Bom dia, a paz de Jesus e o amor de
Maria estejam convosco! Estamos hoje na quarta-feira da quarta semana da
quaresma, nos encaminhando para a reta final deste período tão importante do
nosso ano litúrgico. Vamos ver qual é a mensagem da liturgia de hoje para nós?
Primeiro eu te convido a refletir sobre
o salmo de hoje (Sl 144) que nos diz que o Senhor é misericórdia. Mas o que é
misericórdia? De acordo com o dicionário¹, Misericórdia
é: “Sentimento de pesar ou de caridade despertado
pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão. Ação real demonstrada pelo
sentimento de misericórdia; perdão concedido unicamente por bondade; graça”. E mais pra frente diz: Misericórdia
divina: Atribuição de Deus que o leva a perdoar os pecados e faltas cometidas
pelos pecadores. Ou seja, Ele está sempre disposto a nos perdoar e começar
uma história nova, do zero. O Papa Francisco, em 2016, por conta do Jubileu da
Misericórdia disse em uma de suas catequeses sobre a Misericórdia² que Deus é “misericordioso e piedoso, lento na ira e
grande no amor e na fidelidade” o que significa que Deus nos ama tanto que
se mantém fiel à aliança feita com o seu povo mesmo quando nós a descumprimos,
ou seja, quando nós caímos em pecado. As leituras de hoje vão
nos falar desse Deus tão misericordioso, que nos ama tanto que nos perdoa
infinitas vezes, mesmo que nós não mereçamos.
A Primeira Leitura (Is 49,8-15) nos
mostra que Deus sempre teve misericórdia com seu povo. E vale lembrar que o
povo de Deus hoje somos nós, todos aqueles que escutamos a Palavra Divina e a
colocamos em prática. Muitas vezes nós queremos ter nossos pedidos atendidos
naquele momento, queremos que as coisas na nossa vida aconteçam do nosso jeito,
e aí reclamamos que Deus nos abandonou, que Ele não nos escuta. Pois ele vem nos
responder: “Acaso pode a mulher
esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre?
Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti.” (Is 49, 15).
Que ao entregarmos a nossa vida nas mãos
de Deus, não fiquemos depois querendo tomar de volta nossas preocupações e
angústias, porque não queremos esperar. Já diria Eliana Ribeiro na música Barco
a vela: “Quem deixa Deus ser Deus, vê
melhor/Aquilo que os olhos não podem ver”. Deixemos Deus ser Deus das
nossas vidas, que na hora certa, tudo acontece. Ouvi uma pequena reflexão essa
semana que me tocou e por isso queria compartilhar com vocês: “Conhecem aquele ditado: ‘Deus tarda, mas não
falha’? Ele está errado, pois Deus nunca tarda, ele está sempre no tempo certo”.
Nós é que somos apressadinhos, e queremos tudo antes da hora.
No Evangelho de hoje (Jo 5, 17-30) Jesus
nos fala que Ele é um justo juiz, que julgará conforme a vontade de Deus Pai. E
como vimos no Salmo de hoje, Ele é misericordioso e piedoso. E Ele espera
apenas que nós ouçamos a Sua Palavra e a coloquemos em prática. Pois “quem ouve a minha palavra e crê naquele que
me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte
para a vida” (Jo 5,24). Basta que a gente se arrependa dos nossos erros e
queira sinceramente mudar de vida.
Como justo e misericordioso juiz que Ele é, Jesus nos deixou
uma forma linda de nos aproximarmos de sua infinita misericórdia, que é o
Sacramento da Reconciliação. A partir do momento que reconhecemos nossas
fraquezas e confessamos nossos pecados a um sacerdote (que está ali in persona Christi, ou seja, é o próprio
Cristo quem está nos escutando e que nos absolve) é passada uma borracha sobre
tudo o que aconteceu para trás e podemos começar do zero. Que nessa Quaresma,
que já está se encaminhando para o final, nós possamos nos aproximar da
misericórdia divina através deste importantíssimo Sacramento. Amém!
Caroline
Azevedo – Minions Católicos
1.
Significado de
Misericórdia. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/misericordia/> acesso em 11.03.2018.
2.
Papa Francisco
explica o significado de Misericórdia. Disponível em: https://pt.aleteia.org/2016/01/13/papa-francisco-explica-o-significado-da-misericordia/ acesso em 11.03.2018

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