Meditando os mistérios gloriosos: a vida de Jesus por meio de Maria

“Maria é o caminho para os mistérios de Cristo, os quais são compreendidos somente na oração” (Dom Geraldo Majella).

Amadas e amados de Cristo, neste mês o qual rememoramos a importância do Santo Rosário, iremos meditar os mistérios gloriosos. Retomando a epígrafe deste texto, é essencial que analisemos o quanto Maria, é medianeira de graças, para que, através de uma vida de oração, compartilhemos dos mistérios de Cristo. “Deus a fez uma criatura singular, concebida sem pecado original, e em toda a sua vida isenta de pecado pessoal. Cumulou-a de graças. Associou-a ao próprio Filho para realização de nossa salvação. A tradição constante da Igreja, desde o início, soube contemplar a ternura de Deus, dando-nos também como mãe adotiva à mãe de seu Filho” (Dom Geraldo Majella).
Mas, por vezes, compreendemos o significado da palavra mistério como algo inacessível, o qual a nossa capacidade humana não consegue entender; no entanto, “[...] o termo mistério, em sua etimologia, vem do grego ‘myein’ que significa revelar, mais o sufixo ‘térion’ que significa o lugar ou modo em que se realiza a ação significada. Desejo falar do mistério de Deus que quer se comunicar a nós” (Dom Geraldo Majella). Portanto, através dos mistérios do Santo Rosário, o Senhor deseja nos revelar a sua vontade em nossa vida, enquanto realidade da salvação.
Os gloriosos contemplam Cristo ressuscitado, o que significa compromisso na renovação de todas as coisas. Sobre isto, nos fala São João Paulo II: “A contemplação do rosto de Cristo não pode deter-se na imagem do crucificado. Ele é o Ressuscitado!” (Novo Millennio Ineunte in RVM23). Diante disso, é necessário compreendermos que, na vida cristã, passaremos por cruzes, mas almejando a ressurreição, as glórias que se constituirão em nossa vida. Que por meio da intercessão de Maria, possamos contemplar os mistérios do Rosário conscientes de que estes nos conduzem a uma maior intimidade com o Amado que é Cristo.
“O rosário, em cada Ave Maria recitada, é como o eco de Deus em uma onda que bate na praia. É como a mão da mãe sobre o berço do menino, como o sinal de um abandono de todo raciocínio humano sobre a oração para aceitação definitiva de nossa pequenez e de nossa pobreza. O rosário é um ponto de chegada, não um ponto de partida. Normalmente é uma oração da maturidade espiritual. É a oração contemplativa do Espírito” (Carlo Carreto, Cartas do Deserto).

Manuela Evangelista - Minions Católicos

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