O amor verdadeiro...

“O amor verdadeiro… é exigente. Mas sua beleza reside precisamente nas exigências que ele faz. Somente aqueles capazes de fazer exigências sobre si mesmos em nome do amor podem, então, exigir o amor dos outros” (São João Paulo II)

Olá, meninos! Hoje vamos falar de amor aqui no blog. O texto de hoje é voltado principalmente para aqueles que são chamados ao matrimônio. Aaahh, que fofura!! Acredito que muita gente sonha com aquele amor arrebatador, aquele amor de filme de Hollywood, que faz aquela reviravolta na nossa vida, certo? Mas o que vem a ser esse tal amor verdadeiro?
Tenho certeza que vocês já ouviram falar em algum momento da vida que o nosso maior exemplo de amor é o próprio Cristo. Tem uma pregação de Dom Henrique Soares, bispo de Palmares/PE, que ele define muito bem o que é amor. Ele diz assim: “o amor verdadeiro morre pelo amado”! Pesado, né?! Vou explicar melhor.
Vocês sabiam que esse amor verdadeiro possui quatro características? São João Paulo II, em sua Teologia do Corpo (TdC), nos explica que o amor verdadeiro é livre, fiel, total e fecundo. Se o que sentimos não tem uma dessas características, não é amor, é qualquer outro sentimento. Vou explicar cada uma dessas características:
O amor é livre porque a pessoa escolheu amar. Ninguém pode exigir do outro amor, não tem como impor esse sentimento. Além disso, o amor é livre porque ele é incondicional, ou seja, eu não amo porque o outro me ama, ou porque ele faz algo por mim. Eu amo porque escolhi amar.
O amor é fiel porque exige entrega a apenas uma só pessoa. Pensem no “trabalho” que dá para conhecer uma pessoa, saber dos gostos, saber o que faz ela feliz... Exige dedicação e muita energia, não é mesmo? É inviável querer se entregar a uma pessoa e buscar uma outra ao mesmo tempo.
O amor é total porque eu não posso me entregar só pela metade para uma outra pessoa. É necessário que a pessoa se doe por inteiro, assim como Cristo fez pela Igreja: “O amor de Jesus Cristo à Sua Igreja é total, tendo amado os Seus amou até o fim”.
O amor é fecundo porque gera vida. A partir do ato conjugal, o ato concreto de amor entre os esposos, um novo ser é gerado. Todo casal deve ser aberto para a vida. Evan Lemoine disse em uma pregação sobre a TdC, na Canção Nova que quando não existe essa abertura para a vida, o ato conjugal entre os esposos será um tipo de masturbação assistida.
Vocês conseguiram perceber alguma semelhança nisso tudo com os votos matrimoniais? É exatamente com isso que os esposos se comprometem no altar. “Vocês vieram aqui por livre e espontânea vontade”, o padre pergunta, “para darem-se um ao outro sem reservas? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Vocês prometem receber com amor os filhos que Deus vos der? ”. Lindo isso, não? A própria Igreja nos dá a fórmula para viver o verdadeiro amor.
Aí você deve estar se perguntando como faz para viver esse amor verdadeiro, com essas quatro características, se você ainda está só namorando... Não é óbvio? A castidade!
Na castidade aprendemos a viver o amor de forma livre porque não estaremos com o outro só pelo o que ele pode nos oferecer. Aprendemos a viver a fidelidade porque se guardamos o nosso corpo para o nosso cônjuge, saberemos nos guardar em outras situações. Aprendemos a amar na totalidade porque estaremos dispostos a compartilhar todas as coisas, sem egoísmo. E, na castidade, o amor é fecundo porque quando me preocupo em levar o outro para o céu, também estou gerando nela vida.
  O que a gente tem visto por aí é muita gente vivendo o amor de forma equivocada. Vemos casos de pessoas que buscam no outro a sua satisfação sexual, de pessoas que se permitem serem usadas em busca de um pouco de afeto. “O amor humano não tolera a ‘experiência’” (CIC §2391). Não dá para ficar brincando de fazer do outro o nosso objeto, o nosso brinquedo.
Sabem a pregação que eu falei a pouco? Está aqui o link caso alguém se interesse. Vale muito a pena gastar um pouco do seu tempo: https://www.youtube.com/watch?v=Gguxk103OJM .
Que nós possamos abrir os nossos corações e pedir a Deus a graça de viver o amor na sua forma pura e verdadeira.
Deus nos abençoe!


(Mariana Neves – Minions Católicos)

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