“... Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos. (Mt
28, 20)
Olá, amados de Jesus e
Maria! A Igreja continua mantendo a presença de Cristo na história humana e
desenvolve na História a missão de Cristo, impulsionada pelo Espírito Santo.
Obedece ao mandato apostólico, pronunciado por Jesus antes de subir ao céu,
onde a Igreja se encontra um entrelaçar-se às vezes dificilmente distinguíveis
entre o divino e o humano.
Com efeito, lançando um
olhar à História da Igreja, há aspectos que surpreendem o observador, são eles:
a unidade no tempo e no espaço
possuindo a mesma doutrina, os elementos fundamentais, a unidade da fé,
sacramentos, hierarquia e os mais diversos povos e culturas; a ação missionária a Igreja em todo o
tempo e lugar, tem aproveitado qualquer acontecimento e fenômeno histórico para
pregar o Evangelho, inclusive nas situações mais adversas; capacidade de produzir frutos de santidade em todos os povos e
condições; poder de recuperação
diante das crises, às vezes de muita gravidade.
A História da Igreja
divide-se da seguinte forma: Antiguidade Clássica, Idade Média, Idade Moderna e
Idade Contemporânea. Na Antiguidade a partir do século I, o cristianismo começou
a propagar-se, sob a guia de São Pedro e dos apóstolos, e depois, de seus
sucessores contribuindo com um aumento progressivo dos seguidores dentro dos
confins do Império Romano em inícios do século IV, eram aproximadamente 15% da
população do Império e estavam concentrados nas cidades, mais especificamente
na parte oriental do Estado romano.
O poder político romano
viu no cristianismo um perigo, pelo fato de que o último reclamava um âmbito de
liberdade d consciência das pessoas em relação a autoridade estatal; os
seguidores de Cristo tivera, que suportar numerosas perseguições, que a muitos
conduziram ao martírio por obra dos imperadores Diocleciano e Galério. No ano
313, o imperador Constantino I, favorável a nova religião, concedeu aos
cristãos a liberdade de professar sua fé e iniciou uma política bastante
benévola em relação a eles. Com o imperador Teodósio I, o cristianismo se
converteu em religião oficial do Império Romano fazendo com que os cristãos
fossem maioria da população do Império em fins do século IV.
No século IV, a Igreja
enfrentou uma forte crise interna: a questão ariana que negava a divindade do
Filho e do Espírito Santo e perdurou durante 60 anos e foi resolvida em dois
primeiros concílios ecumênicos: o de Nicéia em 325 e o de Constantinopla em 381
que condenou o arianismo e foi proclamada solenemente do Filho e do Espírito
Santo. No século V, houve duas heresias cristológicas que tiveram o efeito
positivo de obrigar a Igreja a aprofundar no dogma para formulá-lo de modo mais
preciso; a primeira heresia é o nestorianismo, doutrina que na prática afirma a
existência em Cristo em duas pessoas, além de sua natureza, mas foi condenada
no Concílio de Éfeso em 431 que reafirmou a unicidade da pessoa de Cristo.
A outra heresia foi o
monofismo que sustentava na prática a existência em Cristo de uma só natureza,
a divina: o Concílio da Calcedônia em 451 condenou e afirmou que em Cristo há
duas naturezas, a divina e a humana, unidas na pessoa do Verbo, sem confusão
nem mutação, sem divisão nem separação. Com isso, ocorre um grande
florescimento da literatura cristã, homilética, teológica e espiritual marcada
pelas obras dos Padres da Igreja.
Na Idade Média no ano de
476 ocorreu a decadência do Império Romano do Ocidente que foram invadidos pelos
germânicos, arianos e pagãos fazendo com que o papel da Igreja nos séculos
sucessivos consistisse em evangelizar e contribuir com a civilização destes
povos. Neste período nasceu o monaquismo beneditino, a religião Islâmica na
Arábia e a institucionalização do poder temporal dos papas contribuindo com o
surgimento das ordens mendicantes composta pelos franciscanos, dominicanos e
outros, onde no Concílio de Constança foi instituído o conclave, ou seja, com
chave para a escolha dos papas.
A Idade Moderna tem
início com a chegada de Colombo a América, onde a Igreja aproveitou para
difundir o Evangelho nos continentes
fora da Europa, mas ao mesmo tempo a Igreja sofria uma grave crise no velho
continente com o apogeu da Reforma Religiosa por Martinho Lutero, João Calvino
e Henrique VIII fazendo com que a Igreja Católica no Concílio de Trento inicie
o movimento chamado de Contrarreforma para reafirmar a sua doutrina em relação
as novas ideologias que estavam surgindo com o Iluminismo.
Na época contemporânea
ocorreu a Revolução Francesa que se iniciou com a decisiva colaboração do baixo
clero, chegando a produzir o cisma da Igreja Constitucional e em seguida
assumindo tons anti-cristãos até chegar a uma cruenta perseguição à Igreja. Com
a restauração das monarquias pré-revolucionárias, voltou para a Igreja um
período de paz e tranqüilidade, favorecido também pelo romantismo, mas logo
começou a surgir uma nova ideologia, profundamente oposta ao catolicismo: o
liberalismo, herdeiro dos ideias da Revolução Francesa que pouco a pouco
conseguiu afirmar-se politicamente, promovendo a instalação de legislações
discriminatórias contra a Igreja que foram enfrentadas por Pio X como a Segunda
Guerra Mundial, tendo o seu processo de reestruturação com o Concílio Ecumênico
Vaticano II.
(Monique
Evangelista – Minions Católicos)

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