Como devo proceder na Santa Missa?


“A Missa é oração, aliás, é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais “concreta”. Com efeito é o encontro de amor com Deus mediante a sua Palavra e o Corpo e Sangue de Jesus. É um encontro com o Senhor.” (Papa Francisco/A.G - 15/11/17)

Olá, pessoal! O texto de hoje vem tratar de um assunto muito importante que é a Santa Missa, tão importante que vem sendo refletido nas catequeses semanais do Papa Francisco. Em suas catequeses, o Papa vem tratar sobre cada rito da celebração: seu significado e sua vivência pelo sacerdote e por nós fiéis. O texto de hoje, que foi uma sugestão de uma seguidora, vem abordar como devemos estar ou fazer para participar de cada momento que vem sendo refletido por Francisco. Você sabe que orações pode recitar? Ou quando ajoelhar-se? Inclino a cabeça ou fico apenas de pé? Imponho as mãos ou só fico de olho? Eu te convido a observar com a gente essas dicas simples, mas que fazem total diferença para melhor vivermos a Celebração Eucarística.
O nosso momento dedicado a encontrar o Senhor, inicia-se desde o momento que nos propomos a esse encontro, já saímos com o coração cheio de alegria e preparando-o sem nos dispersar deste. É essencial saudarmos o Senhor ao chegarmos, aqui fazemos vênia diante do altar ao inclinar nossa cabeça ou corpo, ou a genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao solo – demonstra nosso respeito, nossa adoração e nossa honra. Conforme adentramos na casa do Senhor, nos apresentamos a Ele: sentado, em pé ou de joelhos nos recolhemos em nossas preces e agradecimentos acalmando o nosso coração para o momento solene.
Ficamos então de pé durante o rito de entrada e assim permanecemos até o início da liturgia da palavra. Entre a acolhida e a liturgia da palavra vivemos o ato penitencial e em sinal de arrependimento inclinamos nossas cabeças e apresentamos a nossa contrição. Antes de sentarmos, fazemos nossos pedidos antes da oração que finaliza o rito de entrada - Após o “Glória”, ou então, na sua ausência, imediatamente depois do Ato penitencial, a oração adquire forma particular na prece denominada “coleta”, por meio da qual se expressa o caráter próprio da celebração, que varia de acordo com os dias e os tempos do ano (cf. ibid., 54). Mediante o convite «oremos», o sacerdote exorta o povo a recolher-se com ele num momento de silêncio, com a finalidade de tomar consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir, cada qual no próprio coração, as intenções pessoais com as quais participa na Missa (cf. ibid., 54). O sacerdote diz «oremos»; e depois há um momento de silêncio, e cada um pensa naquilo de que precisa, que deseja pedir, na oração. (Papa Francisco/A.G – 10/01/18). Durante a liturgia da palavra, ficamos atentos às leituras, sem acompanhar no celular, nem no folheto, nem nos livrinhos de liturgia, olhar fixo em quem proclama a palavra – “Sem dúvida, não é suficiente escutar com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da Palavra divina, permitindo que ela produza frutos. Lembremo-nos da parábola do semeador e dos vários resultados alcançados, conformidade com os diversos tipos de terreno (cf. Mc 4, 14-20). A ação do Espírito, que torna eficaz a resposta, tem necessidade de corações que se deixem modelar e cultivar, de modo que quanto é ouvido na Missa passe para a vida de todos os dias, segundo a admoestação do Apóstolo Tiago: «Sede cumpridores da Palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos a vós mesmos» (Tg 1, 22). A Palavra de Deus percorre um caminho dentro de nós. Escutamo-la com os ouvidos e ela passa para o coração; não permanece nos ouvidos, mas deve chegar ao coração; e do coração às mãos, às boas obras. Eis o percurso da Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos.” (Papa Francisco/A.G – 31/01/18).
Nos levantamos então, para aclamarmos o evangelho e o escutamos de pé – “O diálogo entre Deus e o seu povo, desenvolvido na Liturgia da Palavra da Missa, alcança o ápice na proclamação do Evangelho. Precede-o o cântico do Aleluia — ou então, na Quaresma, outra aclamação — com o qual «a assembléia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor que está prestes a falar no Evangelho».” (Papa Francisco/A.G – 07/02/18). Sentamos para a homilia e, assim, vemos como por em prática o evangelho anunciado - “É «um retomar este diálogo que já está estabelecido entre o Senhor e o seu povo», para que seja posta em prática na vida”. (Papa Francisco/A.G – 07/02/18). - na Quaresma, omitimos as palmas após seu anúncio. Novamente ficamos de pé e damos início à liturgia eucarística, professamos em primeira pessoa a nossa fé, apresentamos as nossas preces comunitárias e acompanhamos sentados a apresentação das oferendas, eis aqui um momento para contemplarmos e mais do que moedas ofertarmos também a nossa vida; e de pé, somente após o sacerdote nos convocar dizendo: “orai irmãos e irmãs...”.
Após esse momento, chegamos ao ápice da celebração da Missa que leva à sagrada Comunhão – “Corresponde a quanto o próprio Jesus fez, à mesa com os Apóstolos na Última Ceia, quando «deu graças» sobre o pão e depois sobre o cálice do vinho (cf. Mt 26, 27; Mc 14, 23; Lc 22, 17.19; 1 Cor 11, 24): a sua ação de graças revive em cada nova Eucaristia, associando-nos ao seu sacrifício de salvação.” (Papa Francisco/A.G – 28/02/18). O olhar tem que estar penetrado no pão e vinho que estão sendo transubstanciados, dessa forma, só ajoelhamos após iniciarmos a consagração, ou seja, quando o sacerdote impõe as mãos sob o sacrifício doado, e invoca o Espírito Santo pedindo-Lhe que santifique as oferendas apresentadas. Após a transubstanciação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus o Presidente da Celebração irá dizer “Eis o mistério da fé”, e de acordo com cada oração Eucarística (existem 14 tipos em nosso missal romano, entre orações para adultos e para crianças) responde-se “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!” ou “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”. É exatamente após esta resposta da assembleia que as pessoas se levantam e permanecem em pé, não antes dela.” (Aleteia, 2015).
Seguindo a oração, agora acompanhamos o folheto e respondemos as entoações do Padre, não pronunciamos a oração própria do sacerdócio, lembrando de inclinarmos a cabeça quando o Padre cita “com a Virgem Maria, Mãe de Deus...”. A oração do “Por Cristo, com Cristo, em Cristo...” é própria do presidente da Celebração, e não dos fiéis, portanto, não se reza junto e não se ergue as mãos, somos, então, convidados a rezar o Pai Nosso e nos dar a paz. Se aquiete, não saia de vossos lugares, reserve-se a dar a paz somente a quem está próximo de você, e quanto à oração que Cristo nos ensinou, eleve seus braços, tome a mão do irmão somente se lhe for tomada antes, para não lhe faltar com educação; ah, e não diga amém, somente após a oração pela paz "Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos...".
Seguimos para comunhão, se não tivermos nenhum pecado grave, “lógico!”, e nada de conversas paralelas, o olhar e o coração são levados a Comunhão, sem distrações. Ao recebermos a hóstia consagrada fechamos nossas mãos para que nenhum pedaço se perca ou se jogue fora, mas seja preservado, a menos que você receba na própria boca. Volte em silêncio, aconselha-se ajoelhar, ou ao menos recolha-se em oração, em agradecimento pelo sacrifício dado por sua salvação. Espere o Padre dizer: “oremos” e levante-se, antes disso, respeite o próximo e o cordeiro que recebeste em recolhimento.
Por fim, incline-se ou mesmo ajoelhe-se para receber a benção! Jamais, saia sem recebê-la! Então aguarde os “trocentos avisos, felicitações de aniversário acabarem”. Lembrando que a Celebração Eucarística só termina quando a equipe celebrativa sair do presbitério.
 Espero ter esclarecido muitas coisas, no mais, vocês podem acompanhar nossas reflexões semanais das catequeses do Papa, as quais, como expliquei anteriormente, estão abordando a Celebração Eucarística, todas as sextas, aqui no blog! Paz e bem!
Nayra Alberto – Minions Católicos
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