E aí, meus queridos
amigos. Tudo bem com vocês? Que a paz de Cristo esteja conosco!
Sabemos que a principal
causa de aflição nos corações de nossos jovens hoje em dia é o amor. Seja a
falta do amor, seja a dificuldade em encontrar alguém que se assemelhe a José
ou Maria ou seja até mesmo um amor mal vivido nos causam dor no coração.
Sabemos que conversas que giram em torno de relacionamentos amorosos permeiam
os diálogos de todos nós. É inevitável. Você já falou sobre seu relacionamento
ou sobre seu desejo de se relacionar com alguém para Deus em suas orações. Você
já entregou seu coração cansado de sofrer por amor à Deus. Você já entregou
seus sonhos de encontrar seu José ou sua Maria para Jesus nos momentos de
oração pessoal. Você já entregou suas dores de amor quando achava que não podia
mais. Como escrevi no texto da semana passada: a dor, no amor, é natural e
inevitável!
Porém, o que mais aflige
os homens de mulheres nos dias de hoje é a carência. A necessidade de ser amado
e a necessidade de se sentir amado do jeito como você deseja é uma realidade
constante. Não basta uma outra pessoa te amar. É preciso que esse outro alguém
demonstre o amor que diz sentir num jeito que você julga ser ideal. A partir
dessa demonstração de amor, é que você se sente confortável e amado. Somos
carentes excessivamente. Não temos fome e sede de justiça, como diz a Palavra
de Deus em Mateus 5,6. Temos fome e sede de amor. Todos nós queremos ser amados
e nos sentir amados pela outra pessoa. Todos nós queremos ver o amor.
Nesse aspecto, diante da
nossa necessidade em sermos amados e nos sentir amados, nos aprisionamos.
Preferimos ficar com pessoas que não nos elevam, pessoas que não nos amam como
nós merecemos em detrimento de ficarmos sozinhos. Aquele velho ditado que diz:
“antes só do que mal acompanhado” nem sempre é praticado. Por muitas vezes,
preferimos manter um relacionamento quebrado, sujo e que não tem perspectiva
futura porque temos medo de sofrer com término e temos medo da solidão. Muitas
vezes, preferimos um amor mal-amado do que ficarmos sozinhos. Muitas vezes,
preferimos ter alguém do nosso lado como companhia nos momentos difíceis do que
ficarmos sozinhos para enfrentarmos a tempestade. Continuamos a viver
relacionamentos fadados ao fracasso ao invés de termos a coragem suficiente de
rompermos com isso! Somos hipócritas porque não temos coragem de acabar com
aquilo que já teve o fim decretado há tempos, mas nós não admitimos isso para
nós mesmos! Nós nos acostumamos e ficamos mal acomodados. Preferimos deixar “do
jeito que tá” ao invés de termos coragem de romper com isso. Ficamos
aprisionados em nosso comodismo ao invés de termos força para quebrar esse laço
que nos aperta.
A grande verdade é que as
vezes nos relacionamos com pessoas que não nos levam para o céu justamente por
causa da carência. Entregamos muitas vezes nossos corações e até mesmo o nosso
corpo para pessoas que não merecem, que não são dignos! Nos entregamos a bocas
que vão nos esquecer em poucos minutos, quiçá daqui a pouco tempo. Vivemos
relacionamentos que tem prazo de validade decretado; nós só não admitimos isso
para nós mesmos.
Preste atenção nisso: nós
temos relacionamentos nas nossas vidas que não são laços de amor! Você vive
relacionamentos em que o amor inexiste e você insiste nisso! Nós não temos
muitas vezes laço de amor. Sabe o que temos?? DEPÊNDENCIA AFETIVA!
Somos dependentes
afetivamente de ter alguém! E não temos a coragem de romper e nos libertar de
relacionamentos que nos oprimem, que nos humilha, que nos afasta de Deus, da
Igreja, dos amigos, da família. Se você vive um relacionamento mais ou menos,
termine! Você não foi feita para viver mais ou menos. Jesus disse: “Eu vim para
que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João 10, 10). Pense nisso: as
vezes, o que você vive não é vida plena. É uma vida mais ou menos. Vida plena é
quando você vive inundada no amor. Seja no amor de Deus ou mesmo no amor
próprio, que também emana de Deus. Vida plena não é uma vida na qual você
mendiga amor por aí. Não é uma vida na qual você vive procurando seu príncipe
encantado em qualquer esquina ou pelos aplicativos por aí.
Precisamos romper com
aquilo que é fracassado. Precisamos nos libertar dessa necessidade de amor dos
outros que nos escraviza. Precisamos romper com relacionamentos que não tem
futuro. É preciso sair da escravidão desse amor mais ou menos. Precisamos sair
do Egito e ir em direção à Terra Prometida, tal como o povo do Israel.
Porém, é necessário ser
verdadeiro com você que está lendo esse texto agora: não vai ser fácil! Quando
terminamos um relacionamento, por pior que este relacionamento esteja, vai
doer! Pensamos que vamos morrer e que não vamos aguentar. Isso é fruto da
dependência afetiva da outra pessoa.
Quando o povo de Israel
saiu do Egito em direção à Terra Prometida passando pelo Deserto, liderados por
Moisés, eles enfrentaram dificuldades. O povo estava apreensivo quando se
encontraram diante do Mar Vermelho. Atrás, estava o exército do Faraó que se
aproximava deles. À frente, estava o Mar Vermelho. O povo, nesse imbróglio,
ficou preocupado. Como escapariam? Diante o Mar e atrás as tropas inimigas.
Eles já começaram a duvidar dos planos de Deus quando saíram do Egito. Agora
corriam perigo de vida! Antes tivessem ficado na escravidão do que passar por
essa dificuldade. Tanto é que o povo BRAVO questiona à Moisés dizendo: “Por que
nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito? (Êxodo 14,11). Ah, irmãos! Quantas
vezes pensamos desse modo? Preferimos ficar vivendo na escravidão do Egito do
que enfrentar o Mar Vermelho. O mais interessante nessa passagem (Êxodo 14,
5-31) é que Deus não promete nada à Moisés. Deus não anuncia o que fará. A
ÚNICA coisa que Deus fala à Moises é: “Dize aos filhos de Israel que marchem”
(Êxodo 14,15). Portanto, Deus nos exorta: marchem! Ou seja, caminhem. Mesmo
diante das dificuldades, caminhe. Saia da escravidão do seu relacionamento que
não vai terminar no altar! Caminhe. E se enfrentar a solidão, se enfrentar a
dificuldade, Deus abrirá o Mar Vermelho para que você possa passar a pé enxuto!
(Êxodo 14, 22). Acredite nisso!
Mas sabe o que ainda é
pior? As recaídas!
Quando terminamos um
relacionamento, por pior que ele seja, uma hora ou outra surge aquela famosa
recaída. Sempre pesamos: será que fiz a coisa certa ao terminar? Será que não
era melhor ter ficado com aquele (a) embuste do que ter que ficar sozinho (a)?
Ah, irmãos! Acredite! A
libertação é sempre melhor. Tal como o povo teve que atravessar o deserto para
chegar à Terra Prometida e no meio do deserto eles até mesmo queriam voltar,
nós somos assim. Muitas vezes queremos voltar à escravidão do que viver o
deserto mesmo. O povo de Israel enfrentava dificuldades no deserto e eles
queriam voltar à comer as cebolas da escravidão (Números 11, 4-6). O povo reclamava,
pois, só tinham o maná para comer. O povo reclamava também pois achava que a
Terra Prometida não chegava nunca! Ah, amigos. Preferimos chorar pelas cebolas
do que comer o pão descido do céu. Reclamamos de viver o deserto! Mas a verdade
é que nós não conhecemos os planos de Deus! Deus tem planos infinitamente
melhores para nós. Portanto, não se contente com as cebolas. Tem um banquete
inteiro esperando por você (Salmos 23, 5).
E sabe por que você quer
voltar às cebolas? Sabe por que você quer voltara a viver um relacionamento
ruim? Não é porque você sente amor. Não é isso! É porque você é dependente
afetivamente! É porque você não tem coragem de renunciar!
Isso que você vive no seu
relacionamento não é amor! É uma cilada. É um pseudo amor. Você não foi feito
para o pseudo amor. Você foi feito por amor e para amar. Como disse o Papa
Francisco: “O homem é filho de Deus, que é Amor, e que ele foi feito por amor e
para amar. O reencontro da vocação do homem ao Amor, razão de sua vida, é
urgente e necessário”. Nesse sentido, o papa Bento XVI ainda afirma: “Fomos
criados para amar. A Bíblia intui isto quando afirma que fomos criados à imagem
e semelhança de Deus: fomos feitos para conhecer o Deus do amor, o Deus que é
Pai, Filho e Espírito Santo, e para encontrar a nossa realização plena naquele
amor divino que não conhece início nem fim”. Foi por amor que Deus nos criou e
por amor que Ele quer te ver feliz e livre. “Pois se o homem existe, é porque
Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só
vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar
ao seu Criador” (CIC nº 27, GS 19,1).
Você foi feito (a) para
um Amor Maior! Não para um amor qualquer!
Não se contente com um
relacionamento mal vivido! Rompa com isso! Tenha coragem de se libertar. Como
diz o Padre Fábio de Melo: tenha coragem de viver o desconforto da renúncia. Só
assim poderá chegar a viver o deserto e chegar à Terra Prometida!
Quando um amor mais ou
menos for embora da sua vida, Deus lhe dará o amor que você merece!
O amor é aquele que ajuda
a lhe enfrentar o deserto. E ele será dado a você quando você tiver a coragem
de viver o deserto. Rompa e encontre o amor de Deus!
“Para
liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos
submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl. 5, 1)
(Wesley
Fernandes Fonseca – Minions Católicos)

Comentários
Postar um comentário
Fale conosco através do email: minionscatolicos@gmail.com