofrimentos devemos recorrer ao Senhor e confiar n´Ele, nos submeter a vontade
de Deus, mesmo em meio ao sofrimento, porque em todos os momentos de nossa
vida, o Senhor está conosco. Que não desanimemos em meio aos sofrimentos.
Paz e bem.
Ágata Sobral – Minions Católicos

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