Santos que tinham superpoderes melhores que super-heróis

 E aí, meus queridos amigos. Tudo bem com vocês? Que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja em nossos corações.
Embora seja extremamente redundante e se fosse numa redação do ENEM eu certamente iria perder pontos por isso, irei começar meu texto da forma mais clichê do mundo (hahahahah): Estamos num mundo pós-moderno onde a cultura pop emerge e prevalece sobre nós. Somos inundados diante de manifestações artísticas conectadas nesse mundo pós-moderno. A cultura pop nasceu do anseio do povo em dialogar, e em certas manifestações culturais até mesmo contradizer, a cultura erudita. As manifestações artísticas, tanto na música, quanto cinema, pintura e outras formas artísticas levam a uma tendência de serem expressas na contemporaneidade, sendo “pop”.
A cultura pop tem origem à partir da Indústria Cultural, que por meio de empresas transformam a cultura erudita levando-a para um grande número de pessoas, fazendo surgir então a denominada cultura de massa. 
 A cultura pop é manifestada ativamente pelas pessoas da sociedade, porém difundida de modo globalizado e formatado para que possa ser consumido. Podemos observar manifestações no folclore, na música popular, na literatura, na pintura, nas danças e no cinema.
E é exatamente no cinema que gostaria de chegar. Essa semana me questionaram à respeito do grande sucesso atual do cinema: o filme Pantera Negra. Quando afirmei que não tinha visto o filme, grande foi o espanto das pessoas que me questionaram. É como se eu estivesse fora do assunto do momento. É como se eu estivesse excluído do Universo. Obviamente, não há problema algum em assistir ao filme do “Pantera Negra”, mas também não há problema algum em não assisti-lo, por enquanto.
O que me intrigou é que algumas dessas pessoas que me questionaram à respeito do filme “Pantera Negra” são pessoas ativas dentro da Igreja. E elas sabem muito sobre alguns personagens ícones da cultura pop e cultura nerd. Porém, estas mesmas pessoas não conhecem a história de vida de alguns santos católicos.
Como já muito bem discutido em diversos sites por aí, sempre que falamos sobre cultura pop e nerd atrelado à religião parece existir um cisma profundo. Parece que criamos uma barreira onde ambos os tópicos são completamente individualizados e compartimentalizados de tal forma que são intransponíveis.
Porém, o que podemos ter ideia é de que levar a discussão à esse ponto, ou seja, de separar de tal modo que as pessoas entendam que não há sobreposição entre cultura pop/nerd e Igreja é algo raso, equivocado e inútil. A cultura pop/nerd não é completamente incompatível com os valores do Reino e as práticas da Igreja. Pelo contrário.
Podemos observar que muitos elementos da cultura pop/nerd são baseados em valores cristãos. Podemos ler muito mais à respeito disso nas aulas de ótima qualidade do Padre Paulo Ricardo sobre “O Senhor dos Anéis”. Segundo o próprio Padre Paulo Ricardo, “sob a perspectiva das quatro causas de Aristóteles, é possível identificar a catolicidade do livro de Tolkien na causa formal: a forma mentis, a mentalidade que inspira toda a saga é, sem sombra de dúvida, moldada pela doutrina católica. O próprio autor reconhece que a história se passa dentro de um ethos católico”.
Além disso, é de conhecimento público sobre a catolicidade existente dentro do livro “As Crônicas de Nárnia” do autor cristão anglicano C.S. Lewis. Nesse referido livro, é perceptível que Aslam é Jesus Cristo. Lewis, embora protestante, se tornou cristão graças à Igreja Católica, mediante conversas com J. R. R. Tolkien, católico e autor do “Senhor dos Anéis”.
Outro expoente da cultura pop, mas que defende, de maneira explícita e louvável, a fé católica é G. K. Chesterton, conhecido também como “o príncipe do paradoxo”. Autor de grandes obras, como “Ortodoxia”, fora chamado pelo Papa Pio Xi de “defensor da fé”, sendo o primeiro inglês a receber tal título. Vale à pena conhecer mais a respeito desse incrível escritor inglês considerado um paradoxo do seu tempo. Prova disso, é uma frase de Albino Luciani, em 1970, antes de se tornar o Papa João Paulo I: “Querido Chesterton, tu e eu não duvidamos em colocarmo-nos de joelhos, mais diante de um Deus mais atual que nunca. Só ele, de verdade, pode dar uma resposta satisfatória a estes três problemas, que são para todos os mais importantes: “Quem sou eu?”; “De onde venho?”; “Para onde vou?”
Além disso, podemos observar aspectos religiosos e católicos em aventuras sobre Super-Heróis, como o Demolidor que é extremamente católico e vive os fundamentos da vida cristã, apresentando muitas vezes imagens católicas em sua história. Há ainda o Noturno, herói da Marvel, que inclusive chegou a ser seminarista. Inclusive, o próprio papa São João Paulo II, em 1983 apareceu em obras da Marvel. A história, publicada em janeiro de 83, conta sua infância e até mesmo relata a tentativa de assassinato ao papa ocorrida em 1981.
Porém, o que mais me chama a atenção é que muitos de nós conhecemos quase tudo sobre Super-heróis ou personagens icônicos da cultura pop/nerd como Harry Potter e outros, mas desconhecemos a vida extraordinária de nossos santos.
Então, a ideia é mostrar alguns santos católicos que tinham capacidades extraordinária e sobre-humanas, superando até mesmo alguns super-heróis por aí.
Vamos conhece-los?
1-     São José de Cupertino: o santo que voava
Melhor do que Super-Homem ou qualquer Super-Herói que voe por aí, o nosso santo São José de Cupertino já levantava voo. Durante momentos de oração, podendo ser na Missa ou rezando a Liturgia das Horas, ou mesmo quando mencionava-se o nome de Jesus, São José de Cupertino entrava em êxtase e começa a levitar. Há relatos públicos afirmando que José de Cupertino estava voando sobre a cidade carregando uma cruz. Tanto é que é considerado hoje em dia padroeiro dos astronautas e aviadores. Quando ele entrava em êxtase — o que já não era incomum —, Deus o atraía para junto de Si em corpo e alma, fazendo-o levitar milagrosamente, e à vista de todos, segundo o Padre Paulo Ricardo.

 2-                 São Padre Pio de Pietrelcina: o santo que estava em dois lugares ao mesmo tempo
De acordo com a Igreja, a bilocação é a capacidade dada por Deus a alguns santos de estarem em dois lugares ao mesmo tempo. Dentre os santos que apresentaram essa capacidade extraordinária estão: São Padre Pio, Santo Afonso de Maria Ligório, Santo Antônio de Pádua e outros. O mais conhecido são as duplas aparições de Padre Pio. Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bilocar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”

3-                 São Vicente Ferrer: trazer pessoas de volta à vida
Conta a história, que diante de um velório, São Vicente adentrou ao recinto e fez o sinal da Cruz rezando pelo morto. Logo após, o cadáver voltou à viver. Outro relato afirma que durante o Domingo de Ramos, em 1407, uma mulher cheia de riquezas e poder, assistia a pregação do santo por mera curiosidade, cheia de desprezo e com zombarias. Inclusive, a mulher fazia questão de manifestar com deboche e sarcasmos sua falta de fé. Por fim, ela atravessou o meio do povo para ir embora. São Vicente, apesar da indignação do povo, deixou a mulher ir embora. São Vicente disse: “Deixai-a sair, porém afastai-vos do pórtico”. O povo, então, obedeceu. Quando a mulher passava pelo pórtico, este caiu e matou a mulher. Ela permaneceu morta, sem batimentos cardíacos por vários minutos. Então, São Vicente Ferrer ordenou: “Mulher, em nome de Jesus Cristo, volte à vida!” e a mulher voltou a viver. Após o fato, a mulher se converteu.
4-                 São Bento: invulnerabilidade à venenos
A fama de santidade de são Bento já ganhava notoriedade. Porém, essa fama não agradava algumas pessoas, que planejaram seu assassinato. Colocando veneno em sua taça, queriam matar o santo. Porém, ao pegar a taça de vinho e abençoar, tal como fazia com os alimentos, a taça se quebrou imediatamente. Após, São Bento proferiu que Deus abençoasse e perdoasse aqueles que fizeram isso.
Além disso, a história também conta que colocaram veneno no pão e ofereceu a Bento. Um corvo, que era alimentado constantemente pelo santo, então pegou o alimentou e o levou para longe, livrando São Bento da morte.
1-                 São Lourenço: o santo que resistia ao fogo
São Lourenço nasceu na Espanha, na cidade de Huesca, e se tornou diácono através do chamado do Papa São Xisto. Após ser preso devido a não concordar com as atrocidades do Imperador Valeriano, foi levado à tortura e ao fogo. São Lourenço, bem-humorado e confiante em Deus, disse: “Teus tormentos serão minhas delícias”.
São Lourenço foi colocado numa fogueira e suportou ao terrível calor e ao fogo. Ainda mais, são Lourenço foi capaz de dizer: “Se quiserdes, podereis mandar virar-me, visto que deste lado já estou bastante assado.” Enfurecido, o tirano mandou aumentar o fogo. Posteriormente, São Lourenço foi capaz de dizer: “Não te pareces ó tirano, que eu esteja bastante assado? Agora se quiseres, poderás comer minha carne, que já está bem assada de todos os lados.”
Irmãos, a Igreja é rica em santos. Aprofundemos mais em suas histórias. Temos histórias belíssimas dentro da Nossa Igreja. Histórias tão ricas que superam até mesmo as histórias em quadrinhos.
Não nos esqueçamos que o nosso maior herói foi aquele que deu a vida para nos salvar, mediante o Seu Amor (João 3, 16).
Deus nos abençoe!

(Wesley Fernandes Fonseca – Minions Católicos)

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