“Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de
toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante
do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, e bradavam em voz alta: ‘A
salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro’” (Ap
7, 9-10).
No decorrer do nosso ano litúrgico celebramos em ação de graças pela
vida de inúmeros santos, os quais a Igreja Católica reconhece. Então, para que
um dia destinado à Festa de Todos os Santos? Você já se questionou quantas
pessoas nós desconhecemos, mas que contemplam a glória de Deus em santidade? Ou
ainda, quantas pessoas você conhece que estão no céu em santidade? Pois
então... É por estes santos, mártires, cristãos que se doaram em prol do
projeto de Cristo que celebramos a Festa de Todos os Santos, “no dia 1º de
novembro” fazendo “memória àqueles que estão diante da visão
beatífica de Deus, intercedendo por nós sem cessar” (Sandro Arquejada).
“A origem da festa de todos os santos
vem desde o século IV, onde se celebrava em Antioquia festa por todos os
mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. No ano de 835, esta
celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro (Professor
Felipe Aquino)”. No Catecismo da Igreja Católica parágrafo 946 define-se a
Igreja como “a assembleia de todos os santos”,
portanto, somos convidados a viver/buscarmos a santidade aqui na terra,
experimentando nela, um pouco do céu. O parágrafo seguinte complementa: “Uma vez que todos os crentes formam um só
corpo, o bem de uns é comunicado aos outros […]. O bem de Cristo é comunicado a
todos os membros” [da Igreja] (CIC 947).
Do mesmo modo que somos chamados a
santidade, somos também chamados a intercessão. Deus coloca em nosso caminho
pessoas às quais precisamos interceder e auxiliá-las em sua caminhada de
santidade e, consequentemente, na nossa vida enquanto cristãos. Assim, são os
santos que hoje experimentam a glória, pois como bem nos disse São Jerônimo: “Se os
Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda
necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora
que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Serão menos poderosos
agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida
de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E
depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor
daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil.
6).
Todos nós, enquanto membros da Igreja somos
“os seus discípulos que peregrinam na terra
(nós vivos); outros, terminada esta vida, são purificados (almas no
purgatório); enquanto outros são glorificados, vendo claramente o próprio Deus
trino e uno, como Ele é” (CIC 954). As almas, nos três estados da Igreja,
podem alcançar graças umas pelas outras. “A
união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de
maneira alguma se interrompe; pelo contrário, […] vê-se fortalecida pela
comunhão dos bens espirituais” (CIC 955).
Portanto, a santidade é uma vocação. O chamado primeiro de todo cristão
batizado. “Em
santidade, sobre a terra eu devo andar e romper com as trevas” (Em santidade –
Ministério Adoração e Vida). Precisamos
compreender que, a santidade é constituída por degraus e, o fim da escada é o
céu. Tendo os santos como exemplo e, em especial, nossa Mãe Maria, devemos
permitir que frutifique em nós as virtudes necessárias para fazermos da nossa
vida terrena uma experiência de céu. Que possamos a cada dia suplicar em nossas
orações: “Eu quero ser santo; E não vou
desistir; Eu quero ser santo; E contigo eu vou conseguir; Eu quero ser santo; E
irei proclamar; Que a santidade é a vontade de Deus pra mim” (Vou vencer –
Emanuel Stênio).
Manuela
Evangelista – Minions Católicos

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