O mal dos tempos: A fofoca!


“Como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias?” (Papa Francisco)

Olá, meus queridos amigos!! A paz de Jesus ressuscitado e o amor de Maria esteja conosco. Hoje, eu gostaria de falar com vocês sobre algo que fere, machuca e deixa marcas: a fofoca. A fofoca se tornou o mal dos tempos. A fofoca é capaz de destruir lares, amizades, amores e corações. Quantos corações machucados existem por aí por conta da fofoca? Quantas almas feridas e despedaçadas existem por conta da fofoca? Triste é ver que a maioria das fofocas que encontramos nesse mundo, se encontra dentro de nossas paróquias, de nossos ministérios, movimentos e pastorais. Ah, irmão, Jesus se entristece. Jesus chora ao ver que estamos vivendo em meio desse pecado tão terrível.
Papa Francisco em uma de suas homilias no ano de 2013 disse que a fofoca é o mesmo que o terrorismo, pois fere a Deus e aos irmãos. Em Janeiro desse ano, em visita a uma clausura de Freiras, Papa Francisco disse que quem faz fofoca é um terrorista, joga a bomba em silêncio, destrói e vai embora. Em outra homilia do Pontífice para os refugiados, ele diz: “Quantas comunidades religiosas já foram destruídas por causa do espírito da fofoca? Por favor, mordam a língua”
Pensemos comigo, irmãos. Se papa Francisco faz tantas homilias voltadas para o pecado da fofoca, quer dizer que este mal está presente em nossa Igreja, ela se faz presente em nossas paróquias. Por que? Porque somos tão falhos que não somos capazes de olharmos para nós mesmos e por isso insistimos em olharmos para o outro, para a falha do outro e não basta apenas olhar, é preciso falar, não é?! Porém, tem uma frase na qual eu gosto muito, não sei de quem é a autoria, mas diz assim: “Falar do pecado dos outros não te faz santo, te faz apenas um pecador fofoqueiro.”
Ah, irmãos, somos hipócritas. Somos capazes de apontar o erro do irmão, mas não somos capazes de enxergar os nossos próprios erros. Julgamos o irmão que não serve a Deus “direito”, julgamos o irmão por ter comungado em pecado, julgamos o irmão por não ter ido se confessar, julgamos o irmão por tantas e tantas coisas. E eu? Eu que deveria ter acolhido um doente e não acolhi? E eu que tinha o poder de curar, mas acabei ferindo mais? E eu que poderia ter dado as mãos, mas dei as costas? Eu que poderia ter ligado, ido atrás, mandado uma mensagem para saber se o meu irmão estava bem ou precisando de ajuda, mas preferi fechar os olhos? E eu? Quantos pecados eu tenho?
Ter um pecado diferente do pecado do meu irmão, não me torna melhor ou pior que ele. Pecado é pecado, e Deus que está no céu não irá nos julgar conforme nosso pecado. Não! Está na Bíblia assim: Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus! João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele. (Mt 21, 31-32). Portanto, irmãos, saibam que Deus nos julgará conforme nosso arrependimento. Podemos pecar o quanto for, mas se arrependermos de todo o coração, estaremos um dia diante de Deus. Por isso, não julgue seu irmão conforme os pecados que ele comete. Não saia por aí difamando o seu irmão. Não saia por aí fazendo fofocas de seu irmão porque ele fez ou deixou de fazer algo, ele pode se arrepender e estar diante de Deus antes de você. Seja um cristão que ama e tem misericórdia para com o outro. Dê as mãos, o ajude. Pode ser que ele precise de ajuda para se livrar dos pecados dele. Nunca sabemos a batalha que o outro carrega dentro do coração. Não seja você o causador de feridas e cicatrizes em seu irmão.
Melhor do que falar dos nossos irmãos por aí, é rezar por eles. Amá-los. Ter misericórdia para com eles.
Para finalizar, deixo aqui uma grande reflexão: Paulo de Tarso, antes de sua conversão era um grande perseguidor. Possuía pecados grandes demais. Era, de fato, um grande pecador. Procure conhecer a história de São Paulo e verá uma história linda, talvez a mais bela história de conversão. Mesmo com tantos pecados no passado, Paulo se tornou uma das pessoas mais importantes da Sagrada Escritura. Escreveu várias cartas lindíssimas e foi capaz de acolher e trabalhar na conversão de muita gente. São Paulo, em uma de suas cartas diz: Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. (1 Cor 15, 9-10)
E Papa Francisco diz: se alguém faz intriga, certamente é um perseguidor e um violento.” Que sejamos capazes de pedir a Deus que nos ajude. Que deixemos de fazer intrigas e fofocas. Que em nossa Igreja esse mal não tenha lugar. Que sejamos capazes de amar, de curar, de cicatrizar. Paz e bem!

(Letícia Reis – Minions Católicos)

Comentários