Oi, pessoal! Há algum
tempo, nós falamos aqui no blog sobre a castidade. Na verdade, é um assunto que
vira e mexe eu trago nos meus textos, mas é que a cada dia vou descobrindo algo
ainda mais belo sobre essa virtude e eu não posso deixar de compartilhar com
vocês.
Como vocês sabem, eu sou
uma super fã do casal Jason e Crystalina Evert, e eu acompanho as publicações
que eles fazem no site do projeto que eles possuem (https://chastityproject.com/). Existem
alguns artigos em português, mas a maioria é em inglês. Acho que foi no domingo
passado que eu li um texto que o título dizia mais menos assim: “se você ama
alguém, deixe-o ir”. No texto, a autora conta que em determinado momento do seu
namoro, ela teve que escolher amar completamente (amar a Deus, o namorado e a
ela mesma). E nessa escolha de amar seu namorado segundo a vontade de Deus, ela
o deixou partir.
Talvez você esteja aí
pensando que essa história não teve um final feliz, pois já que o casal se ama,
por que não podem expressar o seu amor através do ato sexual?
Tem um músico católico
daqui de Brasília, o Lucas Medrado, que ele escreveu uma música para a sua
noiva e tem um trecho que eu gosto muito que diz assim: “Tá vendo o céu? Minha missão é te levar para lá...”. Levar o outro
ao céu... essa é uma missão de todo cristão, mas para um casal isso tem ainda
mais peso. É na vivência da castidade que o casal consegue expressar o verdadeiro
amor, porque é através dela que aprendemos a colocar o bem do outro diante das
nossas necessidades e desejos.
Em seu livro “Descobrindo
a Castidade”, Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, nos diz que o verdadeiro amor se
prova pelo tempo, pela distância e pelo sacrifício. Vejam esse diálogo que o
padre Luiz Carlos Lodi utiliza em seu livro:
Imagine o seguinte
diálogo entre namorados, desejam provar que se amam.
- Você me ama?
- Amo.
- Então vamos
esperar. Pois o verdadeiro amor se prova pelo tempo.
- Você me ama?
- Amo.
- Então vamos separar
nossos corpos. Pois o verdadeiro amor resiste à distância.
- Você me ama?
- Amo.
- Então vamos nos
sacrificar. Pois o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
Percebem que esse diálogo
é muito diferente do que a gente vê por aí. Até mesmo nos filmes, livros e
séries voltadas para o público jovem, quando um casal está disposto a provar o
seu amor, eles se entregam a paixão e chegam “nos finalmente”. Mas diferente do
que podem pensar, o amor não está sendo provado neste ato. O que se prova
quando não conseguem esperar, quando não conseguem guardar a distância, quando
não suportam o sacrifício é que são pessoas incapazes de controlar seus
instintos, assim como um animal no cio. E, por ser solteiro (a), o corpo do
outro não me pertence e quando eu me uno ao outro no ato sexual, eu estou
roubando o seu corpo.
Sabemos que nosso corpo é
templo do Espírito Santo e o preço do nosso corpo é o sangue de Cristo
derramado na cruz. “Ou não sabeis que o
vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de
Deus?... e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos? Alguém pagou alto preço
pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo” (1Cor 6,
19-20). Padre Lodi ainda diz no seu livro que a fornicação é parecida com um sacrilégio
porque ela profana a união sexual onde a vida é gerada.
Eu não sei se vocês
sabem, mas a palavra sacrifício significa tornar algo sagrado. Quando eu digo
não ao sexo antes do casamento, quando eu me sacrifico para que isso não
aconteça, estou cultivando a sacralidade do sexo e cultivando a sacralidade da
vida. Já falamos aqui que o ato conjugal é onde homem e mulher se completam
mutuamente e exprimem seu amor e através dessa expressão de amor, eles são capazes
de gerar vida.
Então, moças e rapazes,
quando alguém pedir uma prova amor de vocês, lembrem-se que a maior prova que
podemos dar ao outro do nosso amor por eles é o próprio céu. Só que o céu é dos
violentos (cf. Mt 11, 12)! Pode ser que aconteça que você precise deixar um
grande amor ir embora afim de ofertar esse céu para ele, assim como aconteceu
com a autora do texto que eu citei lá no início.
Há um horizonte pra alcançar
Há um oceano pra navegar
Com lutas e perdas
Com dores e cruz
Este horizonte parece longe
Mas pra alcançar preciso entrar
no mar e avançar a cada dia
Determinada decisão!
Só o amor faz mover a minha vida
Em direção a santidade
O reino dos Céus é dos violentos
Só por amor ao meu Senhor tomo minha cruz
E crucificado amar Jesus
Há um horizonte pra conquistar
Tenho pra mim que os sofrimentos
Da presente vida não tem proporção
Com a glória futura que os santos já vivem
Determinada decisão!
(Mariana
Neves – Minions Católicos)

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