Familiaris Consortio - Os deveres da família cristã: A participação no desenvolvimento da sociedade.
Desde a
sexta-feira, trazemos uma serie de texto sobre o Familaris Consortio,
que se trata de uma Exortação Apostólica do Papa São João Paulo II, falando
"sobre a função da família cristã no mudo de hoje".
O
documento tem o seguinte roteiro: Introdução. I - Luzes e sombras da família de
hoje. II - O desígnio de Deus sobre o Matrimônio e sobre a Família de hoje. III
- Os deveres da Família Cristã. a) A formação de uma comunidade de pessoas; b)
O serviço à vida; c) A participação no desenvolvimento da sociedade (que
é sobre essa parte que falaremos no texto de hoje); d) A participação na
vida e na missão da Igreja. IV - A Pastoral Familiar: Etapas, estruturas,
responsáveis e situações. a) Etapas da Pastoral Familiar; b) Estruturas da
Pastoral Familiar; c) Os responsáveis da Pastoral Familiar; d) A Pastoral
Familiar nos casos difíceis. Conclusão: O futuro da humanidade passa
pela família.
Essa
exortação apostólica, trás destaque a família e ao matrimônio, diante das
desconstruções que estamos sofrendo atualmente, os desafios só aumenta, e nós,
como cristãos, devemos perseguir os valores familiar.
Já
no inicio da II parte dessa exortação, São João Paulo II diz que Pois
que o Criador de todas as coisas constituiu o matrimônio princípio e fundamento
da sociedade humana», a família tornou-se a «célula primeira e vital da
sociedade. É o ambiente familiar nossa primeira escola,
onde aprendemos coisas básicas para vida, é na família que recebemos a base pro
Evangelho e para a evangelização, as virtudes e os valores que nos faz pessoas
boas.
Como
os Padres Sinodais falam, a família constitui o lugar original de humanização e
de personalização da sociedade. o Concílio Vaticano II,
descreve que na família "congregam-se as diferentes gerações que
reciprocamente se ajudam a alcançar uma sabedoria mais plena e a conciliar os
direitos pessoais com as outras exigências da vida social". Assim
diante de uma sociedade que se arrisca a ser cada vez mais despersonalizada e
massificada, e, portanto, desumana e desumanizante, com as resultantes
negativas de tantas formas de «evasão» - como, por exemplo, o alcoolismo, a
droga e o próprio terrorismo - a família possui e irradia ainda hoje energias
formidáveis capazes de arrancar o homem do anonimato, de o manter consciente da
sua dignidade pessoal, de o enriquecer de profunda humanidade e de o inserir activamente
com a sua unicidade e irrepetibilidade no tecido da sociedade.
Mas
a família não pode e não deve parar apenas na função procriativa e educacional,
ela pode e deve se servir de serviços sociais em prol dos pobres e necessitados
que acabam sendo não atingidos pela a Assistência Social municipal ou estadual.
A família cristã é chamada a escutar a recomendação do apóstolo: "Exercei
a hospitalidade com solicitude" e portanto a atuar, imitando o exemplo
e compartilhando a caridade de Cristo, o acolhimento do irmão necessitado:
"Quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um
copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo não perderá a
sua recompensa"(Mt 10, 42)
Existe
um vinculo forte entre a família e a sociedade, assim como a sociedade exige
uma participação da família em seu meio, por sua vez, a família impõe que a
sociedade não abandone seu dever de promover e respeita-la.
O
Estado tem o dever de fazer o possível por assegurar às famílias toda ajuda,
seja econômicas, sociais, educativas, políticas e/ou, culturais, de que têm
necessidade para fazer frente de modo humano a todas as suas responsabilidades.
Mas, como apontou o Sínodo, a situação que muitas famílias se encontram é bem
problemática, instituições e leis que desconhecem direito ou indiretamente os
direitos invioláveis das famílias acabam por injustiça-las. Portanto, a
família que, segundo o designo de Deus, é a célula base da sociedade, sujeito
de direitos e deveres antes do Estado e de qualquer outra comunidade,
encontra-se como vítima da sociedade, dos atrasos e da lentidão das suas
intervenções e ainda mais das suas patentes injustiças. Por isso, que a
Igreja luta constantemente e abertamente pelos direitos das famílias, pois são
inaceitáveis muitas das ações estaduais
De
modo particular, os Padres Sinodais recordam, entre outros, os seguintes
direitos da família:
- o direito de existir e progredir como família,
isto é o direito de cada homem, mesmo o pobre, a fundar uma família e a ter os
meios adequados para a sustentar;
- o direito de exercer as suas responsabilidades
no âmbito de transmitir a vida e de educar os filhos;
- o direito à intimidade da vida conjugal e
familiar;
- o direito à estabilidade do vínculo e da
instituição matrimonial;
- o direito de crer e de professar a própria fé,
e de a difundir;
- o direito de educar os filhos segundo as
próprias tradições e valores religiosos e culturais, com os instrumentos, os
meios e as instituições necessárias;
- o direito de obter a segurança física, social,
política, econômica, especialmente tratando-se de pobres e de enfermos;
- o direito de ter uma habitação digna a
conduzir convenientemente a vida familiar;
- o direito de expressão e representação diante
das autoridades públicas econômicas, sociais e culturais e outras inferiores,
quer diretamente quer através de associações;
- o direito de criar associações com outras
famílias e instituições, para um desempenho de modo adequado e solícito do
próprio dever;
- o direito de proteger os menores de
medicamentos prejudiciais, da pornografia, do alcoolismo, etc. mediante
instituições e legislações adequadas;
- o direito à distração honesta que favoreça
também os valores da família;
- o direito das pessoas de idade a viver e
morrer dignamente;
- o direito de emigrar como família para
encontrar vida melhor.
A
família cristã é chamada constantemente, a ser testemunho de um dedicação
desinteressada e generosa em relação aos problemas sociais, de tal modo, ao
progredir no caminho do Senhor, crescendo na oferta mediante uma predileção
especial aos pobres, cuidando especialmente dos esfomeados, dos indigentes, dos
anciãos, dos doentes, dos drogados, dos sem família.
A
comunhão espiritual das famílias cristãs, radicadas na fé e esperança comuns e
vivificadas pela caridade, constitui uma energia interior que dá origem,
difunde e desenvolve justiça, reconciliação, fraternidade e paz entre os
homens. Como «pequena Igreja», a família cristã é chamada, à semelhança da
«grande Igreja» a ser sinal de unidade para o mundo e a exercer deste modo o
seu papel profético, testemunhando o Reino e a paz de Cristo, para os quais o
mundo inteiro caminha.
Salve Maria Imaculada!
Ágata Sobral – Minions Católicos

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