“O nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti” (Santo
Agostinho)
Olá, meus queridos
amigos. Como estão? Espero que tudo esteja na Santa paz de Deus. Estamos na
primeira semana da quaresma. O tempo de conversão. Estamos em um tempo propício
para o Jejum, a penitência e a oração. Tempo esse que deve ser vivido “Coram Deo” (Diante de Deus, perante
Deus).
São Paulo em sua carta
aos Coríntios diz: “Portanto, quer comais,
quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
(1 Co 10.31). Esse é um tempo em que devemos oferecer à Deus sacrifícios,
sacrifícios esses que não nos servirá para o bem próprio, mas para Deus. É costume
na quaresma abdicarmos de muitas coisas, coisas essas que muitas vezes não
vivemos sem. Deixamos o chocolate de lado, deixamos o refrigerante, coisas que
estão em nossa vida todos os dias, mas do que nos servirá isso se não fizermos
para Deus? E mais, do que adiantará esses sacrifícios se o fizermos diante dos
outros e não diante de Deus?
Hoje,
quero que vocês reflitam comigo: Estou fazendo algum tipo de penitência? Se
estou, para que estou fazendo? A penitência deve vir acompanhada de boas ações
e de orações. De nada adiantará a penitência se o nosso coração e as nossas
atitudes continuarem a serem os mesmos. A penitência serve para que consigamos
sair de nós mesmos e nos encontrarmos com Deus. Por isso eu digo e repito:
Penitência só é boa se for para Jesus. Diante Dele, perante Ele. Ninguém
precisa saber se estamos fazendo ou não penitência, ninguém precisa saber se
nessa quaresma fomos ou não fomos nos confessar, nós também não precisamos
ficar olhando para o outro e ficarmos perguntando se o outro está ou não
fazendo uma boa preparação. Quaresma é tempo de conversão, mas não uma
conversão que deve ser mostrada aos quatro cantos. Não! Quaresma é tempo de
conversão, mas essa conversão vem de dentro e vai de encontro ao bom Deus.
Em
Mateus diz: “Quando
orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu
Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.” (Mt
6:6). Ninguém precisa saber se estamos rezando,
se estamos jejuando ou fazendo penitência, ninguém precisa saber se fomos ou se
ainda iremos confessar. Quaresma, é tempo de viver mais intimamente com Deus,
um tempo que deve ser vivido entre você e Deus.
Como diz
em Colossenses: “Tudo o que fizerem,
façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que
receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês
estão servindo.” (Colossenses 3: 23-24). Tudo o que fizermos, seja oração,
seja jejum ou penitência deve ser para a Glória de Deus, porque o “homem vê a aparência, mas o Senhor vê o
coração” (1 Samuel 16:7).
Como na citação que usei
para iniciar o texto de hoje, essa frase tão bela de Santo Agostinho. O nosso
coração se inquieta quando não repousa em Deus. Por mais que façamos
penitências e mais penitências, se não for para repousar nos braços do Senhor,
de nada nos adiantará. A penitência, assim como, o Jejum e a oração, se não
fizermos de coração aberto para Deus nos sentiremos inquietos, infelizes e
desanimados. Contudo, ao entregarmos ao Senhor, veremos que nosso coração
repousará, sorrirá e ficará feliz.
Que seja para Deus todas
as coisas! Que nesta quaresma, nos preparemos bem, que o nosso coração se
converta ao amor, ao carinho e misericórdia. Que cheguemos à Páscoa renovados e
com a certeza que vivemos uma quaresma para o Senhor, diante do Senhor e
perante o Senhor. Vivam “Coram Deo”.
Paz e bem!
(Letícia Reis – Minions Católicos)

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