Ainda falando sobre o amor...

“O justo direito de uma pessoa é ser tratada como um objeto de amor, não como um objeto de uso” (São João Paulo II)

Olá, meninos e meninas! Na semana passada nós falamos aqui no blog sobre as quatro características do amor verdadeiro. Ainda nessa “vibe” sobre o amor, vamos falar de algo que está muito comum nos nossos relacionamentos que é o uso e o descarte. Antes de eu explicar, vou exemplificar um pouco para que vocês possam entender.
Enquanto eu pensava sobre o que escrever essa semana para vocês, me veio uma canção da dupla Jorge e Mateus na cabeça. Ela diz assim: “Parece um beija-flor que vai de boca em boca por aí. E suga todo meu amor e quando enjoa põe um fim...”. Já passou pela experiência de se sentir usado pelo outro ou de usar o outro? Eu já! É péssimo...
Como eu venho repetindo nos meus textos, acontece muito de as pessoas buscarem se relacionar com o outro como uma forma de suprir suas carências e prazeres. Isso tem sido um comportamento usual do homem contemporâneo. Não é algo que começou agora, mas o homem de hoje em dia tem consciência do seu comportamento. Mesmo não sendo algo novo, é algo que deve ser combatido.
Zygmunt Bauman, um filósofo polonês, vai dizer em seu livro “Amor líquido” o seguinte: “A superficialidade das relações humanas gerou um conjunto de laços e indivíduos descartáveis... É um amor a partir do padrão dos bens de consumo: mantenha-os enquanto eles trouxerem satisfação e os substitua por outros que prometem ainda mais satisfação. Na sua forma ‘líquida’, o amor tenta trocar a qualidade por quantidade – mas isso nunca pode ser feito. É o amor um espectro de eliminação imediata e, assim, também de ansiedade permanente, pairando acima dele”.
Como eu citei no texto da semana passada, o amor humano não tolera experiências. A mesma música que eu citei lá no começo do texto vai dizer assim: “voa, beija-flor, vai dar seu amor para quem não te conhece. Sai da minha vida, você não me merece”. Mesmo que não seja a melhor referência de música, nela a gente pode perceber claramente que ninguém gosta de ser usado por outra pessoa. Seja por um colega de sala que busca a nossa amizade para conseguir se dar bem nas provas e trabalhos, seja por alguém que usa o outro para satisfazer suas carências sexuais, ninguém quer ser objeto de uso do outro.
É claro que ninguém é perfeito, todos nós carregamos em nossa personalidade alguns aspectos provenientes até mesmo da criação que recebemos de nossos pais, mas é muito importante que busquemos ter uma maturidade afetiva em nossos relacionamentos, é importante buscarmos a cura das nossas feridas.
O texto de hoje é curto, pois é só uma complementação do texto da semana passada.
Que Deus nos conceda a graça de tratarmos as pessoas como objetos de amor, como filhos de Deus, criados a imagem e semelhança d’Ele.
Deus nos abençoe!


(Mariana Neves – Minions Católicos)

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