Especial mês da Vocações: Vocação dos Ministros Ordenados (Bispos, padres, diáconos)




Olá, querido irmão! A paz de Jesus esteja com você! Você sabia que agosto é o mês das vocações? Exatamente! Desde 1981 a CNBB instituiu agosto como o mês vocacional [2]. Cada domingo do mês de agosto é dedicado à oração por alguma vocação específica. Por isso, ao longo deste mês serão apresentados vários textos apresentando as vocações a cada semana. Neste primeiro domingo, celebramos o dia dos ministros ordenados: diáconos, sacerdotes e bispos.
O Catecismo da Igreja Católica define o Sacramento da Ordem como: “o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos.” [3] Por meio deste sacramento, os ministros ordenados são a presença de Cristo na comunidade cristã e, agem e falam na pessoa de Cristo (in persona Christi), cabeça da Igreja [4].
Existem 3 graus do sacramento da Ordem, que são:
·       Episcopado: plenitude do Sacramento da Ordem, os bispos são sucessores diretos da missão dos Apóstolos. “Os Bispos, portanto, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, foram constituídos como verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores.” [5]
·       Presbiterado: Auxiliares na missão dos bispos de levar o Evangelho até os confins da terra, os Sacerdotes ou Presbíteros “estão, contudo, com eles unidos na dignidade sacerdotal.” [6] Agem na pessoa de Cristo e proclamam o seu mistério, “unindo os pedidos dos fiéis ao sacrifício de sua cabeça e, no sacrifício da missa tornam presente e aplicam, até a volta do Senhor, o único sacrifício do Novo Testamento, que, como hóstia imaculada, uma vez por todas se ofereceu ao Pai.” [7]
·       Diaconato: os diáconos são ordenados, não para o sacerdócio ministerial, mas para o serviço. “São marcados pelo sacramento da Ordem com um sinal que ninguém pode apagar e que os configura a Cristo que se fez ‘diácono’, isto é, servidor de todos.” [8]
O sacramento da Ordem confere àqueles que o recebem o caráter indelével, ou seja, permanente. Quem recebe este sacramento fica marcado para sempre, mesmo que por algum motivo grave, deixe as suas funções [9]. Além disso, este sacramento também concede a graça do Espírito Santo que configura o homem ordenado à Cristo Sacerdote, Mestre e Pastor [10].
E, quem pode receber este Sacramento? Novamente recorramos ao Catecismo da Igreja Católica: “Só um varão (‘vir’) batizado pode receber validamente a ordenação sagrada. O Senhor Jesus escolheu homens (‘viri’) para formar o colégio dos 12 Apóstolos, e os Apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão” [11].
Podemos cair na tentação de pensar, conforme a mentalidade do mundo moderno e achar que a Igreja é machista por não aceitar a ordenação de mulheres. Entretanto, devemos entender que, homens e mulheres são diferentes, portanto, tem diferentes papéis na Igreja. Jesus era homem, portanto, nada mais lógico que os continuadores de sua missão serem homens também, até porque a Igreja é chamada “Esposa de Cristo”. Este laço matrimonial não seria possível se uma mulher fosse sacerdotisa [12].
Além disso, nos três graus do Sacramento da Ordem, o ministro ordenado recebe a função de servir. E, para nos colocar a serviço não precisamos receber um sacramento. Observem quantas santas temos na história da nossa Igreja. Muitas delas são Santas por sua dedicação à família ou por trabalhos com a comunidade.
Outra questão polêmica quanto aos ministros ordenados é o celibato do presbiterado e episcopado. Pois, na Igreja Primitiva, nem todos os apóstolos eram celibatários. São Pedro, por exemplo, era casado. Mas, a Igreja entendeu ao longo da história o valor do celibato. Os sacerdotes são chamados a imitar a Cristo em tudo, inclusive no celibato. São Paulo, na 1ª carta aos Coríntios diz que “O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa.” (1Cor 7, 32b-33) Assim, os padres e bispos podem focar exclusivamente em servir a Deus e ao seu povo, sem preocupações com as questões domésticas.
Por fim, convido a vocês irmãos e irmãs, que, hoje em especial, rezem pelas vocações sacerdotais. Por todo o clero da nossa Igreja, que eles possam se espelhar em Cristo, o Sumo Sacerdote. Também oremos para que surjam novas vocações e para que os nossos padres sejam fortalecidos por Deus para o cuidado com o seu rebanho. Vou deixar o trecho da música “O milagre desta comunhão” [13] que trata exatamente do ministério sacerdotal, para meditarmos:
“Quanta história existe neste altar!
Tanta vida para celebrar
Homem que se consagrou, sacerdote se tornou
E em cada momento traz o céu a nós
Desde jovem decidiu ao Senhor se abandonar
Tudo enfim pra celebrar.
O amor maior chegou assim
Se fez servo para o outro
Deu sentido ao nosso encontro
Nossa união, o vinho e o pão:
Eis o milagre desta comunhão”

Camila Azevedo – Sentinelas do Humor
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Referências
1       CIC 1535
2       ALETEIA. Agosto, o mês das vocações. Disponível em: https://pt.aleteia.org/2018/08/01/agosto-o-mes-das-vocacoes/ Acesso em 02 ago. 2018.
3       CIC 1536
4       CIC 1581
5       CIC 1558
6       CIC 1564
7       CIC 1566
8       CIC 1570
9       CIC 1582-1583
10    CIC 1585
11    CIC 1577
12    O CATEQUISTA. São Nunca, o padroeiro das mulheres de batina. Disponível em: https://ocatequista.com.br/blog/item/2339-sao-nunca-o-padroeiro-das-mulheres-de-batina?highlight=WyJkaWFjb25pc2EiXQ==.  Acesso em 02 ago. 2018.
13    ALENCAR, Walmir. O milagre desta comunhão. Disponível em: https://www.letras.mus.br/walmir-alencar/140851/. Acesso em 03 ago. 2018.

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