Solenidade de Corpus Christi


“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo” [i]

            Olá amados, que a paixão de nosso senhor Jesus Cristo filho de Deus pai, a vida do espírito paráclito da igreja e o amor de nossa senhora esteja no coração de cada um de nós!
É chegado a semana em que celebramos a Santa Eucaristia, pois “por meio deste sacramento, o homem é estimulado a fazer atos de amor e por eles se apagam os pecados veniais. Somos preservados dos pecados mortais, porque a comunhão confere o aumento da graça que nos preserva das culpas graves” [ii]. 
Na liturgia desta semana (Corpus Christi), nos é permitido olhar de um modo diferente para a “Eucaristia, amor dos amores” [iii].
            A primeira leitura desta liturgia, nos mostra Moisés, que “mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor” [iv], ele, que estava a transmitir as palavras e os decretos que o senhor ordenava, com a resposta positiva do povo, tomou o livro da aliança, mostrou ao povo e: Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”[v].
            O nosso salmo tem como resposta: “Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor” [vi], e exalta a Deus, refletindo como poderia ser feito uma “retribuição” pelo que o senhor havia feito, exalta também que Deus tirou seu servo da escravidão: “Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ que nasceu de vossa serva;/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão” [vii].
            Vale ressaltar, que tanto o salmo quanto a primeira leitura, ressaltam a questão do cálice da salvação, que vai se concretizar com a paixão morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo!
            A segunda leitura nos mostra, em uma carta aos Hebreus, que Cristo realmente é nossa certeza definitiva de aliança eterna com Deus: “de fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, quanto mais o Sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha”[viii].
            E com a graça de nosso Deus, o Evangelho nos conta sobre os preparativos e a Páscoa de Cristo com seus discípulos, como já é de nossos conhecimentos, dois dos discípulos preparam a páscoa, e “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo” [ix].  É interessante nós refletirmos quando Cristo fala que “isto é meu corpo”, pois “A mesma carne, com que andou (o Senhor) na terra, essa mesma nos deu a comer para nossa salvação” [x].
            Que nós, que acreditamos no corpo e no sangue de Cristo presentes na Eucaristia, enquanto contemplamos as ações, graças e bênçãos que este santo sacramento permite, possamos crer e exaltar o Cristo que morreu por nós como na primeira leitura e nos salmos,  e de tal modo testemunhar Cristo como na segunda leitura, e termos completa certeza de que Cristo está em nosso meio por meio da Eucaristia.
Natan Ribeiro – Minions Católicos 1.0

[ii] São Tomás de Aquino
[iii] São Bernardo
[iv] (Êxodo 24:5)
[v] (Êxodo 24:8)
[vi] [vii] Salmo 115
[viii] Hebreus 9:11-15
[ix] Mc 14:22
[x] Santo Agostinho




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