E aí, meus queridos
amigos. Tudo bem com vocês? Que a paz de Cristo esteja abundante em nossos
corações. Como sabemos, estamos na Quaresma. Tempo esse propício para
desenvolvermos mais a prática da oração, época em que a Igreja ressalta a
importância do jejum e, sobretudo, época de caridade. Além disso, ao iniciarmos
a Quaresma, com a celebração da quarta-feira de cinzas, prega-se à respeito da
conversão. O evangelho é extremamente claro e imperativo: “Convertei-vos e
crede no Evangelho” (Marcos 1, 12-15).
É necessário refletirmos
a respeito desse trecho tão pequeno, mas ao mesmo tempo tão grandioso. Jesus,
ao dizer na Galileia, “Convertei-vos e crede no Evangelho” ele exige de nós uma
atitude de conversão. Percebam que nesse trecho, tão rico e tão profundo, há
sete testemunhos de que Jesus é de fato é Deus encarnado: Ele é o Filho de Deus
(vers. 1); Jesus é o Jeová testemunhado pelos profetas, tal como visto nos
versículos 2 e 3, depois há outro testemunho relatando o testemunho de João
Batista quando diz: “Outro mais poderoso que eu” no versículo 7. Depois, o
Próprio Deus Pai atesta o Poderio de Jesus ao dizer: “Tu és o meu Filho muito
amado; em ti ponho minha afeição (versículo 11)”. Depois, nos versículos 12 e
13 temos os outros relatos afirmando que Jesus é também o próprio Deus. Ao
observarmos o versículo 12 percebemos que o Espírito Santo O conduz, além disso
Ele é impermeável às tentações de Satanás. Percebemos ainda que mesmo estando
junto os animais selvagens, estes nenhum dano lhe causaram. Quem pode ser esse,
senão a Deus, uma vez que nem as feras causam algum mal? O sétimo testemunho
nós vemos quando os anjos O serviram, tal como também escrito em Hebreus 1, 6-8
quando diz: Todos os anjos de Deus o
adorem {Sl 96,7}. Por outro lado, a respeito dos anjos, diz: Ele faz dos seus
anjos sopros de vento e dos seus ministros chamas de fogo {Sl 103,4}, ao passo
que do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do
teu Reino é cetro de justiça (Hebreus 1, 6-8).
Mas, amados, percebam que
somente depois desse maravilhoso trecho e somente após a prisão de João
Batista, Jesus se dirige à Galileia e anunciando que o Reino de Deus está
próximo ele exige: Convertei-vos!
Ou seja, para que
possamos, de fato, chegar à conversão, é necessário testemunhar (no caso de
Mateus, ele testemunhou por 7 vezes, que na Bíblia representa o número da
perfeição), que Jesus é o Verbo de Deus, é Deus de Deus. Ele é Deus verdadeiro
de Deus verdadeiro. Ele é o SENHOR!
Ou seja, para que
possamos nos converter e passar pela experiência de metanóia é preciso
testemunhar Deus em nossas vidas.
Isso me leva a acreditar
profundamente que os que mais precisam de uma verdadeira conversão não são aqueles
que estão fora de nossas Igrejas, não são aqueles que não ouviram falar de
Jesus e à respeito de Seu Reino. Cada dia que se passa eu tenho mais convicção
que a conversão é para todos, mas primeiramente para aqueles que estão dentro
da Igreja. A conversão é para mim e pra você.
Calma que eu vou
explicar...
A conversão, antes de
tudo, é um processo. Para que possamos nos converter é necessário julgar nossa
vida e nossa realidade com base nos valores cristãos. Porém, para observarmos
nossa vida com tais valores, fundamentados nos princípios da ética e da moral
cristã, é de suma importância conhecermos a Jesus Cristo e a sua pregação.
Portanto, é preciso primeiro conhecer Jesus para depois converter-se.
Aí entra um ponto
crucial: será que de fato você conhece à Jesus? Ou será que você apenas ouviu
falar sobre ele? Conhecer é ter uma experiência pessoal com Jesus Cristo.
Conhecer é antes de mais nada experimentar de Sua Graça e do Seu poder. Muitos
de nós, de DENTRO DA IGREJA, herdamos uma fé mas não experimentamos Jesus.
Muitos de nós acha que conhece Jesus, mas ainda não estabeleceu uma comunhão
com Ele. Muitos de nós só ouviu falar de Jesus mas não fez a experiência com o
Crucificado.
Posteriormente, para
converter-se é preciso deixar de lado nossa vida pecaminosa.
É triste observar que
muitos de nós, cristãos e assíduos frequentadores da Igreja ao invés de
servirem à Deus são, na verdade, instrumentos do Anticristo, ou seja, aquele
que nega o Pai e o Filho, como afirma João em sua Carta (I João 2, 22).
Muitos de nós, que
estamos na Igreja, precisa se converter e se entregar totalmente à radicalidade
do Evangelho e assumindo o compromisso com a Igreja e com os irmãos. Há muitos cristãos católicos
descompromissados, que se apegam muito mais às coisas do mundo do que as coisas
de Deus.
Além disso, sabemos que
dentro da Igreja existem os piores tipos de pessoas, infelizmente. Dentro da
Igreja, onde deveríamos esperar pelas melhores atitudes, encontramos as piores.
Portanto, a conversão é antes de mais nada para mim e para você.
Achamos que quem tem que
converter é o outro. Temos a ideia equivocada que conversão é aquele sujeito
que nunca havia falado de Deus e agora começa a frequentar a Igreja,
professando sua fé. Ou ainda achamos que converter-se é aquela pessoa que deixa
de ser ateu e passa a assumir a fé católica. Claro que estes exemplos são
exemplos notórios de conversão, em seu sentido lato. Mas conversão é mais que
isso. É MUDANÇA!
E se nós que estamos
dentro da Igreja não nos convertermos: ai de nós!
Dentro da Igreja, onde
deveríamos pregar a unidade e a paz provocamos inimizades. Nós brigamos por
toda e qualquer bobagem. Nós nos achamos a “última bolacha do pacote” só porque
vamos à Missa aos domingos para cumprir o preceito. Nós nos achamos “TOPS da BALADA”
só porque servimos aqui ou acolá.
Mas a sua vida com seus
pecados de estimação tá aí te condenando e você achando que não precisa de
conversão!!
Nós que estamos dentro da
Igreja achamos que podemos julgar o irmãozinho (a) ali do lado.
Pior ainda: mal saímos da
Missa e já vamos fazer fofoca com o coleguinha.
Você de dentro da Igreja
vive “fofocalizando” por aí.
E como disse o papa
Francisco: “Como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de
calúnias?”, perguntou o Papa Francisco em sua homilia.
O papa ainda continuou
dizendo: “Hoje, em alguma paróquia (a de vocês, não, a de vocês é uma paróquia
santa! – mas pensemos em outra. Em alguma paróquia), alguém vai, ouve o que diz
esta pessoa da outra, daquela outra, daquela, daquela… Ao invés de dizer como
se amam, dá vontade de dizer: “Como ferem! Como se machucam… a língua é uma
faca para ferir o outro! E como você
pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias? Não.
Testemunho.”
Portanto, é necessário
antes da conversão, o testemunho. Testemunhar que Cristo é o Senhor de nossas
vidas e que por Ele vivemos é fundamental para nos convertermos.
Dentro da Igreja estão
atitudes que deterioram você mesmo. Não basta estar na Igreja. É preciso que a
Igreja esteja em você. É preciso SER Igreja.
Se nos convertermos
teremos atitudes melhores. Muitos irmãos não sairão chateados e magoados da
Igreja. Seremos construtores da paz. Nós devemos transfigurar o mundo que
vivemos. Precisamos começar de dentro da Igreja.
Amemo-nos
mais!
Eu aposto que dentro do
seu grupo, do seu ministério, da sua Pastoral ou do seu Movimento tem aquele
que você não ama tal como Jesus MANDOU!
Eu aposto que tem aquela
pessoinha de dentro da Igreja que você tem um certo ranço!
Quer saber? PARE COM
ISSO!
CONVERTA-SE!
E depois: crede no
Evangelho
(Wesley Fernandes Fonseca – Minions
Católicos)

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