“O justo crescerá como
palmeira, como o cedro do Líbano se elevará; plantados na casa do Senhor,
crescerão nos átrios do nosso Deus. Mesmo na velhice darão frutos, serão cheios
de seiva verdejantes”. (Sl 92, 13-15)
Olá, meu povo! Quem
está de férias aí?! Eu não L! Enfim, para quem gosta de
tranquilidade, essa semana o blog oferece algumas sugestões de filme e eu
trouxe uma dica bem legal! Eu gostei muito desse filme, dos personagens e do
que ele me fez refletir depois! Sempre assisto, pois filmes assim me inspiram,
me acalmam, causam uma sensação boa. Sabe aqueles filmes que não são dramáticos,
mas você se emociona, não são comédias, mas você ri, tratam das coisas de uma forma
sutil e abordam tudo numa coisa só: é esse!
O filme “O senhor
estagiário” ou “The Intern”, lançado em 2015, conta a história de todo mundo,
mas centra nos personagens Ben (Robert de Niro) e Jules Oustin (Anne Hathaway).
Ben é um senhor de 70 anos, viúvo, tranquilão e aposentado, um senhor bacana.
Jules é a típica mulher moderna, tem filha e marido e trabalha fora, é a
fundadora de uma empresa de roupas inovadoras e de grande sucesso, a vida dela
é uma correria. Os dois se encontram porque Jules decide abrir vagas de estágio
para idosos aposentados, ela gosta de inovar e de aproximar as pessoas da
empresa dela com a realidade. No entanto, ela não faz ideia de como encaixar
Ben em sua empresa e até ignora ele por um tempo – “Tira a angústia do teu coração e
afasta o mal do teu corpo, pois a adolescência e a juventude são vaidade”. (Ed
11,10) – no entanto, a sabedoria do
homem velho e o modo como ele enxerga as coisas faz Jules alterar sua
concepção, e Ben conquistar todos no trabalho com a sua amizade e os seus conselhos
preciosos – “A sabedoria não se encontra nos cabelos
brancos? E a prudência, não está nos anciãos? Ora, é em Deus que está a
sabedoria e a força: ele tem o conselho e a inteligência”. (Jó 12, 12-13).
Foram coisas como essa
que me encantaram no filme: amizade, modelos de vida, sabedoria. Tudo isso
sendo vivenciado com um choque de gerações, de realidades e concepções de vida,
isso é o mais incrível. Perceber um senhor de 70 anos, que tinha tudo para
gozar a sua velhice e aposentadoria – “Compreendi, então, que nada de bom existe
senão alegrar-se e fazer o bem durante a vida. Pois todo aquele que come e bebe,
e vê o fruto do seu trabalho, isso é dom de Deus”. (Ed 3, 12-13) – se
aventurar no mercado novamente com pessoas tão jovens e formatos diferentes de
trabalho, encontrar um novo amor e fazer as pessoas perceberem a importância de
estar com o outro, ser para o outro e viver um dia de cada vez da melhor e mais
devagar forma possível. “Não é bom agir sem reflexão; quem anda
apressado acaba tropeçando. A insensatez faz a pessoa tropeçar e ela, depois,
se exaspera contra Deus”. (Pv 19, 2-3).
E assim, Jules é
conquistada pela paciência, pela disposição e pela atenção de Ben, numa cena
ela diz que não sabe o que ele tem que a faz sentir mais calma, mais centrada – “tu, porém, ó homem de Deus, foges destas
coisas, procura antes a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a constância e a
mansidão” (1Tm 6,11). Eles se tornam verdadeiros amigos ao ponto de ele
encorajar a jovem em seu casamento e na condução de sua empresa, fazendo-a
perceber o seu potencial, escondido por algumas dificuldades e incertezas tanto
na sua vida profissional quanto íntima – “se um cair, será apoiado pelo outro”. (Ed
4, 10).
Ben mostra ser um homem
de valor, de grande experiência e muito sábio, de grande ajuda para seus amigos
e para a sua chefe. Superou as expectativas de todos com a sua velhice –
“Lembra-te dos teus tempos antigos, considera os anos de cada geração! Pergunta
a teu pai e ele te ensinará, a teus avós e eles te dirão”. (Dt 32, 7) –
e foi capaz de estar entre pessoas tão diferentes sem deixar de ser ele mesmo e
ainda fazer notar a verdadeira essência da vida: o valor de um homem sábio.
“A sabedoria, porém,
onde se encontra? Qual é o paradeiro da inteligência? O homem não sabe qual a
sua estrutura, e ela não se encontra neste mundo. Diz o abismo: ‘ela não está
em mim’, e o mar responde: ‘não está comigo’. Ela não se compra com o ouro mais
fino, nem se troca a peso de prata; não se paga com o ouro do Ofir, nem com a
pedra mais preciosa ou a safira”. (Jó 28, 12-16).
Espero que assistam e
se encantem! Vale a pena conferir essa dica! A paz esteja com vocês! Boas
férias!!!
Nayra
Alberto – Minions Católicos

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