E aí, meus queridos
amigos. Tudo bom com vocês? Que a paz do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja
sempre em nossos corações. Certamente, se você está lendo este texto, já
frequentou em algum momento, a Igreja de Cristo. Ou talvez você ainda frequente
e faça parte de algum movimento, grupo, serviço, pastoral ou atividade dentro
da Igreja. Acredito que você que está lendo esse texto conhece a vivência
dentro da Igreja. Você tem histórias para contar de sua participação, de como
são suas reuniões, seus grupos. Você tem histórias para nos contar a respeito
de episódios marcantes que você levará para o resto de sua vida. Você, através
da participação na Igreja, fez amigos incríveis, você conheceu pessoas maravilhosas.
Você chorou, você sorriu, você viveu.
Porém, todos nós que
estamos na Igreja, em prol da construção do Reino de Deus, passamos por
momentos de tempestade. Em determinados momentos, quando enfrentamos as
tempestades, podemos sentir que a tempestade é grande demais e que irá afundar
o nosso barco. E até mesmo parece que Jesus demora a acalmar essa temerosa
tempestade (Mateus 8, 23-27; Lucas 8, 22-25). Quando estamos lutando para
auxiliar Jesus na propagação de seu Evangelho, tal como dito a seus discípulos
(Marcos 16, 15), sabemos que enfrentamos inúmeras dificuldades. A grande
verdade é que não é fácil viver dentro da Igreja. A vida dentro da Igreja é
muito mais difícil. Nós não participamos da Igreja por ser o mais fácil!
Participamos porque é dentro da Igreja que encontramos a felicidade. Santo
Agostinho nos diz que “a busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com
Deus é a própria felicidade”. Portanto, só seremos felizes quando encontramos
verdadeiramente a Deus. E não há lugar mais propício e adequando para
encontra-Lo senão dentro da Igreja! É na Igreja, casa do Senhor, que
encontramos a felicidade, pois encontramos a Deus. Mas, para viver em seus
átrios, devemos renunciar a muitas coisas. Renunciamos muitas vezes ao convívio
de nossas famílias, renunciamos um tempo que poderíamos estar fazendo outra
coisa, renunciamos os prazeres mundanos em prol da conquista celeste.
Mas, no momento onde a
dificuldade pesa e nossas forças parece serem pequenas demais para prosseguir
na caminhada, achamos que nada vale a pena. Achamos que todas as renuncias que
escolhemos fazer foram em vão. Achamos que toda a luta, toda caminhada dentro
da Igreja não tem sentido algum. Diante de alguma briga, de uma discussão, de
um desentendimento dentro do grupo, do ministério, do serviço, da Pastoral
temos um imenso desejo de abandonar o barco. Em muitos momentos, temos
predileção pela opção mais fácil: a saída.
Isso pode ser
interpretado como um momento de fuga, no qual fugimos de nossas convicções para
nos afastarmos dos problemas que nos atingem. Porém, em muitas vezes, nos
perdemos em nossas convicções e sentimentos. Ficamos magoados, ressentidos e
não queremos mais “pisar na Igreja”. Juramos de pés juntos que não voltaremos a
participar mais dos movimentos devido ao nosso grau de frustração. Achamos que
estamos fazendo o certo....
Entretanto, irmãos, o
serviço para a Igreja implica em superarmos as dificuldades. A Igreja precisa
de você, mas sobretudo precisa que você supere essas dificuldades.
Muitas outras vezes,
tomado de nossos problemas, em alguns casos problemas espirituais, temos o
forte impulso de deixarmos a Igreja, talvez porque Deus parece não estar
ouvindo suas preces. Já ouvi, inúmeras vezes por aí, que quanto mais você vai à
Igreja, mais provações aparece. Certamente você também já passou por situação
semelhante. Nós temos a pretensão de achar que se nós estamos dentro da Igreja,
servindo e participando, nós estaremos imunes aos problemas da vida e livres de
todo o mal. Nós achamos que ao adentrarmos para o serviço de Deus, nossos
problemas, magicamente, somem e desaparecem.
Mas a realidade é
diferente. O que na verdade acontece é que quando entrarmos para a Igreja,
certas situações acontecem justamente para que possamos fortalecer a nossa fé!
Nossa fé será provada em obras, e não simplesmente em palavras (Tiago 2, 26). A
nossa fé, em obras, também é demonstrada na permanência na Igreja apesar das
adversidades.
Devemos perseverar
sempre. Mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo quando não sentimos mais capazes.
Infelizmente, os dados estatísticos provenientes dos relatórios do IBGE
demonstram que o número de pessoas que se declaram católicos sofreu um declínio
vertiginoso nos últimos anos. Muitos jovens, amigos nossos, já não participam
mais. Deixaram de participar. Perdemos um soldado no exército de Cristo.
O desânimo, a
desesperança, os ressentimentos, as brigas, as mágoas superam a perseverança, a
luta, a fé e acabam afastando muitos jovens de nossa Igreja. Nós não podemos
aceitar isso de modo passivo e achando que isso é normal. Devemos prosperar e
ajudar os irmãos, através de orações e da caridade, a permanecerem no caminho
do Senhor.
Tenhamos a convicção que
o Senhor nos ame e Ele nos quer próximos. Ele nos dá prova disso quando sai à
procura da ovelha perdida (Lucas 15, 4). Deus nos quer próximos e nos resgata
para junto de Si, tal como dito ao profeta Ezequiel “A perdida buscarei, e a
desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei”
(Ezequiel 34:16).
Deveríamos ser tal como
os soldados americanos em guerras. Eles adotam o seguinte bordão: “Não ficará
ninguém para trás”. Vemos muito claramente isso demonstrado no filme “Até o
último homem” de 2016. Nós não deveríamos deixar ninguém para trás, ninguém
caído, ninguém deixar a Mãe Igreja! Devemos ser transformados por Deus e não
sermos do mundo, e não deixar os irmãos saírem da Igreja (Romanos 12, 2)
Isso é ser cristão.
Cristo não deixou que a Igreja abandonasse Pedro após sua morte. Pedro, aquele
que negou Cristo por três vezes, havia abandonado a vida cristão e regressado à
vida de pescador. Porém, ele, posteriormente, confessa que ama à Jesus e volta
para Ele (João 21, 1-23). Jesus foi claro ao dizer que queria que Pedro, aquele
que o negou, o traiu, seguisse o Mestre.
É difícil permanecer na
Igreja, é claro. A perseverança é uma virtude na qual temos que rezar e pedir
ao Espírito Santo manifestar em nós. Santo Tomás de Aquino afirma que a
perseverança é uma virtude. Santo Agostinho é capaz de afirmar: de ninguém
podemos dizer que tem a perseverança, enquanto vive, se não perseverar até à
morte. Logo, a perseverança é uma virtude. Mas não podemos nos afastar do seio
da Igreja.
A Palavra é muito clara
ao nos afirmar em Eclesiástico 2, 1-3:
“Meu
filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no
temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com
paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no
tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com
paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça”.
Portanto, o serviço à
deus não é fácil, mas devemos permanecer firmes n’Aquele que nos chamou.
A exortação é claríssima:
“Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua
misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais” (Eclesiástico 2,
7)
Sei que é difícil, sei
que terão momentos em que nós vamos querer desistir. Mas não podemos nos
afastar da Santa Madre Igreja Católica. Não desanime, não deixe se levar por
mágoas ou desentendimentos. Não deixe abater diante da dificuldade.
Nossa vida deve ser
consumida no seio da Igreja. Só assim seremos felizes, irmãos! Santa Teresinha
nos diz: “são felizes as vidas que se consumirem no serviço da Igreja”. Devemos
nos consumir de amor dentro da Igreja em virtude do chamado de Cristo à cada um
de nós. E essa é a maior vontade de Deus. Lembremos sempre o que Santo Afonso
de Ligório nos diz: “Fazer a vontade do Deus é fazer o que Deus quer e querer o
que Deus faz”!
Deus nos chama. Não
desistamos. Você é peça fundamental para a Igreja de Cristo. Tanto é que Cristo
escolheu você para servir! Sem você, a Igreja não seria a mesma coisa. Como
dito por Santa Teresa de Calcutá: “eu posso contribuir apenas com uma gota de
água para o oceano, mas com a minha gota, ele jamais será o mesmo”
Dê sua gota. A Igreja
precisa de ti! Não saia de perto de sua Mãe, a Igreja Católica Apostólica
Romana!
(Wesley
Fernandes Fonseca – Minions Católicos)

Comentários
Postar um comentário
Fale conosco através do email: minionscatolicos@gmail.com